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Pico da nova vaga de COVID-19 deve acontecer dentro de três semanas

O número máximo de infectados em Portugal deverá ser atingido dentro de três semanas. A previsão é apontado por Manuel Carmos Gomes, um dos especialistas em epidemiologia ouvidos pelo Governo e também professor da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa. Em entrevista ao Expresso, indica que «se se mantiverem as condições ­actuais, podemos ter o pico na terceira semana de Novembro, entre os dias 20 e 25, talvez sem chegarmos a atingir os seis mil casos».

Embora Portugal já tenha ultrapassado a barreira dos quatro mil novos casos diários e de as estimativas apontarem para os cinco mil casos muito em breve, há sinais de que a tendência de crescimento esteja a abrandar. Se, entretanto, não surgirem grandes surtos, o pico poderá não tardar, iniciando-se depois uma trajectória descendente de contágio.

«É preciso muita cautela, mas a evolução do Rt a que estamos a assistir já nos permite ver um pico, uma luz ao fundo do túnel», garante Manuel Carmo Gomes, referindo-se ao facto de o número médio de pessoas que cada infectado contagia (Rt) estar a decrescer há já alguns dias, mesmo nas regiões do Norte e Lisboa e Vale do Tejo, onde se verificam mais diagnósticos positivos. «Mas é preciso muito cuidado. Bastam dois ou três grandes eventos para a situação mudar», alerta ainda o especialista.

Tudo depende das próximas semanas e, eventualmente, das medidas que o Governo português anunciar hoje. «Se esta tendência de desaceleração for combinada com medidas mais restritivas que o Governo tome agora, sobretudo nas zonas que estão mais vermelhas devido à maior circulação do vírus, talvez isso traga bons sinais para Dezembro», indica Manuel Carmo Gomes, deixando uma possibilidade optimista para o Natal.

Além do Rt a descer, há outro indicador de que o pico poderá estar para breve. Há uma semana, a diferença entre os casos diagnosticados divulgados diariamente pela DGS e o número real de contágios estimado pelos peritos era de 800 novas infecções diáras. Agora, a diferença terá reduzido para 650.

Isto significará que as autoridades de saúde estão a conseguir fazer um rastreamento de contactos mais eficientes, conseguindo detectar mais casos e parar cadeias de transmissão.

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