A CGTP, que recusou hoje o novo acordo de valorização salarial e crescimento económico para 2025-2028 assinado entre Governo, as quatro confederações empresariais e a UGT, considerou que o documento perpetua os baixos salários e agrava as desigualdades.
“O texto trava a já insuficiente valorização do SMN [salário mínimo nacional] e insiste na falsa ideia de elevação do salário médio mantendo as normas gravosas da legislação laboral”, apontou a intersindical, em comunicado.
A CGTP-IN considerou também que o novo acordo dá continuidade ao Acordo de Médio Prazo para a melhoria dos rendimentos, dos salários e da competitividade, assinado em 2022 e ao seu reforço, assinado em 2023, pelo anterior governo do PS, patrões e UGT, e que “responde aos interesses dos grupos económicos e financeiros, também por via da fiscalidade”.
A CGTP apela ainda a grande mobilização para os protestos que já tem agendados para o mês de novembro.
“Assim, cumprindo o seu papel de defesa dos direitos e aspirações dos trabalhadores e honrando o compromisso de intervenção e luta por uma vida melhor, a CGTP-IN apela a todos os trabalhadores que se juntem à Acção Nacional de Mobilização, Reivindicação e Luta, de 7 de Outubro a 8 de Novembro, em todos os sectores e em todo o país, e à Manifestação Nacional no dia 9 de Novembro, em Lisboa e no Porto, pelo aumento geral e significativo dos salários, pela valorização das carreiras e profissões, pela contratação colectiva com direitos, pelas 35 horas para todos combatendo a desregulação dos horários e pela erradicação da precariedade”, lê-se na nota enviada às redações.




