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	<title>Executive Digest</title>
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	<description>Notícias atualizadas ao minuto. Economia, política, sociedade, finanças e empresas e mercados</description>
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		<title>MP defende suspensão da pena de Ricardo Salgado devido ao estado de saúde</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Pedro Zagacho Gonçalves]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 26 May 2026 14:03:44 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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					<description><![CDATA[O Ministério Público defendeu esta terça-feira que o antigo presidente do Banco Espírito Santo, Ricardo Salgado, não cumpra pena efetiva de prisão pelos crimes económicos pelos quais já foi condenado.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O Ministério Público defendeu esta terça-feira que o antigo presidente do Banco Espírito Santo, Ricardo Salgado, não cumpra pena efetiva de prisão pelos crimes económicos pelos quais já foi condenado, alegando que o actual estado de saúde do ex-banqueiro torna incompatível a execução da pena em meio prisional. A posição foi apresentada durante a audiência de cúmulo jurídico das condenações aplicadas ao arguido, que somam atualmente penas de seis anos e três meses num processo e oito anos noutro. Segundo o procurador Rui Batista, obrigar Salgado a cumprir cadeia seria contrário ao princípio da dignidade da pessoa humana.</p>
<p>Durante a sessão realizada no Campus da Justiça, em Lisboa, o magistrado defendeu que o cúmulo jurídico deverá fixar uma pena única de 11 anos de prisão, mas sustentou simultaneamente que essa punição deve ser suspensa. Rui Batista argumentou que “seria um ato inútil condenar alguém a uma pena que não entende”, considerando suficiente que o antigo banqueiro apresente relatórios médicos semestrais ao tribunal durante o período de suspensão da pena. O veredicto do tribunal ficou agendado para a próxima semana.</p>
<p>A posição do Ministério Público surge na sequência de uma recente perícia médico-legal elaborada pelo Instituto Nacional de Medicina Legal e Ciências Forenses, que concluiu que Ricardo Salgado sofre de doença de Alzheimer numa fase que o impede de compreender o significado e a finalidade da execução de uma pena de prisão. No relatório, datado de 11 de Maio, o perito refere que, embora o ex-banqueiro possa manter “uma compreensão muito genérica da existência de um processo judicial”, essa perceção resulta apenas de uma “replicação mecânica” das circunstâncias em que se encontra, sem verdadeira consciência da relação entre os factos praticados, a condenação aplicada e a finalidade da punição.</p>
<p>O documento médico descreve ainda um quadro de forte degradação cognitiva e motora. Aos 81 anos, Ricardo Salgado estará incapaz de gerir autonomamente o quotidiano num estabelecimento prisional, necessitando de acompanhamento para grande parte das atividades diárias. Segundo o relatório, o antigo líder do BES consegue alimentar-se sozinho apenas quando a comida lhe é previamente preparada e cortada, não consegue subir ou descer escadas sem auxílio e apresenta limitações significativas ao nível da higiene pessoal, da escolha de roupa e da administração da própria medicação.</p>
<p>O perito do Instituto de Medicina Legal concluiu igualmente que não existem indícios atuais de perigosidade criminal relativamente a ilícitos económico-financeiros, sustentando que o estado cognitivo do arguido torna “muito improvável” a prática de novos crimes dessa natureza. Apesar desta posição agora assumida pelo Ministério Público, Ricardo Salgado continua também a responder judicialmente no megaprocesso BES/GES e na Operação Marquês, embora tenha sido dispensado de comparecer presencialmente nas audiências devido à sua condição clínica.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_767873]]></sapo:autor>
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		<title>Rússia consegue manipular sinais GPS até 450 quilómetros dentro da Europa, alerta Lituânia</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Pedro Zagacho Gonçalves]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 26 May 2026 13:59:59 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Especial Ucrânia]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[guerra]]></category>
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		<category><![CDATA[ucrania]]></category>
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					<description><![CDATA[A Rússia aumentou significativamente a sua capacidade de manipulação e falsificação de sinais GPS, conseguindo agora interferir em sistemas de navegação numa área que pode atingir até 450 quilómetros dentro do território europeu.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A Rússia aumentou significativamente a sua capacidade de manipulação e falsificação de sinais GPS, conseguindo agora interferir em sistemas de navegação numa área que pode atingir até 450 quilómetros dentro do território europeu. O alerta foi lançado esta terça-feira pelas autoridades da Lituânia, que acusam Moscovo de estar a desenvolver uma campanha contínua de provocação eletrónica contra a segurança europeia, com origem no enclave russo de Kaliningrado, situado entre a Polónia e a Lituânia, no mar Báltico.</p>
<p>Segundo revelou à Reuters Darius Kuliesius, vice-diretor da entidade reguladora das comunicações da Lituânia, a Rússia multiplicou nos últimos meses o número de antenas dedicadas à técnica conhecida como “spoofing” de GPS — um sistema que emite sinais falsos para enganar dispositivos de localização e navegação. De acordo com o responsável, Moscovo passou de apenas três antenas no início de 2025 para 36 atualmente. “As interferências ocasionais começaram durante a cimeira da NATO em Vilnius, em 2023. Agora construíram uma infraestrutura completa e a interferência tornou-se sistémica, permanente, uma provocação russa incessante contra a segurança europeia”, afirmou Kuliesius à agência Reuters.</p>
<p>As autoridades lituanas indicam que as antenas estão instaladas em Kaliningrado, uma das regiões mais militarizadas da Rússia, e que a área potencialmente afetada se estende muito além dos Estados bálticos. Um mapa divulgado pelo regulador mostra que os sinais manipulados podem alcançar toda a Lituânia, Letónia e Estónia, grande parte da Polónia, zonas da Finlândia e da Suécia, partes da Bielorrússia e também áreas do mar Báltico. A estimativa da extensão da interferência foi calculada através da análise de perturbações detetadas nos sistemas ADS-B, utilizados na vigilância e monitorização do tráfego aéreo.</p>
<p>A preocupação em torno destas interferências não é nova. Desde a invasão russa da Ucrânia, em 2022, vários países europeus têm denunciado ações de guerra eletrónica atribuídas a Moscovo, embora o Kremlin rejeite sistematicamente as acusações, classificando-as como campanhas de difamação promovidas pelo Ocidente. A embaixada russa em Vilnius não respondeu de imediato aos pedidos de comentário feitos pela Reuters, mas Moscovo tem insistido que estas denúncias fazem parte de uma estratégia ocidental para desacreditar a Rússia.</p>
<p>Nos últimos meses foram registados vários incidentes relacionados com perturbações no GPS na região do Báltico. No ano passado, um avião militar espanhol que transportava a ministra da Defesa de Espanha, Margarita Robles, sofreu interferências perto de Kaliningrado. Também uma aeronave que transportava a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, teve problemas semelhantes durante um voo para a Bulgária. A Estónia e a Finlândia também acusaram anteriormente a Rússia de bloquear sistemas de navegação aérea na região.</p>
<p>Apesar das perturbações, especialistas sublinham que os aviões comerciais modernos e os grandes aeroportos dispõem de múltiplos sistemas de navegação alternativos para garantir a segurança dos voos quando o GPS falha. Ainda assim, os impactos começam a fazer-se sentir noutras áreas. Kuliesius afirmou que algumas redes móveis lituanas próximas de Kaliningrado registam degradação de qualidade devido às interferências em determinadas frequências. O responsável acrescentou ainda que os problemas se intensificam durante ataques de drones ucranianos contra território russo. “Os horários online dos autocarros em Klaipeda deixam de funcionar durante os picos de interferência porque dependem da localização GPS dos veículos”, explicou, referindo-se à cidade portuária situada a cerca de 50 quilómetros da fronteira com Kaliningrado.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_767860]]></sapo:autor>
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		<title>Metro Mondego mandatada para expansões a Condeixa-a-Nova, Cantanhede e Mealhada</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 26 May 2026 13:49:21 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[A Metro Mondego foi mandatada para avançar com estudos e projetos necessários para a expansão do Sistema de Mobilidade do Mondego (SMM) aos concelhos de Condeixa-a-Nova, Cantanhede e Mealhada, revelaram os municípios.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>A Metro Mondego foi mandatada para avançar com estudos e projetos necessários para a expansão do Sistema de Mobilidade do Mondego (SMM) aos concelhos de Condeixa-a-Nova, Cantanhede e Mealhada, revelaram os municípios.</P><br />
<P>A expansão do &#8216;metrobus&#8217; (autocarro articulado em via dedicada) àqueles concelhos é defendida pelos municípios abrangidos e pela Comunidade Intermunicipal da Região de Coimbra (CIMRC), com o despacho do Governo à Metro Mondego a surgir depois de o ministro das Infraestruturas ter admitido que estava a ser estudada essa possibilidade.</P><br />
<P>A presidente da Câmara Municipal de Condeixa-a-Nova, Liliana Pimentel, disse à agência Lusa ter sido informada de um despacho do Governo para mandatar a Metro Mondego (MM) a avançar com os projetos necessários à expansão do SMM no seu concelho.</P><br />
<P>Liliana Pimentel deu conta da informação recebida no final da reunião do executivo camarário, na segunda-feira.</P><br />
<P>&#8220;Já recebemos a indicação de que há um despacho para o avanço da linha até Condeixa[-a-Nova]&#8221;, indicou.</P><br />
<P>À Lusa, a autarca considerou que &#8220;é um passo muito significativo&#8221; e assumiu que &#8220;foi com muita alegria&#8221; que recebeu a informação.</P><br />
<P>&#8220;Vem de certa forma confirmar algo que o senhor ministro [das Infraestruturas] na última visita que teve em Coimbra disse, que é para avançar e será para avançar ainda neste mandato&#8221;, justificou.</P><br />
<P>A autarca assumiu que o que queriam &#8220;muito era que a dotação financeira viesse também para esta expansão&#8221;, apontando que no estudo de viabilidade económico-financeira encomendado pela Comunidade Intermunicipal Região de Coimbra &#8220;está clarificado&#8221; que a expansão para Condeixa-a-Nova &#8220;é altamente beneficiária da operação&#8221;.</P><br />
