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	<title>Executive Digest</title>
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	<description>Notícias atualizadas ao minuto. Economia, política, sociedade, finanças e empresas e mercados</description>
	<lastBuildDate>Wed, 22 Jul 2026 07:36:22 +0000</lastBuildDate>
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		<title>Irão: Teerão ameaça retaliar ataques norte-americanos contra instalações nucleares</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 22 Jul 2026 07:28:11 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[guerra]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Irão]]></category>
		<category><![CDATA[Médio Oriente]]></category>
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					<description><![CDATA[O Irão ameaçou hoje atacar interesses dos Estados Unidos e dos aliados no Médio Oriente, caso Washington lance ataques contra as instalações nucleares iranianas, numa altura em que se agravam tensões militares.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>O Irão ameaçou hoje atacar interesses dos Estados Unidos e dos aliados no Médio Oriente, caso Washington lance ataques contra as instalações nucleares iranianas, numa altura em que se agravam tensões militares.</P><br />
<P>O Quartel-General Central Khatam al-Anbiya, o comando conjunto das Forças Armadas iranianas, condenou as ameaças dos Estados Unidos sobre ataques a &#8220;instalações nucleares e outros locais sensíveis&#8221; da República Islâmica, afirmando que as operações norte-americanas seriam encaradas como uma expansão da guerra na região. </P><br />
<P>O alerta iraniano ocorreu após o anúncio do Presidente norte-americano, Donald Trump, de atacar &#8220;muito em breve e com grande força&#8221; o &#8220;Mountain Peak&#8221;, um complexo subterrâneo que Washington afirma estar ligado ao programa nuclear do Irão. </P><br />
<P>A instalação está situada numa zona montanhosa, o que dificulta a eventual destruição através de ataques convencionais e levanta questões sobre as capacidades necessárias para atingir às estruturas subterrâneas. </P><br />
<P>Hoje, os Estados Unidos concluíram 11 noites consecutivas de bombardeamentos contra o território do Irão, particularmente no sul do país. </P><br />
<P>Em resposta, Teerão lançou mísseis e drones contra alvos norte-americanos em várias nações do Médio Oriente, incluindo o Bahrein, o Kuwait e a Jordânia.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_792265]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>China condena multa da União Europeia à AliExpress e promete &#8220;medidas firmes&#8221;</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/china-condena-multa-da-uniao-europeia-a-aliexpress-e-promete-medidas-firmes/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 22 Jul 2026 07:25:28 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Empresas]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[O Governo chinês condenou hoje a multa de 550 milhões de euros aplicada pela Comissão Europeia à plataforma de comércio eletrónico AliExpress e prometeu adotar "medidas firmes" para defender os interesses da empresa.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>O Governo chinês condenou hoje a multa de 550 milhões de euros aplicada pela Comissão Europeia à plataforma de comércio eletrónico AliExpress e prometeu adotar &#8220;medidas firmes&#8221; para defender os interesses da empresa.</P><br />
<P>&#8220;A China opõe-se firmemente a que a parte europeia crie barreiras digitais sob o pretexto da regulamentação das plataformas e adote medidas discriminatórias para restringir e reprimir o funcionamento normal das empresas chinesas de comércio eletrónico na Europa&#8221;, afirmou um porta-voz do ministério do Comércio chinês.</P><br />
<P>O porta-voz instou a União Europeia a &#8220;deixar de abusar da ambiguidade da legislação, e pediu que trate as empresas chinesas &#8220;de forma justa e imparcial&#8221;.</P><br />
<P>Pequim vai apoiar as empresas chinesas no recurso a instrumentos legais para defenderem os seus direitos e adotará &#8220;medidas firmes&#8221; para salvaguardar os seus interesses, acrescentou.</P><br />
<P>A Comissão Europeia anunciou, na segunda-feira, uma multa recorde de 550 milhões de euros à AliExpress, acusando a plataforma de não combater de forma &#8220;eficaz&#8221; a venda de produtos ilegais, incluindo artigos contrafeitos.</P><br />
<P>Bruxelas acusou ainda a empresa de &#8220;sobrestimar&#8221; a capacidade dos seus sistemas informáticos para detetar e remover este tipo de anúncios.</P><br />
<P>A empresa chinesa respondeu que &#8220;esteve e continua empenhada em cumprir as suas obrigações perante os consumidores&#8221; e anunciou que vai recorrer da sanção, que classificou como &#8220;desproporcionada&#8221;.</P><br />
<P>A condenação do Governo chinês coincide com a visita ao país de uma delegação de eurodeputados, que mantém contactos sobre as crescentes fricções entre Pequim e Bruxelas em questões como o desequilíbrio comercial, a guerra na Ucrânia e a dependência tecnológica.</P><br />
<P>Entre março e abril, uma delegação de eurodeputados da Comissão do Mercado Interno e da Proteção dos Consumidores visitou também a China para transmitir a plataformas como a Shein, a Temu e a AliExpress que as regras europeias de segurança e concorrência devem ser cumpridas no comércio digital.</P><br />
<P>Das três multas aplicadas até agora pela Comissão Europeia por incumprimento da Lei dos Serviços Digitais, que obriga as plataformas a combater conteúdos ilegais, a sanção à AliExpress é a mais elevada.</P><br />
