Petróleo: OPEP+ acorda prolongar cortes de produção por mais um mês

A Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP+) acordou a extensão de um mês dos seus cortes na produção e vai adotar métodos mais rigorosos para garantir que os membros não quebram as suas promessas de produção, noticia a ‘Bloomberg’.

O acordo é uma vitória para a Arábia Saudita e para a Rússia, depois de terem passado a semana a persuadir o Iraque, a Nigéria e outros países em falta a cumprir as suas obrigações. É um passo particularmente relevante para o ministro da Energia saudita, o príncipe Abdulaziz bin Salman, que sempre pressionou os colegas a cumprir as suas quotas, desde que foi nomeado, o ano passado.

Com a videoconferência ainda a decorrer, os delegados avançaram que todas as nações deram o seu aval ao novo acordo. O grupo manterá o corte de produção de 9,7 milhões de barris por dia até o final de julho, em vez de reduzi-lo para 7,7 milhões após este mês, conforme planeado.

Na abertura desta reunião, Mohamed Arkab, ministro da Energia da Argélia e atual presidente da OPEP, afirmou que “apesar do progresso alcançado até o momento, não nos podemos dar ao luxo de descansar e o desafio que enfrentamos continua assustador”.

Um comunicado preliminar da reunião indica que qualquer membro que não implemente a 100% os seus cortes de produção em maio e junho será obrigado a reduções extra de julho a setembro, para compensar as falhas.

O petróleo acaba de anunciar o sexto ganho semanal em Londres, mais do que duplicando para 42,30 dólares por barril desde abril, com os ‘traders’ a antecipar uma oferta mais apertada à medida que a procura recupera dos bloqueios devido ao coronavírus.

O presidente dos EUA, Donald Trump, elogiou, na passada sexta-feira, os cortes da OPEP e de seus aliados, considerando que estão a salvar a indústria energética americana.

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