<P>&#8220;O nível de utilização que os condeixenses vão ter face até às outras localidades, como a Lousã, Miranda [do Corvo], e até Cantanhede, é três vezes superior. A entrada de Condeixa é absolutamente necessária até para alavancar financeiramente [o projeto] e para o equilíbrio financeiro da operação no seu todo&#8221;, sustentou.</P><br />
<P>Também a presidente da Câmara de Cantanhede, Helena Teodósio, confirmou hoje à Lusa que o seu município foi notificado do despacho do Governo, referindo que, na sexta-feira, numa reunião enquanto presidente da CIMRC com a Metro Mondego, foi-lhe dito que aquela entidade tinha sido mandatada para &#8220;realizar estudos, projetos e demais tarefas&#8221; associados às expansões.</P><br />
<P>Helena Teodósio recordou que a CIMRC já realizou no passado um estudo aprofundado das possíveis expansões, tendo como expectativa que a Metro Mondego avance já com projetos de execução.</P><br />
<P>&#8220;É uma medida muito importante para cada um dos territórios. Poderá haver a necessidade de se pegar nesse estudo [prévio] e fazer alguma análise necessária, mas o principal trabalho está feito e, se não houver nada que colida, temos de avançar com os projetos de execução&#8221;, vincou, defendendo celeridade neste processo.</P><br />
<P>Congratulando-se com a vontade do Governo em avançar com as expansões, Helena Teodósio realçou também a importância de este processo avançar em paralelo com a linha de alta velocidade, que irá servir Coimbra, permitindo uma complementaridade com a ferrovia.</P><br />
<P>Enquanto presidente da CIMRC, Helena Teodósio considerou que estas expansões são também elas fundamentais para afirmação de Coimbra como região metropolitana.</P><br />
<P>Também o presidente da Câmara da Mealhada, António Jorge Franco, confirmou ter conhecimento de que a Metro Mondego foi mandatada para avançar com estudos e projetos necessários para a expansão do SMM ao seu concelho.</P><br />
<P>&#8220;Há aqui algumas análises ainda a fazer relativamente à Mealhada, mas parece-me bem. Acima de tudo, a minha preocupação e a preocupação de todos nós da Mealhada é a de ter acesso a Coimbra e vice-versa o mais rápido possível&#8221;, sustentou.</P><br />
<P>Para o autarca, a prioridade é fazer com que a distância a percorrer entre os concelhos da Mealhada e de Coimbra seja feita da forma mais célere, &#8220;seja de metro, de comboio, metro em linha ou metro em BRT [Bus Rapid Transit (Transporte Rápido por Autocarro)]&#8221;.</P><br />
<P>&#8220;É fundamental esta ligação rápida para bem de toda a população que trabalha e vive, quer em Coimbra, quer na Mealhada, quer nesta zona&#8221;, indicou.</P><br />
<P>Recentemente, a secretária de Estado da Mobilidade, Cristina Pinto Dias, numa publicação nas redes sociais, afirmou que a Metro Mondego foi mandatada a realizar &#8220;estudos com vista à expansão&#8221; do &#8216;metrobus&#8217;.</P><br />
<P>A agência Lusa procurou esclarecimentos junto da Metro Mondego, mas sem sucesso.</P><br />
<P>O SMM serve atualmente Coimbra, Lousã e Miranda do Corvo, mas ainda não está concluído.</P><br />
<P>Em 2022, um estudo encomendado pela CIMRC para a expansão do metrobus concluiu que as ligações a Cantanhede e Mealhada e Condeixa-a-Nova eram aquelas que reuniam mais condições para serem implementadas.</P><br />
<P></P><br />
<P>MYME/JGA/CMM // SSS</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_767866]]></sapo:autor>
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		<title>Taxa de desaprovação de Trump atinge máximo e supera níveis registados após ataque ao Capitólio</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/taxa-de-desaprovacao-de-trump-atinge-maximo-e-supera-niveis-registados-apos-ataque-ao-capitolio/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Pedro Zagacho Gonçalves]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 26 May 2026 13:40:54 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Mundo]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[A taxa média de desaprovação do presidente norte-americano subiu para 58,3%, o valor mais elevado de sempre registado durante os seus mandatos, ultrapassando até os níveis atingidos após o ataque ao Capitólio de 6 de janeiro de 2021.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A popularidade de Donald Trump atravessa o momento mais delicado desde o regresso à Casa Branca. A taxa média de desaprovação do presidente norte-americano subiu para 58,3%, o valor mais elevado de sempre registado durante os seus mandatos, ultrapassando até os níveis atingidos após o ataque ao Capitólio de 6 de janeiro de 2021. Os números surgem numa altura em que os Estados Unidos enfrentam uma escalada militar relacionada com o Irão, acompanhada por aumentos acentuados nos preços dos combustíveis e dos produtos alimentares, fatores que estão a pressionar o eleitorado a poucos meses das eleições intercalares de novembro.</p>
<p>Segundo dados compilados pelo grupo de sondagens RealClearPolitics, que agregou inquéritos de órgãos como o The Wall Street Journal, Fox News, Reuters/Ipsos, CBS News, The New York Times e Daily Mail, a rejeição de Trump atingiu um novo pico histórico. Tom Bevan, cofundador e presidente da plataforma, sublinhou que “a taxa de desaprovação de Trump hoje, de 58,3%, é superior ao ponto mais alto do primeiro mandato, que ocorreu após 6 de janeiro de 2021”. A mesma análise indica ainda que 55,9% dos norte-americanos têm atualmente uma opinião desfavorável sobre o presidente.</p>
<p>O agravamento da perceção pública coincide com um ambiente económico particularmente adverso. Um estudo recente da Gallup revelou que 76% dos norte-americanos acreditam que a economia está a piorar, refletindo a crescente preocupação com o custo de vida. Apesar de Trump ter centrado grande parte da campanha presidencial de 2024 na promessa de aliviar a pressão financeira sobre as famílias, o próprio presidente desvalorizou recentemente essas preocupações. Durante uma intervenção na Casa Branca, afirmou aos jornalistas que não pensa “na situação financeira dos americanos” nem “na situação financeira de ninguém”, acrescentando que a sua prioridade é impedir que “o Irão tenha uma arma nuclear”.</p>
<p>A guerra envolvendo Washington, Israel e Teerão agravou significativamente a pressão sobre os mercados energéticos. Desde os ataques norte-americanos e israelitas ao Irão, em fevereiro, os preços dos combustíveis aumentaram mais de 50%, impulsionados pelas tensões geopolíticas e pelas perturbações no transporte marítimo de petróleo. Dados divulgados pela AAA indicam que, pela primeira vez em quatro anos, o preço médio da gasolina ultrapassou os quatro dólares por galão em todos os estados norte-americanos. Em paralelo, a inflação atingiu em abril o valor mais elevado dos últimos três anos, enquanto produtos alimentares essenciais continuaram a encarecer, com a carne de vaca e os tomates a registarem subidas de 14,8% e 15%, respetivamente.</p>
<p>Apesar da deterioração dos indicadores económicos e do desgaste político, a Casa Branca rejeita a leitura negativa das sondagens. A administração classificou como “fake news” as informações que apontavam para preocupação interna com a possibilidade de os preços dos combustíveis ultrapassarem o recorde de 5,02 dólares por galão atingido durante a presidência de Joe Biden. Em comunicado, a porta-voz Olivia Wales defendeu que a guerra contra o Irão foi lançada “no interesse do povo americano” e garantiu que a administração continua focada em aplicar “a agenda comprovada de Trump”, baseada em cortes fiscais, desregulação e expansão energética. A responsável acrescentou ainda que o presidente “não toma decisões críticas de segurança nacional com base em sondagens voláteis, mas sim no melhor interesse dos americanos”.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_767861]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Porto aprova contratos de 21,7 ME com empresas de vigilância e segurança privada</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/porto-aprova-contratos-de-217-me-com-empresas-de-vigilancia-e-seguranca-privada/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 26 May 2026 13:27:58 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[A Câmara do Porto aprovou hoje, por unanimidade, a adjudicação de serviços de vigilância e segurança por três anos, estando em causa contratos de 21,7 milhões de euros com as empresas PSG e Ronsegur.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>A Câmara do Porto aprovou hoje, por unanimidade, a adjudicação de serviços de vigilância e segurança por três anos, estando em causa contratos de 21,7 milhões de euros com as empresas PSG e Ronsegur.</P><br />
<P>Na proposta de adjudicação que foi votada, em causa estão contratos divididos em quatro lotes: um para Espaços Culturais, outro para Espaços Municipais, outro para cuidados de saúde primários e outro para serviços de ronda móvel, que podem ir até 2029 e 2030.</P><br />
<P>Os primeiros três serão adjudicados à empresa PSG &#8211; Segurança Privada, por um valor total de 17,2 milhões de euros (7,3 milhões no lote 1, 9,4 milhões no lote 2, 4,3 milhões no lote 3), e o lote das rondas móveis à Ronsegur, por 614 mil euros, valores que incluem IVA.</P><br />
<P>&#8220;Os contratos irão vigorar por 36 meses ou até ser atingido, durante esse prazo, o preço contratual, sem prejuízo das obrigações acessórias que devam perdurar para além da cessação dos contratos&#8221;, pode ler-se na proposta a que a Lusa teve acesso.</P><br />
<P>Em concreto, os espaços culturais abrangidos são museus, reservas municipais, bibliotecas e edifícios afetos à Direção Municipal de Cultura e Património e os espaços municipais são edifícios administrativos, parques urbanos, parques de estacionamento, armazéns, cemitérios, CROA (Centro de Recolha Oficial de Animais) e viveiros.</P><br />
<P>Já serviços de Cuidados de Saúde Primários dividem-se na Zona Ocidental &#8211; ULS [Unidade Local de Saúde] Santo António e Zona Oriental &#8211; ULS São João, e os serviços de ronda móvel englobam também serviços de ligação à central de receção e monitorização de alarmes.</P><br />
<P>Em março, o jornal Público noticiou que a autarquia tinha convidado uma outra empresa, a Prestibel, a apresentar proposta, mas acabou por não ser selecionada.</P><br />
<P>Em 2024, após ter ganhado o concurso para um dos lotes, a empresa anunciou a intenção de dispensar 106 trabalhadores, recordava em março o jornal, lembrando que também se chegaram a realizar protestos em frente à sede do concelho.</P><br />
<P>Hoje, o presidente da Câmara do Porto, Pedro Duarte (eleito pela coligação PSD/CDS-PP/IL), questionado pelos jornalistas sobre o procedimento, disse que a empresa agora vencedora dá &#8220;garantias&#8221;, dado o &#8220;seu histórico&#8221;.</P><br />
