PJ acredita que Rui Pinto foi o denunciante dos Luanda Leaks

Muitos dos documentos divulgados nos últimos dias fazem parte do processo em que o hacker vai ser julgado

Executive Digest

A Polícia Judiciária acredita que o hacker português Rui Pinto foi o denunciante da fuga de informação do processo Luanda Leaks, avança este sábado o jornal Público.

Mais de 715 mil ficheiros foram partilhados com o Consórcio Internacional de Jornalistas de Investigação, através de uma plataforma de proteção de denunciantes em África, a PPLAAF. Mas muitos dos documentos que têm sido divulgados fazem parte do processo em julgamento Football Leaks, assim como de outros inquéritos em investigação.

Segundo o matutino, os documentos estavam guardados nos dispositivos de armazenamento de dados – discos rígidos, pens, computadores – que foram apreendidos ao pirata português na Hungria e que as autoridades portuguesas já conseguiram aceder. Há, no entanto, muita informação que continua inacessível, já que a maior parte dos discos rígidos apreendidos estavam encriptados com um software que só muito dificilmente poderá ser aberto.

Além disso, segundo a PJ, um dos fundadores da PPLAAF é William Bourdon, um dos advogados de Rui Pinto, que também já representou Edward Snowden e Julian Assange.

O marido de Isabel dos Santos, Sindika Dokolo, apontou o dedo a Rui Pinto, acusando-o de ser “o braço armado deste complô [Luanda Leaks]”.  Em entrevista à rádio RFI Afrique disse ainda que várias empresas tinham sido alvo de ataques informáticos realizados por “um hacker português”.

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Rui Pinto está em prisão preventiva desde Março do ano passado. O hacker responderá em julgamento por 90 ilícitos no âmbito do Football Leaks, entre os quaisu um crime de tentativa de extorsão, seis de acesso ilegítimo, 68 de acesso indevido, 14 de violação de correspondência e um de sabotagem informática.

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