Petróleo a 150 dólares? Bank of America já admite cenário extremo para o Brent

O preço do petróleo voltou a atingir a fasquia dos 100 dólares por barril e o Bank of America já admite cenários em que a escalada poderá estar longe de terminar.

Executive Digest

O preço do petróleo voltou a atingir a fasquia dos 100 dólares por barril e o Bank of America já admite cenários em que a escalada poderá estar longe de terminar, adianta o El Confidencial. Num quadro de agravamento do conflito e de danos significativos nas infraestruturas energéticas, o Brent poderá mesmo disparar até aos 150 dólares por barril.

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O Brent, referência para a Europa, atingiu esta quarta-feira os 100 dólares por barril, depois de uma subida superior a 2,5%, aproximando-se dos máximos registados em maio.

O Bank of America considera que existem vários cenários capazes de levar a matéria-prima aos 120 dólares ou, numa situação mais grave, aos 150 dólares por barril. Este último valor representaria uma subida de cerca de 50% em relação aos níveis atuais.

Bank of America revê previsões em alta

Num dos mais recentes relatórios do banco americano, o Global Energy Weekly, a instituição reviu em alta a previsão-base para o Brent, apontando agora para 83 dólares por barril no segundo semestre deste ano e 75 dólares em 2027.

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De acordo com o El Confidencial, o Bank of America justifica esta revisão com as novas interrupções nos fluxos de petróleo. Ainda assim, estas estimativas poderão revelar-se insuficientes caso a situação geopolítica se deteriore.

O banco admite que o Brent possa atingir os 120 dólares e chegar mesmo aos 150 dólares por barril caso ocorram “graves danos a infraestruturas energéticas”.

Estreito de Ormuz é determinante

O cenário central do Bank of America pressupõe uma normalização gradual dos fluxos através do estreito de Ormuz e que seja evitado um conflito prolongado. No entanto, a instituição alerta para a permanência de riscos significativos no mercado.

“Se as escaramuças que limitam os fluxos de petróleo continuarem até ao final do ano, o Brent poderá negociar num intervalo entre 95 e 120 dólares por barril”, explica Francisco Blanch, estratega de Matérias-Primas e Derivados do BofA Europa, citado pelo El Confidencial.

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O cenário mais extremo surge perante um eventual alargamento do conflito. Segundo Francisco Blanch, uma confrontação mais ampla que provoque danos importantes nas infraestruturas energéticas poderá fazer o preço do petróleo disparar para os 150 dólares por barril.

Há também um cenário de queda dos preços

Apesar dos riscos de uma nova escalada, o Bank of America admite igualmente a possibilidade de uma inversão da tendência. Um novo acordo entre os Estados Unidos e o Irão, acompanhado por um aumento da oferta, poderá gerar um excedente no mercado petrolífero no próximo ano e pressionar os preços em baixa.

A renovação do Memorando de Entendimento entre os Estados Unidos e o Irão, o aumento dos volumes da OPEP+ e a expansão da produção dos países que não pertencem à organização poderão, com o tempo, devolver o mercado a uma situação de excedente.

Por enquanto, porém, a oferta abaixo das expectativas, a redução das existências e a incerteza geopolítica deverão manter elevados os riscos para os preços do petróleo no curto prazo.

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Segundo a análise citada pelo El Confidencial, um novo entendimento entre Washington e Teerão e/ou um cessar-fogo entre a Rússia e a Ucrânia poderiam permitir uma rápida inversão da atual trajetória dos preços.

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