A Pfizer anunciou a conclusão de um acordo de 43 mil milhões de dólares (40 mil milhões de euros) para aumentar o seu portefólio de tratamentos contra o cancro. Com esta estratégia, a farmacêutica prepara-se para uma quebra nas vendas dos seus produtos para combate à Covid-19.
Este é o maior acordo da Pfizer depois de ter registado encaixes de relevo com a sua vacina contra a Covid-19. Agora, a farmacêutica adiciona ao seu portefólio quatro terapias contra o cancro com vendas combinadas de quase 2.000 milhões de dólares (1,8 mil milhões de euros).
“A Pfizer está investir os seus recursos financeiros para avançar na batalha contra o cancro, uma das principais causas de morte em todo o mundo, com um impacto significativo na saúde pública”, disse o Dr. Albert Bourla, presidente e diretor executivo da Pfizer.
“Juntas, a Pfizer e a Seagen procuram acelerar a próxima geração de descobertas sobre o cancro e trazer novas soluções para os pacientes, combinando o poder da tecnologia antibody-drug conjugate da Seagen com a escala e a força das capacidades e experiência da Pfizer”, acrescentou.
De acordo com a farmacêutica, vão pagar 229 dólares (215 euros) por ação da Seagen em dinheiro, um prémio de 32,7% em relação ao preço de fecho de sexta-feira. Esta informação fez com que as ações da Seagen subissem para 207 dólares (194 euros) no início das negociações desta segunda-feira.
A farmacêutica espera mais de 10 mil milhões de dólares (9,3 mil milhões de euros) em vendas “ajustadas ao risco” da Seagen em 2030.
O portfólio de terapias oncológicas da Pfizer inclui 24 medicamentos aprovados, incluindo o tratamento de cancro de mama Ibrance.
As empresas esperam concluir o acordo no final de 2023 ou início de 2024.