<P>Quanto à questão da manutenção dos trabalhadores em funções, disse também ser &#8220;uma preocupação&#8221; do executivo &#8220;não só a nível do contrato, mas até no caderno de encargos&#8221;, sendo algo que estava &#8220;previsto desde a primeira hora&#8221;.</P><br />
<P>Por outro lado, o vereador do PS Manuel Pizarro manifestou-se preocupado com a situação dos trabalhadores, apesar de ter votado a favor da proposta de adjudicação.</P><br />
<P>&#8220;Nós votamos favoravelmente, mas exprimimos a nossa preocupação e o nosso desapontamento pelo facto de as minutas dos contratos não terem uma expressão direta da proteção dos trabalhadores&#8221;, recordando os &#8220;antecedentes de empresas que, tomando conta dos contratos, manifestamente tiveram uma enorme indiferença pelas condições sociais e laborais das pessoas para as quais elas trabalhavam&#8221;.</P><br />
<P>Assinalando que o caderno de encargos do atual concurso &#8220;é mais rigoroso do ponto de vista do cumprimento da lei&#8221;, o PS preferia que &#8220;tivesse sido incluído na minuta do caderno do contrato uma linha específica para isso&#8221;.</P><br />
<P>Já o vereador do Chega, Miguel Corte-Real, subscreveu &#8220;o cuidado de que sejam salvaguardados os direitos dos trabalhadores e que nestes contratos e nestas formas de &#8216;outsourcing&#8217; [contratação externa] eles não sejam prejudicados&#8221;.</P><br />
<P>&#8220;Ficando salvaguardado isso, votámos aqui a favor&#8221;, disse.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_767857]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Incêndios: Comandante na região Centro da Proteção Civil não tem conhecimento de negócios ilícitos</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 26 May 2026 13:27:56 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[O comandante regional do Centro da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) garantiu hoje não ter conhecimento de negócios ilícitos associados à prevenção ou combate de incêndios rurais e sublinhou não lhe terem sido transmitidas preocupações nesta matéria.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O comandante regional do Centro da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) garantiu hoje não ter conhecimento de negócios ilícitos associados à prevenção ou combate de incêndios rurais e sublinhou não lhe terem sido transmitidas preocupações nesta matéria.</p>
<p>&#8220;Não é do meu conhecimento a existência de negócios porventura ilícitos relacionados com a prevenção e combate a incêndios rurais, nunca tendo estado na minha esfera de ação quaisquer procedimentos administrativos de adjudicação de meios e materiais de combate ao fogo&#8221;, destacou Francisco Peraboa.</p>
<p>O comandante regional do Centro da ANEPC foi ouvido, ao final da manhã, durante aproximadamente uma hora e meia, na Comissão Parlamentar de Inquérito aos negócios dos incêndios rurais.</p>
<p>Perante várias questões dos deputados sobre eventuais interesses económicos associados aos incêndios, relacionados com meios aéreos, exploração de madeira ardida ou contratos de equipamentos, Francisco Peraboa negou ter qualquer conhecimento nesse sentido.</p>
<p>&#8220;Não tenho provas que me digam se há negócios por detrás dos incêndios, pelo menos nesta vertente negativa da existência de negócios por detrás dos incêndios. Obviamente que os incêndios rurais geram mercado, há um negócio relacionado com os incêndios rurais, mas, do ponto de vista negativo, eu não tenho conhecimento da sua existência&#8221;, referiu.</p>
<p>Ao longo da audição, o comandante regional do Centro da ANEPC prestou esclarecimentos sobre a organização do dispositivo operacional, bem como sobre a coordenação de meios e os desafios do sistema de proteção civil.</p>
<p>Aos deputados identificou os principais fatores da complexidade dos incêndios rurais da Região Centro, essencialmente relacionados com as características do território, condições meteorológicas e número de ignições, apontando também que a orografia do território e o despovoamento do interior dificultam a resposta operacional.</p>
<p>Sobre as maiores dificuldades encontradas no combate aos incêndios que assolaram a região Centro em 2025, esclareceu que &#8220;são sempre da gestão dos meios e dos recursos&#8221;.</p>
<p>&#8220;Os meios e os recursos são sempre finitos, por mais que coloquemos meios e recursos no sistema, eles acabam sempre por ser finitos quando o número de ocorrências não para de acontecer, principalmente nos dias de maior perigosidade&#8221;, sustentou.</p>
<p>Para este responsável, o sistema de proteção civil tem capacidade de resposta, embora sujeito a forte pressão quando há simultaneidade de ocorrências.</p>
<p>&#8220;O sistema funciona, mas funciona sob pressão e com necessidade constante de reajustamento&#8221;, alegou, explicando que a gestão de meios exige constante reavaliação no terreno.</p>
<p>Ao longo da sua intervenção, Francisco Peraboa mencionou também que a maioria das ignições tem origem humana, defendendo a necessidade de reforço da prevenção e da educação das populações.</p>
<p>&#8220;É fundamental investirmos na educação das pessoas, preparando-as para as novas realidades, mais gravosas, com maiores dificuldades, com maior rudeza no tempo. Já não temos as ondas de calor de dois, três, quatro dias: o ano passado tivemos mais de três semanas seguidas e as pessoas têm de estar atentas, não apenas aos incêndios rurais, mas à questão da própria saúde&#8221;, frisou.</p>
<p>Questionado sobre eventuais falhas no Sistema Integrado de Redes de Emergência e Segurança de Portugal (SIRESP), o comandante regional do Centro da ANEPC clarificou que não reportou &#8220;falhas estruturais&#8221;, embora se tenham verificado &#8220;falhas pontuais&#8221;.</p>
<p>&#8220;Não reportei falhas estruturais do SIRESP. Obviamente há falhas pontuais relacionadas com a sobrecarga que, muitas vezes, existe pela sua má utilização em teatros de operações, mas essas questões são tratadas diretamente com os seus utilizadores&#8221;, concluiu.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_767856]]></sapo:autor>
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		<title>Jovens manifestantes iranianos vivem escondidos por medo de execução: “Estamos vivos, mas não estamos a viver”</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Francisco Laranjeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 26 May 2026 13:20:21 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Guerra no Médio Oriente]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Irão]]></category>
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					<description><![CDATA[Mais de 100 dias depois da repressão dos protestos nacionais no Irão, dezenas de jovens manifestantes continuam escondidos, em fuga constante e com medo de serem detidos, torturados ou condenados à morte]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Mais de 100 dias depois da repressão dos protestos nacionais no Irão, dezenas de jovens manifestantes continuam escondidos, em fuga constante e com medo de serem detidos, torturados ou condenados à morte. O &#8216;The Independent&#8217;, através do &#8216;Independent Persian&#8217;, recolheu relatos em várias cidades iranianas que mostram uma geração forçada a desaparecer da vida pública depois de participar nas manifestações de janeiro.</p>
<p>Fontes em Teerão, Karaj, Zanjan, Mashhad, Isfahan, Rasht, Shiraz, Kermanshah e Kish indicam que alguns manifestantes deixaram de regressar a casa depois de sucessivas convocatórias e tentativas de detenção pelas forças de segurança. Muitos não ligam os telemóveis, não usam cartões bancários e evitam dormir duas noites seguidas no mesmo local.</p>
<p>Um manifestante de 22 anos, que participou nos protestos em Teerão e está escondido no norte do país, contou ao &#8216;Independent Persian&#8217; que há quatro meses não passa uma única noite em segurança. “Já não tenho casa. De poucos em poucos dias mudo de sítio”, afirmou. Nem a mãe sabe exatamente onde se encontra: por vezes, liga-lhe através de um cartão anónimo apenas para dizer que continua vivo.</p>
<p>O medo agravou-se com as sentenças de morte aplicadas a outros participantes nos protestos. O jovem diz que várias pessoas da sua terra natal já foram condenadas à morte, enquanto outras fugiram do Irão por rotas de montanha ou passaram à clandestinidade. “Se for detido, tenho a certeza de que receberei uma sentença de morte como os meus amigos”, disse.</p>
<p>A Amnistia Internacional revelou esta semana que o Irão registou em 2025 o maior número de execuções contabilizadas em todo o mundo. Para os jovens que participaram nos protestos, esse dado transformou cada toque à porta, chamada desconhecida ou posto de controlo numa ameaça potencial.</p>
<p>Uma estudante de 20 anos, de Mashhad, afirmou que decidiu esconder-se depois de ser convocada pelos serviços de segurança. “Pensámos que talvez fôssemos para a prisão e depois libertados. Mas quando vimos que estavam a executar pessoas uma a uma, percebemos que isto era completamente diferente. Agora a maioria das pessoas está apenas a tentar manter-se viva”, relatou.</p>
<p>Alguns manifestantes mudaram a aparência para tentar escapar à identificação. A estudante diz que cortou o cabelo, deixou crescer a barba e alterou a forma de vestir. Antes saía todos os dias; agora passa duas semanas seguidas sem abandonar o local onde está escondida.</p>
<p>As mulheres que participaram nos protestos enfrentam pressões semelhantes. Uma jovem do sul do Irão, detida durante alguns dias em janeiro, contou que continuou a ser chamada e ameaçada depois de libertada. “Mesmo depois da minha libertação, não estava realmente livre. Ligavam-me todas as semanas, convocavam-me, ameaçavam-me”, disse.</p>
<p>Segundo o &#8216;The Independent&#8217;, a jovem foi avisada pelo advogado de que uma nova detenção poderia colocá-la em risco de execução, sobretudo por causa de confissões feitas por outros detidos. Desde então, raramente regressa a casa e falhou até o aniversário de um irmão mais novo. “Algumas noites, a minha mãe só chora e diz: ‘Quem me dera que nunca tivesses ido aos protestos’.”</p>
<p>Há também manifestantes feridos que evitam hospitais por receio de denúncia. Um jovem de 19 anos, do oeste do Irão, atingido por chumbo durante as manifestações de janeiro, disse que ainda tem projéteis alojados no corpo, mas não procurou tratamento. “Tenho medo de que a segurança do hospital ou alguns médicos me denunciem. Muitas pessoas foram detidas dessa forma. Nem sequer tratei o olho.”</p>
<p>Outros dizem ter sido completamente apagados da sua vida anterior. Um manifestante em Shiraz afirmou que já não pode trabalhar, voltar à universidade ou usar o cartão bancário. “As nossas vidas tornaram-se uma fuga constante. Às vezes desapareço nas montanhas e no mato; outras vezes escondo-me em casas de amigos distantes e familiares. Não sei quanto tempo mais consigo continuar assim.”</p>
<p>A pressão não recai apenas sobre os manifestantes. Segundo fontes citadas na reportagem, famílias têm sido interrogadas, ameaçadas e vigiadas. Algumas terão sido obrigadas a assinar compromissos, tiveram os telemóveis monitorizados e foram ameaçadas com detenções para forçar os filhos a entregarem-se.</p>
