O telemóvel de Nuno Ribeiro da Cunha, o gestor privado da empresária angolana Isabel dos Santos, vai ser sujeito a perícias, avança este sábado o Correio da Manhã.
De acordo com o mesmo jornal, as autoridades não acreditaram na versão apresentada pelo gestor a 7 de janeiro, quando deu entrada no hospital do Litoral Alentejano.
À Polícia Judiciária, Nuno Ribeiro da Cunha disse que tinha tentado suicidar-se, na casa de férias de Vila Mova de Milfontes, mas a versão apresentava falhas: haveria suspeitas de agressão anterior, indiciando a presença de terceiros.
Se é verdade que para a PJ não há dúvidas de que na quarta-feira à noite Nuno Ribeiro da Cunha, de 45 anos, se suicidou, parece também certo que não aguentou a pressão.
O gestor soube nos primeiros dias de janeiro que seriam conhecidas as transferências bancárias que autorizou da conta da Sonangol para o Dubai – foi contactado pelos jornalistas do Luanda Leaks – e desde essa altura deu mostras de desconforto.
A PJ quer agora saber se nesse período de tempo foi vítima de ameaças. As mensagens, que terão sido apagadas, poderão ser recuperadas, tais como outras informações sensíveis. A investigação está longe de encerrada.
Recorde-se que o gestor privado de Isabel dos Santos foi constituído arguido em Angola precisamente no dia em que se suicidou, na garagem da sua casa.







