PIB português pode crescer entre 1,4% e 1,7% em 2025, prevê CIP/ISEG

A economia portuguesa deverá regressar ao crescimento em cadeia já no segundo trimestre deste ano, com uma expansão do Produto Interno Bruto (PIB) estimada entre 0,2% e 0,4%, segundo o mais recente Barómetro de Conjuntura Económica da CIP e do ISEG. Este desempenho contrasta com a contração de 0,5% registada nos primeiros três meses do ano.

André Manuel Mendes
Junho 26, 2025
11:10

A economia portuguesa deverá regressar ao crescimento em cadeia já no segundo trimestre deste ano, com uma expansão do Produto Interno Bruto (PIB) estimada entre 0,2% e 0,4%, segundo o mais recente Barómetro de Conjuntura Económica da CIP e do ISEG. Este desempenho contrasta com a contração de 0,5% registada nos primeiros três meses do ano.

Apesar de a tendência de abrandamento ter persistido em abril, os indicadores de confiança disponíveis apontam para uma aceleração da atividade económica, sustentada sobretudo pela procura interna.

Para o conjunto de 2025, o Barómetro projeta um crescimento anual do PIB entre 1,4% e 1,7%. Este cenário deverá ser suportado pela retoma gradual do consumo privado – beneficiando de menores custos de financiamento e da resiliência do mercado de trabalho – e, sobretudo, por um aumento do investimento, tanto público como privado, impulsionado pela execução do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR).

Em contraste, as exportações continuam envoltas num elevado grau de incerteza, devido aos riscos associados à política comercial dos Estados Unidos e à instabilidade geopolítica no Médio Oriente.

A recente proposta do Governo para um novo corte nas taxas de IRS poderá ainda reforçar a recuperação do consumo privado.

Rafael Alves Rocha, Diretor-geral da CIP, sublinha que “a CIP tem insistido na importância do relançamento do investimento, uma vez que um crescimento baseado unicamente no dinamismo do consumo nunca poderá ser sustentado». A este respeito, Rafael Alves Rocha destaca «o imperativo da aceleração da execução do PRR e do Portugal 2030, ultrapassando os constrangimentos e recuperando os atrasos que se têm verificado.”

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