<p>Uma fonte próxima da família de um detido em Rasht disse que agentes ameaçaram prender o irmão mais novo caso o manifestante não regressasse. “As famílias foram, na prática, feitas reféns”, afirmou.</p>
<p>Organizações de direitos humanos alertam que, além da vaga de execuções, a República Islâmica está a impor aos jovens manifestantes uma forma prolongada de desgaste psicológico. Meses depois do fim dos protestos, muitos continuam num estado permanente de vigilância, instabilidade e medo.</p>
<p>Um dos jovens entrevistados resumiu a situação numa frase que traduz o impacto da repressão: “Estamos vivos, mas não estamos a viver. Dia e noite, tudo o que pensamos é em como não ser detidos e executados.”</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_767850]]></sapo:autor>
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		<title>Portugal sob calor intenso: trovoadas secas podem gerar rajadas com “poder destrutivo”, alerta IPMA</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Francisco Laranjeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 26 May 2026 13:13:11 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Portugal]]></category>
		<category><![CDATA[estado do tempo]]></category>
		<category><![CDATA[IPMA]]></category>
		<category><![CDATA[Maria João Frada]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[portugal]]></category>
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					<description><![CDATA[Episódio poderá prolongar-se por duas semanas no interior do país, acompanhado de tempo quente, seco e alguma instabilidade atmosférica]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Portugal vai enfrentar dias de muito calor, com temperaturas máximas entre oito e dez graus acima da média para esta altura do ano, alerta a meteorologista Maria João Frada, em declarações à &#8216;CNN Portugal&#8217;. O episódio poderá prolongar-se por duas semanas no interior do país, acompanhado de tempo quente, seco e alguma instabilidade atmosférica.</p>
<p>Além das temperaturas elevadas, a meteorologista chama a atenção para a possibilidade de trovoadas secas e de rajadas de vento convectivas nos próximos dias. Estes fenómenos podem ser particularmente perigosos em caso de incêndio rural, porque o vento súbito e intenso pode alterar rapidamente a direção das chamas e dificultar o combate.</p>
<p>“Se o ar for chutado para cima, podem-se formar nuvens de desenvolvimento vertical sobre as zonas montanhosas. Se se formarem, podem trazer severidade. Nomeadamente o granizo, rajadas fortes convectivas, até com poder destrutivo”, explicou Maria João Frada.</p>
<p>A especialista sublinha que este cenário preocupa também pelo impacto que pode ter nos incêndios. “Se se formarem essas nuvens e houver um incêndio, pode haver uma rajada convectiva que faça descontrolar o incêndio que esteja a deflagrar”, alertou.</p>
<p>Os próximos dias deverão, por isso, combinar calor intenso com instabilidade localizada. A partir desta quinta-feira, as temperaturas devem começar a descer ligeiramente e a probabilidade de aguaceiros e trovoadas deverá diminuir de forma significativa.</p>
<p>“A partir do dia 28 começa, no litoral oeste, a entrar um vento do mar mais fresco, que vai trazer um pouco mais de alívio”, adiantou a meteorologista.</p>
<p>Ainda assim, o alívio deverá ser parcial. Maria João Frada explica que, a partir de sexta-feira, a descida das temperaturas deverá chegar também a parte do interior, mas as máximas continuarão acima do normal para a época.</p>
<p>“Neste momento, estamos com temperaturas máximas acima da média em oito a dez graus. É muito. Daí termos emitido os avisos de tempo quente. Mas, a partir do 29, essa pequena descida, que vai também estender-se um bocadinho ao interior, vai fazer com que as temperaturas máximas, embora contribuam para a onda de calor, se calhar estejam só cinco a sete graus acima da média para a época”, afirmou.</p>
<p>A meteorologista evita fazer previsões para além das próximas duas semanas, mas admite que o episódio de calor possa ser prolongado, sobretudo nas regiões do interior. A conjugação de temperaturas elevadas, ar seco, trovoadas secas e rajadas fortes torna o risco de incêndio uma das principais preocupações dos próximos dias.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_767846]]></sapo:autor>
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		<title>Galp conclui corredor de carregamento ultrarrápido com 96 postos na A1 e A2</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 26 May 2026 13:05:02 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Empresas]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Portugal]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[A Galp concluiu o corredor de carregamento ultrarrápido na A1 e A2, composto por 96 carregadores em quatro áreas de serviço, num investimento de seis milhões de euros.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A Galp concluiu o corredor de carregamento ultrarrápido na A1 e A2, composto por 96 carregadores em quatro áreas de serviço, num investimento de seis milhões de euros.</p>
<p>&#8220;São mais de 550 km que vão ligar o Norte ao Sul do país. São 96 carregadores. São cerca de seis milhões de euros de investimento, que representam cerca de 10% daquilo que a Galp já investiu em mobilidade elétrica neste país&#8221;, disse hoje o co-presidente executivo da Galp.</p>
<p>João Diogo Marques da Silva falava, ao final da manhã, na cerimónia de inauguração do hub elétrico na área de serviço da A1 de Pombal, no sentido Norte-Sul.</p>
<p>Os 96 carregadores ultrarrápidos estão distribuídos por oito hubs, com uma potência total de 20 MW, localizados nas áreas de serviço de Pombal e Aveiras (A1), e Alcácer do Sal e Aljustrel (A2), que permitem em menos de 20 minutos recuperar a bateria útil.</p>
<p>Na sua intervenção, o co-presidente executivo da Galp salientou que a instalação das oito plataformas &#8220;arrancaram há 16 meses&#8221;, no que considerou ter sido &#8220;uma longa caminhada&#8221;, também resultante da questão dos licenciamentos.</p>
<p>Já aos jornalistas, João Diogo Marques da Silva referiu a dificuldade de licenciamento, &#8220;um problema para os portugueses&#8221;, apontando a necessidade de agilizar os mecanismos.</p>
<p>&#8220;Se isto é uma prioridade para o país, temos que agilizar esses mecanismos de licenciamento entre todas as entidades que intervêm, para que o cliente não tenha que esperar 15 meses, desde o momento de início da construção até à conclusão, que hoje estamos a inaugurar&#8221;, referiu.</p>
<p>O responsável indicou ainda que a Galp já investiu cerca de 60 milhões de euros em mobilidade elétrica desde 2020, numa rede com cerca de 10 mil carregadores privados e públicos em operação.</p>
<p>Durante a cerimónia oficial da inauguração deste hub em Pombal, o ministro das Infraestruturas ressalvou o compromisso do Governo com a eletrificação em vários setores e os resultados que se verificam na mobilidade elétrica, com o aumento da oferta, admitindo, no entanto, haver &#8220;muito a fazer do lado do licenciamento&#8221;.</p>
<p>&#8220;É algo que o Governo também está comprometido: a desburocratização e a possibilidade de acelerarmos todos estes processos. Para além de os tornar transparentes, temos de os acelerar, isso é inegável&#8221;, admitiu Miguel Pinto Luz.</p>
<p>O governante considerou que o investimento da Galp é &#8220;um sinal&#8221; que não se pode virar as costas às alterações climáticas.</p>
<p>&#8220;Não podemos ocultar essa realidade, antes pelo contrário, [temos de] enfrentá-la de frente, fazer políticas públicas que [as] permitam combater, mas não sermos &#8216;early adopters&#8217; por sermos &#8216;early adopters&#8217;. Temos que garantir que, concomitantemente com esta transformação, encontramos uma oportunidade de desenvolvimento de negócio&#8221;, acrescentou.</p>
<p>Já o presidente executivo da Brisa salientou a existência de 260 postos de carregamento existentes nas autoestradas geridas pela empresa e alertou para a dificuldade de assegurar carregamento fácil nas zonas do interior do país, fora das grandes rodovias.</p>
<p>&#8220;Por isso, o meu apelo para que, num registo, porventura, de maior parceria entre Estado e operadores privados, possamos estender esta realidade, que já é muito positiva nas autoestradas e nas principais cidades, a todo o país, para que a mobilidade elétrica definitivamente tome conta de 100% do parque automóvel português&#8221;, referiu António Pires de Lima.</p>
<p>Esta cerimónia contou ainda com a presença do presidente da Câmara Municipal de Pombal, Pedro Pimpão.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_767847]]></sapo:autor>
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		<title>A nova tática da máfia italiana com dinheiro europeu: pensar pequeno para passar despercebida</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/a-nova-tatica-da-mafia-italiana-com-dinheiro-europeu-pensar-pequeno-para-passar-despercebida/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Francisco Laranjeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 26 May 2026 12:59:20 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[fundos europeus]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Itália]]></category>
		<category><![CDATA[máfia]]></category>
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					<description><![CDATA[Durante décadas, a criminalidade organizada no sul de Itália esteve associada a grandes escândalos de corrupção e desvio de fundos europeus]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Durante décadas, a criminalidade organizada no sul de Itália esteve associada a grandes escândalos de corrupção e desvio de fundos europeus. Mas uma nova investigação citada pelo &#8216;Euractiv&#8217; sugere que as redes mafiosas terão aprendido a adaptar-se ao reforço dos mecanismos antifraude: em vez de procurarem projetos maiores, passaram a preferir iniciativas mais pequenas, abaixo do limiar que aciona controlos mais rigorosos.</p>
<p>O estudo, conduzido por Marco Di Cataldo, Elena Renzullo e Andrés Rodríguez-Pose, analisou 1,5 milhões de projetos financiados pela União Europeia em Itália entre 2007 e 2020. Os investigadores cruzaram esses dados com registos judiciais que identificam municípios infiltrados por organizações criminosas.</p>
<p>A análise concentrou-se em cinco regiões do sul de Itália que recebem volumes elevados de fundos europeus e têm um histórico prolongado de presença mafiosa: Calábria, Campânia, Sicília, Apúlia e Basilicata.</p>
<p>A conclusão parece, à primeira vista, uma vitória dos mecanismos de controlo. Os municípios cujos Governos locais colaboraram com organizações criminosas receberam até 93% menos financiamento direto da União Europeia do que municípios sem esse tipo de referência em registos judiciais.</p>
