Petição para tornar violação crime público entregue na AR com mais de 200 mil assinaturas

Uma petição que pede à Assembleia da República (AR) medidas para tornar a violação crime público e autonomizar o crime de femicídio foi entregue, na segunda-feira, no parlamento com mais 200 mil assinaturas.

Executive Digest com Lusa

Uma petição que pede à Assembleia da República (AR) medidas para tornar a violação crime público e autonomizar o crime de femicídio foi entregue, na segunda-feira, no parlamento com mais 200 mil assinaturas.

Intitulada “Petição contra a violência sobre as mulheres”, a iniciativa, lançada no ano passado, foi subscrita por 209.510 pessoas, muito superior ao mínimo de 7.500 assinaturas para garantir a discussão em plenário.

Entre os primeiros subscritores estão a ativista Francisca de Magalhães Barros, Manuela Ramalho Eanes, Dulce Rocha, antiga presidente do Instituto de Apoio à Criança, Rui Pereira, antigo ministro da Administração Interna, o advogado António Garcia Pereira, a advogada Isabel Aguiar Branco e a juíza Clara Sottomayor.

Numa nota enviada às redações, o grupo explica que a petição resulta de uma “preocupação crescente de cidadãos e organizações com a persistência e a gravidade de um fenómeno que continua a afetar muitos milhares de mulheres todos os anos”.

“A entrega formal da petição representa um momento importante de participação democrática e pretende chamar a atenção das instituições e de toda a comunidade para a necessidade de aprovar e aplicar medidas estruturais que garantam segurança, liberdade, justiça e dignidade a todas as mulheres”, acrescentam.

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No texto, os subscritores sublinham a urgência de alterar o Código Penal, no sentido de transformar a violação num crime público e aplicar penas mais gravosas ao crime de violência doméstica.

Defendem também a autonomização do crime de femicídio, apontando “a frequência e a perigosidade deste tipo de homicídio, que causa um impacto mais grave ainda na formação e no desenvolvimento das crianças”.

O parlamento discutiu, há duas semanas, um projeto de lei do PAN que pedia a autonomização do crime de femicídio no Código Penal, rejeitado pela maioria da Assembleia da República.

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Segundo os dados do Portal da Violência Doméstica, divulgados há uma semana, 25 pessoas morreram no ano passado vítimas de violência doméstica, das quais 21 mulheres, tornando 2025 o ano com mais homicídios nesse contexto desde 2022.

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