A TAP precisa de cerca de três mil milhões de euros até 2024 (1,2 mil milhões de ajudas públicas e mais 1,8 mil milhões) para conseguir salvar-se da crise em que se encontra, sendo ainda necessário despedir dois mil funcionários e cortar salários numa média de 25%, de acordo com a ‘RTP’.
Segundo a mesma publicação, estas conclusões foram tiradas do último Conselho de Ministros extraordinário que decorreu na passada noite de terça-feira sobre o plano de restruturação da companhia aérea portuguesa.
Os 1,2 mil milhões de euros em ajudas públicas já não são uma novidade, mas a estes vão ter de se juntar 1,8 mil milhões vindos de injeções de fundos públicos ou de garantias de Estado a novos empréstimos, para que a TAP consiga atingir o equilíbrio operacional e gerar fundos a partir de 2025 «para amortizar dívida sem necessidade de novos financiamentos», dois dos principais objetivos da empresa.
Esta informação discutida em Conselho de Ministros será levada a Bruxelas já esta quinta-feira pelo Governo, no entanto, antes disso ainda está prevista a apresentação dos mesmos dados aos partidos políticos no dia de hoje.
Apesar de o Conselho de Ministros ter aprovado na última noite estas decisões, ainda é possível que sofram alterações, ou pelo menos pequenos ajustamentos, na sequência da discussão com os partidos, só depois disso a versão final será entregue em Bruxelas.
De recordar que já no Orçamento de Estado para 2021 está prevista uma verba no valor de 500 milhões de euros para TAP, contudo depois desta aprovação do plano de restruturação, este só vai poder avançar com os três mil milhões referidos.