<p>Mas a explicação é menos tranquilizadora. Segundo Marco Di Cataldo, citado pelo &#8216;Euractiv&#8217;, as administrações coniventes com a criminalidade “evitam estrategicamente os projetos maiores que desencadeariam o escrutínio antimáfia”. Ou seja, a máfia não desaparece necessariamente do circuito dos fundos: adapta-se às regras e reduz a escala para diminuir o risco de vigilância.</p>
<p>Em Itália, a legislação antimáfia impõe certificação e controlo mais rigorosos aos projetos acima de 150 mil euros. O estudo concluiu que os municípios infiltrados por organizações criminosas receberam entre 22% e 30% menos projetos acima desse patamar.</p>
<p>A descoberta levanta questões sensíveis para Bruxelas. A política de coesão é uma das maiores áreas de despesa do orçamento europeu e vale 392 mil milhões de euros no ciclo 2021-2027. O seu objetivo é reduzir desigualdades entre regiões mais ricas e mais pobres, canalizando verbas significativas para territórios como o sul de Itália.</p>
<p>O problema é que a eficácia desse dinheiro depende não apenas da dimensão dos fundos disponíveis, mas também da qualidade das autoridades locais responsáveis por os aplicar. Num momento em que a União Europeia discute o próximo orçamento de longo prazo, avaliado em cerca de dois biliões de euros, a investigação mostra que a corrupção pode alterar a forma como o investimento público é desenhado.</p>
<p>Os investigadores notam que esta retração nos projetos de maior dimensão não se limita a setores tradicionalmente associados ao crime organizado, como construção ou gestão de resíduos. O padrão também surge em áreas como serviços sociais, transportes e serviços públicos, precisamente setores essenciais para o desenvolvimento de longo prazo das comunidades.</p>
<p>As consequências económicas podem ser profundas. Municípios sob administrações corruptas recebem menos projetos ambiciosos e acabam por ter piores perspetivas de crescimento. O prejuízo, portanto, não está apenas no dinheiro que possa ser desviado, mas também nas infraestruturas que nunca são construídas, nas ligações de transporte que não são modernizadas e nos serviços públicos que ficam abaixo do necessário.</p>
<p>A questão central para a União Europeia é difícil: regras mais apertadas podem travar os esquemas mais evidentes, mas também podem levar administrações corruptas a mudar de comportamento, optando por projetos menores e menos escrutinados. A máfia, neste caso, não pensa maior. Pensa mais pequeno — e é isso que torna o problema mais difícil de detetar.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_767839]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Portugal afirma-se na produção de frutos secos e está nos tops europeu e mundial</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/portugal-afirma-se-na-producao-de-frutos-secos-e-esta-nos-tops-europeu-e-mundial/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 26 May 2026 12:58:19 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[Portugal "viveu uma transformação profunda na produção dos frutos secos", na última década, com destaque para a amêndoa, que representa 75% das exportações e tornou o país no 2.º maior produtor europeu e no 5.º mundial.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Portugal &#8220;viveu uma transformação profunda na produção dos frutos secos&#8221;, na última década, com destaque para a amêndoa, que representa 75% das exportações e tornou o país no 2.º maior produtor europeu e no 5.º mundial.</P><br />
<P>Estes dados foram divulgados hoje de manhã pelo presidente da Portugal Nuts, Tiago Costa, durante a 5.ª edição do congresso que esta associação promove anualmente e que, desta vez, decorre em Évora, ao longo do dia, numa unidade hoteleira da cidade.</P><br />
<P>&#8220;Portugal viveu, na última década, uma transformação profunda na produção dos frutos secos e os resultados estão à vista de todos e devem orgulhar-nos&#8221;, afiançou o mesmo responsável, na sua intervenção no congresso. </P><br />
<P>O país é hoje &#8220;o 2.º maior produtor de amêndoa a nível europeu&#8221; e está &#8220;firmemente&#8221; integrado &#8220;no top 5 mundial&#8221;, enquanto, no que respeita à noz, Portugal também já alcançou &#8220;a posição de 5.º maior produtor da Europa&#8221; e assegurou &#8220;um lugar no top 15 a nível mundial&#8221;, revelou.</P><br />
<P>O presidente da Portugal Nuts &#8211; Associação Promoção Frutos Secos (APFS) realçou também que, nos últimos anos, em Portugal, &#8220;a área plantada duplicou, a produção disparou e as exportações ultrapassaram os 150 milhões de euros a nível de frutos secos, numa lógica global&#8221;.</P><br />
<P>Aludindo aos dados mais recentes publicados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), referentes a 2025, Tiago Costa precisou que a fileira dos frutos secos atingiu os 156 milhões de euros de exportações.</P><br />
<P>E &#8220;a amêndoa representa cerca de 75%&#8221; dessas exportações, sendo que este fruto seco, &#8220;desde 2020, multiplicou por três o valor das exportações&#8221;, ao passo que &#8220;a noz, de 2024 para 2025, conseguiu aumentar em 50% as suas exportações&#8221;, acrescentou.</P><br />
<P>&#8220;São números que são verdadeiramente relevantes e que ajudam ao saldo comercial, que se torna amplamente positivo para o país&#8221;, afiançou Tiago Costa, argumentando que &#8220;este crescimento extraordinário não acontece por acaso&#8221;, resultando sim &#8220;do forte investimento&#8221; dos produtores.</P><br />
<P>A fileira dos frutos secos, de acordo com o presidente da Portugal Nuts, tornou-se &#8220;absolutamente estratégica para a agricultura portuguesa&#8221; e pesa já hoje 6% nas exportações de produtos vegetais nacionais.</P><br />
<P>Em declarações à agência Lusa, à margem do V Congresso Portugal Nuts, que reúne membros desta associação, produtores, técnicos, investigadores e outros agentes da fileira, Tiago Costa referiu que as exportações de amêndoa passaram de 30 milhões de euros, em 2020, para 115 milhões, no ano passado.</P><br />
<P>De acordo com os dados do INE divulgados pela associação, estes cerca de 115 milhões de euros são relativos à venda nos mercados externos de 31 mil toneladas de amêndoa, o que representa um aumento de mais de 16% em valor (+15,21 milhões de euros), face a 2024.</P><br />
<P>E no que respeita às nozes, a subida de 50% das exportações, significa que passou de 1,1 milhões de euros em 2024 para 3,3 milhões em 2025, com as vendas no estrangeiro a aumentarem e ultrapassarem as 900 toneladas, resumiu a Portugal Nuts.</P><br />
<P>&#8220;A exportação de amêndoas sem casca ultrapassou, pela primeira vez, a exportação de amêndoas com casca, representando agora 65% do valor das exportações de amêndoas, e refletindo uma maior valorização do produto no mercado internacional&#8221;, pode ler-se.</P><br />
<P>Tal como a Lusa noticiou, na terça-feira, Portugal sofreu uma quebra de cerca de 1.000 hectares na área plantada com frutos secos. </P><br />
<P>Há produtores que arrancaram amendoais e optaram por outras culturas, devido a pragas ou erros na instalação, disse o diretor executivo da Portugal Nuts, Nuno Russo.</P><br />
<P>O presidente da associação destacou hoje que, após &#8220;um crescimento muito forte&#8221;, este &#8220;estabilizou e até encolheu&#8221;, mas tal &#8220;não se traduz em perda de velocidade&#8221; do setor, que &#8220;ainda tem muito para agregar mais valor ao produto&#8221;.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_767842]]></sapo:autor>
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		<title>Fenprof denuncia situação abusiva de docentes do ensino profissional à UE</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 26 May 2026 12:42:50 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Portugal]]></category>
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		<category><![CDATA[UE]]></category>
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					<description><![CDATA[Sindicato fala de práticas abusivas" e de imposições de horários de trabalho "excessivos e desregulados"]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A Fenprof vai denunciar junto da Comissão Europeia a situação de milhares de professores do ensino profissional de escolas particulares, que acusa de &#8220;práticas abusivas&#8221; e de impor horários de trabalho &#8220;excessivos e desregulados&#8221;.</p>
<p>&#8220;A realidade vivida nas escolas continua marcada pela manutenção de práticas abusivas e pela ausência de soluções estruturais&#8221;, acusa a Fenprof que revelou hoje que vai reunir-se, na próxima semana, com a representação em Portugal da Comissão Europeia.</p>
<p>O encontro tem como objetivo denunciar uma situação &#8220;inaceitável, que perpetua a precariedade, fragiliza a Escola Pública e desrespeita milhares de profissionais&#8221;, escreve a Federação Nacional dos Professores, que lembra que tem vindo a denunciar o agravamento da situação laboral dos professores das escolas profissionais no ensino privado.</p>
<p>Entre os problemas apontados pela maior estrutura sindical docente, estão os &#8220;horários de trabalho excessivos e desregulados&#8221; mas também &#8220;abusos nos calendários escolares, com prolongamento indevido de atividades letivas e avaliações para além do que é exigido e seria aceitável no restante ensino secundário&#8221;.</p>
<p>A Fenprof acusa ainda as escolas de obrigar os professores a repor aulas não dadas por motivos de doença ou por greve e de manter um modelo &#8220;assente na precariedade de milhares de técnicos especializados&#8221; que exercem funções docentes permanentes &#8220;sem estabilidade, carreira ou direitos equiparados aos restantes professores&#8221;.</p>
<p>A federação considera que as condições de trabalho destes professores se degradaram &#8220;acentuadamente na última década, com a aplicação de uma sobrecarga horária letiva aos professores, chegando esta a um total anual de 880 horas&#8221;.</p>
<p>A Fenprof exige melhores salários e que estes profissionais sejam integrados na carreira do Contrato Coletivo de Trabalho (CCT) do Ensino Particular e Cooperativo e que lhes seja contabilizado o tempo de serviço em falta, relativo ao período de caducidade do CCT que ocorreu entre 2015 e 2022.</p>
<p>&#8220;O financiamento público canalizado pelo Estado para as escolas privadas deve reverter, obrigatoriamente, na melhoria das condições de quem nelas trabalha&#8221;, defende a Fenprof em comunicado divulgado hoje.</p>
<p>Os Sindicatos da federação denunciam ainda o &#8220;recurso sistemático e abusivo a técnicos especializados&#8221;, pedindo o combate à precariedade, investimento público &#8220;estável e sustentado&#8221; e a modernização de equipamentos e infraestruturas.</p>
