Perto de 21 mil condutores detidos em dez meses, quase metade por excesso de álcool, aponta ANSR

Relatório da sinistralidade e fiscalização rodoviária da Autoridade Nacional da Segurança Rodoviária mostra que 45,8% das detenções devem-se à condução sob o efeito do álcool

Francisco Laranjeira

O relatório da sinistralidade e fiscalização rodoviária da Autoridade Nacional da Segurança Rodoviária (ANSR), divulgado esta quarta-feira, revelou um total de 20,8 mil condutores detidos entre janeiro e outubro de 2021, um aumento de 24% em comparação com o mesmo período de 2020. Nesse particular, 45,8% das detenções deveu-se à condução sob o efeito do álcool, com um aumento de 21,4% desses casos comparativamente ao mesmo período de 2020.

Nos primeiros dez meses de 2021, registaram-se 23.573 acidentes com vítimas no continente, dos quais resultaram 325 vítimas mortais, 1.714 feridos graves e 27.561 feridos leves. Em comparação com o período homólogo de 2020, observou-se uma redução no número de vítimas mortais (-4,1%, 14 mortes) mas um aumento nos feridos: mais 179 feridos graves (11,7%) e mais 1.977 feridos ligeiros (7,7%). Os acidentes com vítimas aumentaram 7% (1.537).

Dos resultados destacam-se as seguintes conclusões: a colisão foi a natureza de acidente mais frequente, a maioria das vítimas mortais eram condutores, e o tipo de veículo mais envolvido em acidentes foi o automóvel ligeiro. O tipo de infração mais frequente foi o excesso de velocidade.

Entre janeiro e outubro de 2021 foram fiscalizados 99,7 milhões de veículos, quer presencialmente quer através de meios de fiscalização automática, um aumento de 1,6% em relação ao mesmo período de 2020. A GNR registou uma diminuição de 4,9% no número de veículos fiscalizados, ao contrário da PSP com um aumento de 2,6%. Por sua vez, o sistema de radares SINCRO gerido pela ANSR registou um ligeiro aumento (+1,4%). Foram detetadas 969,6 mil infrações, o que representa uma diminuição de 9,7% face ao período homólogo do ano anterior.

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