O coordenador da Unidade Nacional de Combate à Corrupção da Polícia Judiciária (PJ), Luís Ribeiro, revelou que há clubes de futebol em Portugal a serem utilizados como veículos para o branqueamento de dinheiro ilícito.
A declaração foi feita durante um fórum sobre integridade e transparência financeira no desporto, realizado nos últimos dias em Lisboa, de acordo com a ‘Renascença’, onde destacou que a situação nos clubes portugueses “é uma preocupação” para as autoridades, frisando que a origem dos montantes investidos nas equipas não é clara.
A PJ tem redobrada atenção à entrada de investidores estrangeiros no futebol português, uma vez que grandes somas de dinheiro podem esconder intenções pouco claras.
Outro ponto levantado pelo coordenador da PJ foi a falta de clareza nos direitos de imagem dos jogadores, cujos valores são frequentemente baseados na “lei da oferta e da procura”. Esse cenário torna a circulação de dinheiro ainda mais opaca. Luís Ribeiro mencionou também práticas como o pagamento de comissões a intermediários de forma pouco transparente e contratos sobrevalorizados que permitem a saída de grandes somas de dinheiro sob a aparência de legalidade.