<p>A negociação de um Contrato Coletivo de Trabalho para o EPC que respeite as especificidades do ensino profissional é outra das lutas da Fenprof, que pede que seja atualizado o financiamento das turmas do ensino profissional privado, equiparando-o aos custos das turmas das escolas públicas.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_767833]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Secretário-geral adjunto denuncia ao MAI várias irregularidades na SIRESP em abril</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/secretario-geral-adjunto-denuncia-ao-mai-varias-irregularidades-na-siresp-em-abril/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 26 May 2026 12:40:34 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[Portugal]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[António Pombeiro]]></category>
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		<category><![CDATA[politica]]></category>
		<category><![CDATA[portugal]]></category>
		<category><![CDATA[SIRESP]]></category>
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					<description><![CDATA[O secretário-geral adjunto do Ministério da Administração Interna (MAI) demissionário considera essencial assegurar "um modelo de governação transparente" na empresa que gere o SIRESP ao denunciar várias irregularidades e "um episódio suscetível de configurar conflito de interesse".]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O secretário-geral adjunto do Ministério da Administração Interna (MAI) demissionário considera essencial assegurar &#8220;um modelo de governação transparente&#8221; na empresa que gere o SIRESP ao denunciar várias irregularidades e &#8220;um episódio suscetível de configurar conflito de interesse&#8221;.</p>
<p>&#8220;Registou-se um episódio suscetível de configurar conflito de interesses. Nos dias que antecederam a sua saída, Carlos Leitão [ex-diretor técnico da empresa] tentou promover a celebração de um contrato de consultoria para acompanhamento da certificação ISO 27001 da SIRESP S.A., a ser prestado por si próprio através de entidade com a qual detinha uma relação familiar direta&#8221;, escreve António Pombeiro num email, a que a Lusa teve acesso, enviado a 28 de abril a elementos do gabinete do ministro da Administração Interna e no qual pede pela primeira vez a demissão, que não seria aceite.</p>
<p>A celebração do contrato promovida por Carlos Leitão, conta António Pombeiro, foi interrompido por intervenção de Nikeba Fernandes, que ficou no conselho de administração após a saída de Viegas Nunes da presidência da empresa que gere o SIRESP, em março de 2024.</p>
<p>Esta situação foi comunicada à tutela em novembro de 2025, tendo sido determinado o envio do processo à Inspeção-Geral da Administração Interna (IGAI), escreve.</p>
<p>António Pombeiro aponta no email para uma outra situação relacionada com a contratação do consultor privado Leonel Simões &#8220;por ajuste direto&#8221; com uma remuneração mensal de 8.400 euros mais IVA, &#8220;alegadamente na sequência de uma candidatura espontânea&#8221;.</p>
<p>O secretário-geral adjunto do MAI sublinha que existia &#8220;uma relação pessoal próxima entre o referido engenheiro e o brigadeiro-general Viegas Nunes, o que suscitou alegadas dúvidas quanto à transparência do processo&#8221;.</p>
<p>Pombeiro relembra, no email dirigido à chefe de gabinete do ministro, Joana Araújo, e à adjunta Valentina Marcelino, que Carlos Leitão regressou como coordenador do grupo de trabalho criado pelo Governo para a substituição do SIRESP, designando Leonel Simões como seu assessor, mas, devido a um potencial conflito de interesses, o grupo de trabalho foi interrompido e o seu coordenador foi demitido.</p>
<p>Na sequência desta demissão foi nomeado António Pombeiro para coordenador do grupo de trabalho do SIRESP, cujas conclusões foram apresentadas a 05 de maio numa cerimónia em que o secretário-adjunto do MAI esteve ao lado do ministro Luís Neves.</p>
<p>Segundo Pombeiro, Carlos Leitão e Leonel Simões pedem a demissão em novembro de 2024 &#8220;deixando um conjunto relevante de projetos em curso sem gestão direta&#8221;.</p>
<p>Dá também conta que Carlos Leitão, no exercício das funções associadas à gestão dos contratos do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), foram &#8220;identificadas diversas situações anómalas, algumas das quais já haviam sido sinalizadas em auditoria da Inspeção-Geral de Finanças, designadamente no que respeita a procedimentos de contratação e acompanhamento técnico&#8221;.</p>
<p>&#8220;No rescaldo destes factos, considera-se essencial assegurar um modelo de governação transparente e imune a este tipo de condicionantes, garantindo que a gestão das comunicações críticas do Estado se orienta exclusivamente por critérios de interesse público, eficiência operacional e segurança estratégica&#8221;, escreve ainda.</p>
<p>Neste email enviado a 28 de abril para o MAI, António Pombeiro solicita a sua exoneração e faz referências diretas a Viegas Nunes, nomeadamente de tentar aproximar o SIRESP da esfera das Forças Armadas, além de várias situações que envolveram o ex-diretor técnico da empresa Carlos Leitão.</p>
<p>O secretário-geral adjunto demitiu-se do cargo na sexta-feira alegando um conjunto de &#8220;graves irregularidades&#8221; na gestão da Siresp S.A. durante a presidência de Viegas Nunes, que foi presidente da empresa entre 2022 e 2024 e regressou na segunda-feira à liderança.</p>
<p>Pombeiro, que se demitiu do cargo no mesmo dia em que Viegas Nunes foi nomeado para a presidência da empresa, mostra a sua &#8220;total indisponibilidade&#8221; para continuar no cargo, tendo em conta que &#8220;já havia transmitido&#8221; ao ministro informações sobre &#8220;graves irregularidades&#8221; sem que tivesse sido desencadeada qualquer averiguação interna.</p>
<p>Na segunda-feira, o ministro da Administração Interna manifestou &#8220;absoluta confiança&#8221; em Paulo Viegas Nunes na presidência da empresa que gere o SIRESP, sustentando que está &#8220;inteiramente alinhado&#8221; com o modelo que defende para tornar o sistema robusto.</p>
<p>&#8220;O ministro da Administração Interna está inteiramente alinhado com o modelo defendido pelo major-general Viegas Nunes de tornar o SIRESP o sistema de comunicações robusto e cada vez menos dependente do setor privado, reforçando, sempre que possível, a cooperação com as Forças Armadas&#8221;, referia o gabinete de Luís Neves numa nora, em que rejeita ilegalidades na gestão da rede SIRESP durante a presidência de Viegas Nunes.</p>
<p>A rede de comunicações SIRESP tem sido marcada por várias polémicas desde que foi criada, tendo sofrido as maiores alterações após as falhas no combate aos incêndios de 2017, mas voltou a ter limitações no apagão de 2025 e na tempestade Kristin que afetou a região centro no fim de janeiro.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_767820]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Fiat 500 Topolino faz 90 anos: o ‘ratinho’ que ajudou a pôr Itália sobre rodas</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Automonitor]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 26 May 2026 12:39:01 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Automonitor]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Motores]]></category>
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		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Fiat 500 Topolino]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Itália]]></category>
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					<description><![CDATA[Modelo, conhecido como ‘Topolino’ — ‘ratinho’, em italiano — nasceu da vontade de Giovanni Agnelli de criar um automóvel simples, económico e acessível para responder às necessidades de transporte dos italianos]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O Fiat 500 Topolino prepara-se para celebrar 90 anos desde a sua apresentação, a 15 de junho de 1936, quando surgiu como uma pequena revolução sobre rodas. O modelo, conhecido como ‘Topolino’ — ‘ratinho’, em italiano — nasceu da vontade de Giovanni Agnelli de criar um automóvel simples, económico e acessível para responder às necessidades de transporte dos italianos, recorda o &#8216;El Economista&#8217;.</p>
<p>Com apenas 3,2 metros de comprimento, o primeiro Fiat 500 tinha motor dianteiro de quatro cilindros, 495 cc, tração traseira e uma potência de 13 cv. A velocidade máxima era de 85 km/h e o consumo anunciado ficava nos 7,5 litros por 100 quilómetros, um valor baixo para a época.</p>
<p>O habitáculo foi pensado para dois ocupantes, embora pudesse receber um terceiro passageiro na zona traseira, com limitações de conforto. O tejadilho de lona dobrável tornou-se uma das imagens de marca do modelo e viria a acompanhar diferentes gerações do Fiat 500 ao longo das décadas.</p>
<p>O desenho ficou a cargo de Dante Giacosa, engenheiro que mais tarde influenciaria outros modelos fundamentais da marca, incluindo o novo Fiat 500 de 1957, o Fiat 850 e o Fiat 127. Antes da II Guerra Mundial, o Topolino já se tinha afirmado como um símbolo de mobilidade popular, ao aproximar o automóvel de um público mais vasto.</p>
<p>A produção decorreu entre junho de 1936 e janeiro de 1955, num período marcado também pela guerra, e atingiu um total de 520 mil unidades. O modelo foi fabricado na histórica unidade de Lingotto, em Turim, com um processo de montagem considerado inovador para a época. Muitos exemplares continuaram a circular nas estradas italianas até à década de 1970.</p>
<p>A celebração do aniversário terá Turim como centro simbólico. Segundo o &#8216;El Economista&#8217;, a iniciativa conta com o apoio da Federação Europeia de Clubes Fiat Topolino e do Clube Topolino Fiat Torino, reunindo mais de 130 equipas, algumas vindas de locais tão distantes como a Escandinávia e a Nova Zelândia.</p>
<p>O programa prevê um percurso circular pela cidade, com os Fiat Topolino a chegarem ao ponto de encontro antes de seguirem, divididos em dois grupos, por diferentes zonas de Turim. O trajeto ligará referências locais como Superga e Venaria Reale, antes de avançar para nordeste até Ruffini e Lonna, as duas localidades mais a norte do percurso.</p>
<p>Noventa anos depois, o Topolino continua a ocupar um lugar especial na história da Fiat e da mobilidade europeia. Não foi apenas um carro pequeno: foi um dos primeiros símbolos de acesso ao automóvel numa Europa em transformação, antecedendo a vaga de citadinos compactos que viriam a marcar o pós-guerra.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_767823]]></sapo:autor>
	</item>
		<item>
		<title>Putin perdoa dívidas até 120 mil euros a russos que assinem contrato para combater na Ucrânia</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/putin-perdoa-dividas-ate-120-mil-euros-a-russos-que-assinem-contrato-para-combater-na-ucrania/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Francisco Laranjeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 26 May 2026 12:22:13 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Especial Ucrânia]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[guerra na ucrânia]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Rússia]]></category>
		<category><![CDATA[ucrania]]></category>
		<category><![CDATA[Vladimir Putin]]></category>
