Plano Nacional de Vacinação: 16% das crianças com um ano sem vacina contra o sarampo

Cerca de 16% das crianças com um ano ainda não tinham proteção vacinal contra o sarampo, segundo a Direção Geral da Saúde (DGS), que emitiu um comunicado sobre o balanço do Programa Nacional de Vacinação (PNV) de 2020, numa altura em que decorre a Semana Europeia da Vacinação (SEV).

“Aos 13 meses de idade, 16% das crianças ainda não estavam protegidas contra o sarampo, nem contra a doença invasiva meningocócica C”, pode ler-se no relatório. Isto significa que vacina mostrou ter 84% de cobertura, um “resultado ligeiramente inferior (2%) ao ano de 2019”, o que constitui, “um alerta para a necessidade de investir na melhoria do cumprimento do esquema recomendado até aos 12 meses de idade”, adianta a DGS.

Mas nem tudo são más notícias. O organismo revela também que o PNV atingiu ou ultrapassou coberturas de 95% até aos 7 anos em todas as vacinas. “Apesar das evidentes mudanças nos serviços de saúde em contexto de pandemia por COVID-19, o PNV manteve-se forte”, com “99% das crianças nascidas em 2019 a ser vacinadas (em 2020) com as vacinas recomendadas”, sublinha a DGS.

Para além disso, “a vacinação de adolescentes do sexo feminino, com o esquema completo da vacina contra o Vírus do Papiloma Humano (HPV), mantém-se muito elevada: igual ou superior a 95% a partir dos 14 anos de idade”, adianta ainda a DGS na mesma nota.

Importa ainda ressalvar que a cobertura vacinal da grávida, para proteger os seus bebés de tosse convulsa, continua muito elevada, estimando-se que este ano tenha chegado aos 90%”. Para além disso, “a vacinação do adolescente e do adulto com a vacina contra o tétano e difteria mantém-se elevada – chegando aos 96% aos 14 anos e aos 80% aos 65 anos”.

De ressalvar também que “aos 12 meses de idade, 84% das crianças foram vacinadas atempadamente. É importante cumprir com as idades recomendadas para obter proteção o mais precocemente possível”, ressalva o órgão sanitário português, sublinhando que “o sucesso destes resultados deve-se ao empenho e dedicação dos profissionais de saúde e à confiança que os cidadãos continuam a depositar no PNV”.

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