PM da Polónia afirma que o “congelamento” da guerra na Ucrânia “está mais próximo”

O primeiro-ministro da Polónia, Donald Tusk, declarou esta sexta-feira que há “certos sinais” que indicam que o conflito entre a Rússia e a Ucrânia poderá estar prestes a entrar numa fase de “congelamento”.

Pedro Gonçalves
Agosto 8, 2025
15:56

O primeiro-ministro da Polónia, Donald Tusk, declarou esta sexta-feira que há “certos sinais” que indicam que o conflito entre a Rússia e a Ucrânia poderá estar prestes a entrar numa fase de “congelamento”. A afirmação foi feita durante uma visita às instalações do parque eólico marítimo de Łeba, após uma longa conversa por videoconferência com o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, centrada no estado atual da guerra e nas perspetivas de paz.

“Não posso partilhar tudo, mas a minha intuição confirma que o congelamento do conflito está mais próximo do que distante”, afirmou Tusk, acrescentando que Zelensky se mostrou “muito cauteloso, mas não obstante otimista” quanto à evolução das negociações para um cessar-fogo.

Durante a conversa, o líder ucraniano expressou o seu “grande interesse” em que a Europa – com destaque para a Polónia – tenha um papel ativo no desenho de um futuro cessar-fogo e na construção da paz subsequente. Tusk sublinhou a importância deste envolvimento europeu: “A paz na região terá um impacto muito positivo na segurança da Polónia, e esse é um interesse vital para nós.”

Por seu lado, Zelensky confirmou, através da rede social Telegram, que a troca com o primeiro-ministro polaco abrangeu vários temas, incluindo iniciativas de paz, produção conjunta de armamento, apoio ao povo ucraniano e o processo de adesão da Ucrânia à União Europeia.

As declarações de Tusk surgem num momento de intensificação das conversações internacionais sobre o fim da guerra. O presidente da Finlândia, Alexander Stubb, revelou recentemente que o presidente norte-americano, Donald Trump, manteve uma chamada telefónica com Zelensky e vários líderes europeus, na qual discutiram formas de alcançar um cessar-fogo duradouro.

Apesar de Trump ter vetado a participação de Zelensky numa futura cimeira com Vladimir Putin, o presidente dos EUA mantém a intenção de se reunir com o líder russo. “Estou muito dececionado com Putin”, terá dito Trump, segundo fontes citadas por meios de comunicação internacionais, mas confirmou que o encontro entre ambos se manterá.

No mês passado, Trump impôs um ultimato à Rússia, reduzindo de 50 dias para um prazo que expira precisamente esta sexta-feira, durante o qual exigiu progressos nas negociações de paz. Como forma de pressão, ameaçou aplicar sanções e tarifas adicionais a países que continuassem a importar petróleo russo sem avanços no sentido de um acordo.

A evolução destas negociações e a eventual aproximação de um cessar-fogo poderão marcar um ponto de viragem no conflito que dura desde 2022, com crescentes implicações para a segurança europeia e para o equilíbrio geopolítico global.

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