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					<description><![CDATA[Medida aplica-se a quem tenha assinado contrato com o Ministério da Defesa russo a partir de 1 de maio, por um período mínimo de um ano]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Vladimir Putin aprovou um novo mecanismo de alívio de dívida para cidadãos russos que assinem contratos militares para combater na Ucrânia, avança o &#8216;Kyiv Post&#8217;, citando o &#8216;The Moscow Times&#8217;. A medida aplica-se a quem tenha assinado contrato com o Ministério da Defesa russo a partir de 1 de maio, por um período mínimo de um ano, e permite anular dívidas vencidas até 10 milhões de rublos, cerca de 120 mil euros.</p>
<p>O perdão não abrange qualquer tipo de crédito de forma automática. Segundo o decreto, aplica-se apenas a empréstimos contraídos antes da assinatura do contrato militar e exige que já exista uma decisão judicial de cobrança em vigor ou que o processo de execução da dívida tenha começado.</p>
<p>A medida estende-se também às famílias dos militares em determinadas circunstâncias. Em caso de morte do soldado na frente de combate, de morte provocada por ferimentos, trauma ou contusão, ou ainda se o militar ficar com incapacidade de Grupo I, todas as obrigações de crédito dos familiares são anuladas, independentemente da data de mobilização ou assinatura do contrato.</p>
<p>O limite agora fixado representa um incentivo financeiro relevante num país onde as autoridades continuam a procurar formas de reforçar o contingente militar sem anunciar uma nova mobilização geral. Putin já tinha introduzido medidas semelhantes em novembro de 2024, então aplicáveis a empréstimos contraídos antes de 1 de dezembro desse ano.</p>
<p>O novo decreto surge num momento em que aumentam os relatos de pressão sobre reservistas para assinarem contratos com o Ministério da Defesa. De acordo com dados citados pelo &#8216;The Moscow Times&#8217;, também se registou uma subida nas pesquisas relacionadas com “ordens de mobilização”. No &#8216;Yandex&#8217;, as procuras passaram de menos de 10 mil em janeiro para cerca de 40 mil em abril.</p>
<p>As ordens de mobilização são documentos anexados à identificação militar e indicam os procedimentos a seguir caso seja declarada uma mobilização nacional. Não significam envio imediato para a frente de combate, mas colocam o cidadão numa reserva disponível para eventual convocação.</p>
<p>Grupos russos contra o recrutamento afirmam que gabinetes militares têm chamado reservistas sob o pretexto de “atualizar registos militares”. Segundo esses relatos, algumas pessoas são depois pressionadas a aceitar ordens de mobilização ou a assinar contratos militares no local.</p>
<p>A decisão de Putin reforça uma estratégia já visível nos últimos meses: usar incentivos económicos, perdão de dívidas e benefícios para famílias como ferramentas de recrutamento. Em vez de recorrer formalmente a uma nova mobilização em massa, o Kremlin procura aumentar o número de soldados contratados oferecendo uma saída financeira a cidadãos endividados.</p>
<p>O valor máximo envolvido ajuda a perceber a dimensão do incentivo. Dez milhões de rublos, equivalentes a cerca de 120 mil euros ao câmbio atual, podem representar uma oportunidade difícil de ignorar para famílias pressionadas por processos de cobrança. Mas também expõem a ligação cada vez mais direta entre dificuldades económicas internas e a necessidade russa de manter efetivos na guerra contra a Ucrânia.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_767816]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Filho do fundador da Mango suspeito de matar o pai deixa cargos na empresa</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/filho-do-fundador-da-mango-suspeito-de-matar-o-pai-deixa-cargos-na-empresa/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 26 May 2026 12:10:42 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Empresas]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Economia]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Jonathan Andic]]></category>
		<category><![CDATA[Mango]]></category>
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					<description><![CDATA[ Madrid, 26 mai 2026 (Lusa) - O filho do fundador das lojas Mango, suspeito do homicídio do pai, deixou os cargos que tinha na direção da empresa, anunciou hoje o próprio Jonathan Andic numa "carta aberta" enviada aos meios de comunicação social espanhóis.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P> O filho do fundador das lojas Mango, suspeito do homicídio do pai, deixou os cargos que tinha na direção da empresa, anunciou hoje o próprio Jonathan Andic numa &#8220;carta aberta&#8221; enviada aos meios de comunicação social espanhóis.</P><br />
<P>Jonathan Andic, filho de Isak Andic, era atualmente vice-presidente da rede de lojas de roupa Mango, presente em Portugal.</P><br />
<P>Segundo a &#8220;carta aberta&#8221; que divulgou hoje, abandonaou os órgãos de direção da empresa temporariamente, para se centrar na sua defesa.</P><br />
<P>Jonathan Andic reiterou, no mesmo texto, que é inocente e disse que a acusação de homicídio do pai é &#8220;injusta e infundada&#8221;.</P><br />
<P>&#8220;Vivemos juntos muitos momentos felizes, inesquecíveis e repletos de carinho. Tal como acontece em tantas famílias, também passámos por momentos difíceis e complexos&#8221;, escreveu, sublinhando que, porém, essas situações foram superadas &#8220;com grande esforço, generosidade e ajuda&#8221;.</P><br />
<P>Jonathan Andic revelou que deixa a direção da Mango, mas mantém &#8220;o vínculo com outros projetos familiares, empresariais e sociais&#8221;.</P><br />
<P>&#8220;Tomo esta decisão com tristeza, mas convencido de que é o melhor para a empresa e para mim&#8221;, acrescentou.</P><br />
<P>O presidente executivo (CEO) da Mango, Toni Ruiz, enviou hoje um comunicado aos trabalhadores da empresa em que manifesta &#8220;máximo respeito, compreensão e apoio&#8221; a Jonathan Andic e que disse subscreverem &#8220;de forma unânime&#8221; todos os membros do Conselho de Administração.</P><br />
<P>&#8220;Manifestam a sua plena convicção de que o processo judicial terá um desfecho favorável e confiam em que tal aconteça o mais rapidamente possível&#8221;, lê-se na mesma nota enviada por Toni Ruiz.</P><br />
<P>O texto sublinha que a Mango está &#8220;no melhor momento&#8221; da sua história e conta com &#8220;total apoio e visão de longo prazo&#8221; por parte dos acionistas, além de seguir &#8220;um modelo de governação corporativa alinhado com os mais elevados padrões&#8221;.</P><br />
<P>O filho do fundador da Mango foi detido em 19 de maio por ser suspeito da morte do pai e, depois de ser ouvido por uma juíza em Barcelona, no nordeste de Espanha, pagou no mesmo dia uma fiança de um milhão de euros para evitar a prisão preventiva, ficando obrigado a apresentar-se semanalmente às autoridades.</P><br />
<P>A juíza retirou ainda o passaporte a Jonathan Andic, que proibiu de sair do país.</P><br />
<P>A polícia da Catalunha está a investigar a morte do fundador das lojas Mango, em dezembro de 2024, como possível homicídio e identificou em outubro do ano passado o filho do empresário como suspeito, confirmou, na altura, a família Andic.</P><br />
<P>Num novo comunicado, divulgado na semana passada, a família defendeu a inocência de Jonathan Andic e disse estar convencida de que &#8220;nem existem nem se encontrarão provas legítimas&#8221; contra o filho do criador da Mango.</P><br />
<P>Isak Andic, então com 71 anos, morreu na montanha de Montserrat, perto de Barcelona, quando fazia uma caminhada com o filho.</P><br />
<P>Na versão de Jonathan Andic, agora com 45 anos, o pai escorregou no trilho e caiu por uma encosta, de uma altura de mais de 100 metros.</P><br />
<P>Quando morreu, Isak Andic tinha uma fortuna avaliada pela revista Forbes em 4.500 milhões de euros, que foi equitativamente dividida pelos três filhos do empresário (Jonathan, Judith e Sarah).</P><br />
<P>Após a morte de Isak Andic, o presidente da Mango passou a ser Toni Ruiz, que já era então CEO da Mango, acumulando agora os dois cargos.</P><br />
<P>Toni Ruiz não é membro da família Andic, a qual continua a ter 95% da propriedade do grupo.</P><br />
<P>Jonathan Andic chegou a ser presidente executivo da empresa entre 2014 e 2018, mas o pai retirou-lhe o cargo e substituiu-o por Toni Ruiz, após prejuízos milionários da Mango naquele período.</P><br />
<P>Os primórdios da Mango remontam a 1984, quando Isak Andic, com a ajuda do irmão mais velho, Nahman, abriu a primeira loja em Barcelona.</P><br />
<P>A Mango tornou-se um dos principais grupos internacionais de moda, com cerca de 3.000 lojas em todo o mundo e mais de 18.000 empregados em mais de 120 países, de acordo com o sítio na Internet.</P><br />
<P>Em 2025, a Mango teve receitas de 3.800 milhões de euros e lucros de 242 milhões.</P></p>
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		<title>CTP diz ter recebido garantia de que Governo vai acabar com filas nos aeroportos</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 26 May 2026 12:09:41 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[A Confederação do Turismo de Portugal (CTP) recebeu a garantia do Governo de que as medidas para reduzir filas e tempos de espera serão "implementadas com toda a urgência e de forma eficaz" nos aeroportos nacionais.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>A Confederação do Turismo de Portugal (CTP) recebeu a garantia do Governo de que as medidas para reduzir filas e tempos de espera serão &#8220;implementadas com toda a urgência e de forma eficaz&#8221; nos aeroportos nacionais.</P><br />
<P>Em comunicado, o presidente da CTP, Francisco Calheiros, mostrou-se confiante de que o ministro da Administração Interna, com quem esteve reunido na passada sexta-feira, consiga travar &#8220;a continuação da péssima imagem do país que os problemas nos aeroportos estão a passar para o exterior&#8221;.</P><br />
<P>Segundo a nota, o ministro Luís Neves &#8220;demonstrou conhecimento do problema&#8221; e deu &#8220;garantias de firmeza, competência e liderança para encontrar uma solução rápida e eficaz, que não coloque em causa a época alta turística&#8221;.</P><br />
<P>O governante terá ainda assegurado &#8220;uma estreita articulação com a ANA &#8211; Aeroportos&#8221; e reforçado que o Governo tomará medidas para evitar constrangimentos no verão, como &#8220;o aumento de efetivos da PSP nos aeroportos nacionais, para que a época alta do Turismo decorra de forma normal&#8221;.</P><br />
<P>A CTP aguarda que as medidas prometidas pelo governante resolvam o problema, evitando &#8220;um verão com notícias e imagens diárias de longas filas de passageiros a desesperarem nos aeroportos para poderem entrar em Portugal&#8221;. </P><br />
<P>&#8220;O Turismo, um dos principais motores da nossa economia, vive de turistas que querem ter uma excelente experiência&#8221;, mas se &#8220;a experiência começa a ser péssima, antes mesmo de entrarem no país&#8221;, o setor vai perder com isso.</P><br />
