Pingo Doce recua e mantém horário de abertura dos supermercados às 8:00

O Pingo Doce anunciou esta quinta-feira que vai manter os horários habituais nos próximos dois fins de semana, depois do anúncio de abertura às 06:30.

Executive Digest

O Pingo Doce anunciou esta quinta-feira que vai manter os horários habituais nos próximos dois fins de semana, depois do anúncio de abertura às 06:30, nos próximos dois fins de semana, ter gerado polémica.

“Face às múltiplas interpretações, também de implicação política, que têm vindo a ser feitas e veiculadas ao longo das últimas horas e ao nível da discussão pública gerada, o Pingo Doce informa que os horários habituais das suas lojas se manterão inalterados”.

Através da redes sociais, o grupo fez saber que “face às múltiplas interpretações, também de implicação política, que têm vindo a ser feitas e veiculadas ao longo das últimas horas e ao nível da discussão pública gerada, o Pingo Doce informa que os horários habituais das suas lojas se manterão inalterados”.

Em nota o grupo sublinha ainda que “desde o início desta pandemia, o Pingo Doce tem feito tudo o que está ao seu alcance para servir os seus clientes com a máxima segurança, protegendo simultaneamente as suas equipas de loja e de armazéns”.

Quanto à intenção ao decidir antecipar a abertura da maioria das suas lojas no próximo fim-de-semana, esclarece que era “a de contribuir para evitar a concentração de clientes no período da manhã, facilitando o desfasamento das visitas numa altura em que a situação epidemiológica no país aconselha toda a prudência”.

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Recorde-se que o dia de hoje ficou marcado pela publicação, por parte das autarquias de Lisboa e Cascais, de despachos que vieram proibir a abertura às 6h30 de hipermercados, como o Pingo doce, da cadeia Jerónimo Martins.

Mais tarde, esta decisão estendeu-se a Gaia.

No caso da capital, o presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Fernando Medina, decidiu proibir a abertura dos hipermercados às 6h30 da manhã e, através de um comunicado, esclareceu que o despacho determina que “o horário de abertura dos estabelecimentos comerciais nos próximos dois fins de semana será às 8h da manhã, não sendo aceite a abertura antecipada a qualquer estabelecimentos comercial ou de venda a retalho”.

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Em declarações  à ‘SIC Notícias’, o autarca revela que a decisão foi tomada “por uma razão de equidade e de transparência”.

“Seria incompreensível que um hipermercado pudesse abrir a uma hora e uma mercaria noutra e por isso quisemos definir as 8 horas, seguir esse regime», afirma dizendo que «é lamentável e um aproveitamento por parte de cadeias comerciais, que num momento tão difícil tentem contornar as regras, dizendo que estão a prestar o melhor serviço aos clientes».

O responsável critica duramente as «práticas de anúncios de promoções especiais e de vendas de brinquedos», numa altura como esta, «aproveitando-se de uma situação de dificuldade coletiva», como a que se vive atualmente.

Da mesma forma o presidente da Câmara Municipal de Cascais, Carlos Carreiras, divulgou esta quinta-feira um despacho no qual proíbe os supermercados Pingo Doce de abrirem às 6h30 da manhã.

O despacho foi publicado na sua página de Facebook, com a legenda: “Para que fique claro e contribuindo para evitar ruturas sociais com algumas medidas que ficam difíceis de compreender» e com o título «Estado de Emergência – manutenção dos horários de comércio”.

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No documento é referido que “os estabelecimentos comerciais do concelho deverão respeitar os horários de abertura que atualmente se encontram a praticar não sendo permitido iniciar a sua atividade mais cedo do que o horário habitual”.

Também o presidente da Câmara Municipal de Gaia, Eduardo Vítor Rodrigues anunciou em comunicado que vai proibir a reabertura de comércio antes das 8 horas, avança a ‘RTP.  “A Câmara Municipal de Gaia vai proibir qualquer abertura de supermercados antes das 8h00, mantendo o comércio local os seus horários normais de abertura”, revela a nota.

«O comércio local merece as mesmas regras das grandes superfícies. Estes estabelecimentos, que pagam todos os impostos em Portugal, não podem ser discriminados face aos hipermercados. Haja respeito pelos sacrifícios das pessoas, pelo Estado de Emergência e pelo trabalho de quem está a lutar contra esta pandemia», acrescentou Eduardo Vítor Rodrigues.

Luísa Salgueiro, presidente da Camara Municipal de Matosinhos juntou-se ainda a esta decisão, considerando que se tratava de “um aproveitamento inaceitável das regras de restrição à circulação de pessoas”, bem como “um insulto para os muitos pequenos e médios comerciantes e para os empresários da restauração que sacrificam os seus negócios em nome da defesa da saúde de todos nós”.

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