<P>A poucas semanas do início da época alta, a CTP mostra-se &#8220;muito preocupada com a continuação dos atrasos e largas filas de espera nos aeroportos em Portugal, nomeadamente em Lisboa, Faro e Porto, devido aos problemas com o Sistema de entrada/saída de passageiros de fora da União Europeia (EES). </P><br />
<P>No encontro com o governante, a CTP referiu também outras questões de segurança como a necessidade de reforçar as ações de policiamento visíveis nos principais destinos turísticos nacionais. </P><br />
<P>O sistema europeu de controlo de fronteiras para cidadãos extracomunitários, denominado Sistema de Entrada/Saída (EES) da União Europeia, que substituiu o carimbo de passaportes pelo registo digital da fotografia e das impressões digitais dos passageiros extracomunitários, entrou progressivamente em funcionamento em 12 de outubro de 2025 em Portugal e nos restantes países do espaço Schengen e, desde então, os tempos de espera agravaram-se, principalmente no aeroporto de Lisboa.</P><br />
<P>No domingo de manhã, o controlo de fronteiras registou tempos de espera superiores a duas horas no aeroporto do Porto e a hora e meia nos de Lisboa e de Faro, justificados pela PSP com razões técnicas e informáticas associadas a um elevado fluxo de passageiros de fora do espaço Schengen.</P></p>
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		<title>Uso das redes sociais é tão prejudicial como tabaco, garantem médicos do Reino Unido</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 26 May 2026 12:08:24 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[A utilização das redes sociais representa uma ameaça tão grande para a saúde dos jovens como o tabagismo, segundo os médicos da Academia de Faculdades de Medicina do Reino Unido, indicou hoje a televisão pública britânica BBC.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>A utilização das redes sociais representa uma ameaça tão grande para a saúde dos jovens como o tabagismo, segundo os médicos da Academia de Faculdades de Medicina do Reino Unido, indicou hoje a televisão pública britânica BBC.</P><br />
<P>Na resposta a um pedido do Governo para que se pronunciasse sobre a utilização das redes sociais pelos menores de 16 anos, a instituição defendeu que, sempre que atendem os jovens, os médicos os devem questionar sobre o tempo passado em frente aos ecrãs e o uso das redes sociais.</P><br />
<P>Em declarações à BBC, a pedopsiquiatra Emily Sehmer disse que os perigos do uso excessivo das redes sociais são &#8220;piores&#8221; do que os do tabagismo e enfatizou a importância de os profissionais de saúde questionarem os jovens sobre a sua utilização sem julgamentos.</P><br />
<P>&#8220;Não podemos saber a dimensão do problema se não perguntarmos&#8221;, salientou, citada pela agência noticiosa espanhola EFE.</P><br />
<P>O Governo britânico realiza desde março uma consulta pública sobre possíveis restrições à utilização das redes sociais por menores de 16 anos, antes de decidir que medidas irá implementar.</P><br />
<P>A Academia afirma que devem existir orientações para os médicos sobre como detetar qualquer utilização inadequada ou prejudicial das redes sociais e dos conteúdos &#8216;online&#8217;. </P><br />
<P>A ministra da Ciência, Inovação e Tecnologia britânica, Liz Kendall, disse à BBC que as novas medidas serão implementadas antes do final do ano.</P><br />
<P>Em Portugal, o parlamento aprovou em fevereiro uma proposta do PSD para impedir o acesso livre às redes sociais por menores de 16 anos, podendo os que têm 13 anos ou mais aceder com consentimento dos pais. A proposta passou à discussão na especialidade.</P><br />
<P>Além disso, desde setembro de 2025, os alunos das escolas portuguesas até ao 6.º ano de escolaridade estão impedidos de levar &#8216;smartphones&#8217; para as escolas. </P><br />
<P>Em França também foi aprovada legislação para combater a exposição das crianças aos ecrãs e às redes sociais, prevendo que os menores entre os 13 e os 16 anos obtenham autorização parental para se registarem nestas plataformas.</P><br />
<P>A Austrália proibiu, desde 10 de dezembro de 2025, o acesso às redes sociais a menores de 16 anos.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_767795]]></sapo:autor>
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		<title>Conselho de Administração da BP demite o presidente Albert Manifold</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 26 May 2026 12:07:04 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Empresas]]></category>
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					<description><![CDATA[O Conselho de Administração da British Petroleum (BP) votou a demissão do seu presidente, Albert Manifold, "por unanimidade" devido a "graves preocupações" relacionadas com a sua conduta.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>O Conselho de Administração da British Petroleum (BP) votou a demissão do seu presidente, Albert Manifold, &#8220;por unanimidade&#8221; devido a &#8220;graves preocupações&#8221; relacionadas com a sua conduta.</P><br />
<P>A demissão de Manifold vigora &#8220;com efeito imediato&#8221;, após o conselho de administração ter ficado &#8220;surpreendido&#8221; com a &#8220;existência de problemas de supervisão em matéria de governação e conduta&#8221;.</P><br />
<P>&#8220;O conselho ficou surpreendido e desapontado ao tomar conhecimento da existência de problemas de supervisão em matéria de governação e conduta que considera inaceitáveis, e tomou medidas decisivas&#8221;, explicou uma das administradoras, Amanda Blanc, citada no comunicado.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_767804]]></sapo:autor>
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		<title>O preço da soberania industrial: 5 setores em que a Europa está refém da China</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Pedro Zagacho Gonçalves]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 26 May 2026 12:05:50 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Economia]]></category>
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					<description><![CDATA[A União Europeia enfrenta uma crescente dependência estrutural da China em setores industriais estratégicos, desde a energia solar até às matérias-primas críticas, passando pela robótica, químicos e bens industriais tradicionais, numa tendência que levanta alertas sobre soberania económica e segurança industrial.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A União Europeia enfrenta uma crescente dependência estrutural da China em setores industriais estratégicos, desde a energia solar até às matérias-primas críticas, passando pela robótica, químicos e bens industriais tradicionais, numa tendência que levanta alertas sobre soberania económica e segurança industrial.</p>
<p>De acordo com dados do Eurostat, as importações da UE provenientes da China atingiram 559,4 mil milhões de euros em 2025, um aumento de 89% face a 2015, gerando um défice comercial de 359,8 mil milhões de euros. No mesmo ano, as exportações europeias para a China caíram 6,5%, enquanto as importações subiram 6,4%, reforçando o peso de Pequim como principal fornecedor externo do bloco comunitário, responsável por 47% das importações de produtos dependentes — categorias que incluem componentes e matérias-primas essenciais à produção industrial. A Comissão Europeia tem alertado para o fenómeno e, segundo a presidente Ursula von der Leyen, trata-se de “um novo choque da China”, numa referência ao excesso de capacidade subsidiada que estaria a distorcer os mercados globais.</p>
<p>A dependência torna-se particularmente crítica em cinco áreas identificadas como estruturais: energia solar, matérias-primas críticas, robótica industrial, produtos químicos e setores tradicionais como têxteis e madeira. Na transição energética, os números são particularmente expressivos: a China representou 98% das importações de painéis solares da UE em 2024, num contexto em que a descida de preços — e não de volumes — explica a redução do valor importado para 10,9 mil milhões de euros. No mesmo domínio, estudos indicam que 88% das baterias de iões de lítio para veículos elétricos importadas pela UE em 2025 tiveram origem chinesa, reforçando o domínio de Pequim em toda a cadeia tecnológica da transição verde.</p>
<p>A vulnerabilidade estende-se às matérias-primas críticas. O Parlamento Europeu estima que 98% dos ímanes de terras raras utilizados na UE são fornecidos pela China, materiais essenciais para motores elétricos, turbinas eólicas e equipamentos de defesa. Paralelamente, a dependência do magnésio atinge 97%, segundo dados da Comissão Europeia, levando o bloco a classificar estes materiais como críticos e a acelerar projetos de extração e reciclagem interna. Em termos globais, empresas chinesas controlam mais de 80% da capacidade mundial de produção de energia solar fotovoltaica, desde o processamento de matérias-primas até ao produto final, consolidando uma posição dominante em toda a cadeia de valor.</p>
<p>No setor da robótica industrial, a dependência europeia não só se mantém como se intensifica rapidamente. Entre 2025 e 2026, as importações de robots industriais provenientes da China aumentaram 315%, enquanto os preços desceram 29%, segundo dados da Comissão Europeia. Este fenómeno é impulsionado pela política industrial chinesa “Made in China 2025”, que combina subsídios estatais, crédito acessível e incentivos fiscais, permitindo a expansão acelerada de um setor que, segundo a Federação Internacional de Robótica, já produz mais robots industriais do que Alemanha, Japão, Coreia do Sul e Estados Unidos juntos. O resultado é uma pressão crescente sobre a indústria europeia, incapaz de competir em escala e preço.</p>
<p>A dependência estende-se ainda ao setor químico, onde algumas importações provenientes da China aumentaram 36 vezes num único ano, com reduções de preços que chegam aos 95%, levando a Comissão Europeia a reforçar mecanismos de vigilância sobre compostos à base de etileno e amoníaco. Nos setores tradicionais, como têxteis e madeira, o padrão repete-se: a China continua a fornecer entre 30% e 35% das importações extracomunitárias de vestuário e calçado, enquanto no segmento da madeira certos produtos como pavimentos de parquet registaram aumentos de importação superiores a dez vezes num ano, acompanhados por quebras de preço de 77%, o que levou à imposição de direitos antidumping de até 36,1% em 2025.</p>
<p>Perante este cenário, a resposta de Bruxelas tem sido sobretudo reativa, com a aplicação de tarifas apenas após a perda de competitividade europeia. Ainda assim, permanece em aberto a questão de fundo: se a União Europeia conseguirá desenvolver capacidade industrial própria suficiente para reduzir a dependência de Pequim ou se, pelo contrário, esta assimetria se consolidará como um fator estrutural de vulnerabilidade económica e geopolítica num momento de crescente tensão comercial global.</p>
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