<P>A Comissão multou também a plataforma chinesa Temu em 200 milhões de euros, em maio, por não prevenir a venda de produtos ilegais, e a rede social X em 120 milhões de euros, em dezembro de 2025, por falta de transparência.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_792266]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>BMcar acelera em Portugal e Espanha e diz que motas são aposta para o futuro. CEO explica a visão</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/bmcar-acelera-em-portugal-e-espanha-e-diz-que-motas-sao-aposta-para-o-futuro-ceo-explica-a-visao/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Automonitor]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 22 Jul 2026 07:15:24 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Automonitor]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Empresas]]></category>
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		<category><![CDATA[entrevista]]></category>
		<category><![CDATA[motores]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Pedro Rodrigues]]></category>
		<category><![CDATA[portugal]]></category>
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					<description><![CDATA[Pedro Rodrigues falou à 'Executive Digest' para explicar como se pretende tornar um centro de referência para a comunidade motociclista, reforçar a sua presença em Portugal e consolidar uma visão ibérica iniciada com a entrada em Espanha]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O investimento de dois milhões de euros no novo BMW Motorrad Porto é apenas a face mais visível de uma estratégia muito mais abrangente. A BMcar quer transformar o novo espaço num centro de referência para a comunidade motociclista, reforçar a sua presença em Portugal e consolidar uma visão ibérica iniciada com a entrada em Espanha.</p>
<p>Ao mesmo tempo, a empresa acredita que o segmento das duas rodas terá um papel cada vez mais importante na sua atividade, embora sem perder de vista aquele que continua a ser o principal negócio do grupo: o automóvel.</p>
<p>Nesta entrevista à &#8216;Executive Digest&#8217;, o CEO da BMcar, Pedro Rodrigues, explica porque acredita que a liderança da BMW Motorrad em Portugal é um objetivo realista, fala sobre a evolução do mercado, analisa o impacto da eletrificação e deixa claro que a aposta passa por construir relações duradouras com os clientes, muito para além da venda de uma moto.</p>
<p><strong>&#8220;Queremos conquistar a preferência dos clientes, não retirar mercado aos concorrentes&#8221;</strong></p>
<p>A BMcar quer liderar o mercado português da BMW Motorrad até ao final de 2027. O que terá de retirar aos concorrentes para chegar aos 15% de quota e o que acontece se esse objetivo não for cumprido? &#8220;Não encaramos este objetivo numa lógica de retirar mercado aos concorrentes, mas sim de conquistar a preferência dos clientes e contribuir para o crescimento da própria BMW Motorrad em Portugal.&#8221;</p>
<p>Pedro Rodrigues explica que a estratégia da empresa assenta em três pilares: reforçar a capacidade comercial, elevar a qualidade e rapidez do pós-venda e criar uma ligação mais forte à comunidade motociclista. &#8220;O novo espaço do Porto dá-nos condições para trabalhar toda a gama BMW Motorrad e acompanhar o cliente durante todo o seu percurso com a marca.&#8221;</p>
<p>Mais do que um número, o CEO vê a meta dos 15% como um referencial estratégico.</p>
<p>&#8220;É uma ambição que orienta a organização. Vamos acompanhar indicadores como vendas, retenção de clientes, satisfação, atividade de pós-venda e capacidade para conquistar novos clientes. Se o ritmo de crescimento for diferente do previsto, ajustaremos a execução, mas mantendo sempre a ambição de construir uma posição de liderança sustentável.&#8221;</p>
<p><strong>&#8220;Estamos a investir no mercado que acreditamos que vai existir&#8221;</strong></p>
<p>Dois milhões de euros é um investimento significativo para um segmento que continua relativamente pequeno. O que vos convenceu de que este era o momento certo?</p>
<p>Para Pedro Rodrigues, a resposta está muito para além da dimensão atual do mercado. &#8220;Este investimento resulta de uma análise de médio e longo prazo.&#8221;</p>
<p>O CEO acredita que o motociclismo está a evoluir rapidamente e deixou de ser apenas um meio de transporte. &#8220;Existe uma comunidade BMW Motorrad muito ativa e exigente. O motociclismo evoluiu para áreas como o turismo, o lazer, o lifestyle e a mobilidade urbana.&#8221;</p>
<p>Ao mesmo tempo, considera que os clientes valorizam cada vez mais serviços especializados. &#8220;A qualidade do pós-venda, a disponibilidade, a especialização técnica e uma experiência integrada com a marca ganharam muito peso. A capacidade da nova oficina para cerca de 400 intervenções por mês responde precisamente a essa necessidade.&#8221;</p>
<p>Pedro Rodrigues acrescenta que a diversidade da gama BMW Motorrad permite chegar a públicos muito distintos. &#8220;Estamos a investir não apenas na procura que existe hoje, mas naquela que acreditamos que o mercado poderá gerar nos próximos anos.&#8221;</p>
<p><strong>&#8220;As motos podem tornar-se um dos pilares estratégicos da BMcar&#8221;</strong></p>
<p>As motos representam atualmente cerca de 5% da atividade do grupo. Até onde pode crescer este segmento?</p>
<p>Pedro Rodrigues começa por esclarecer que os cerca de 500 milhões de euros de faturação dizem respeito à operação global da BMcar, sendo que, em Portugal, o volume de negócios ronda os 300 milhões.</p>
<p>Apesar de ainda representar uma pequena parcela da atividade, acredita que o potencial é elevado. &#8220;É um segmento capaz de gerar uma relação muito intensa com os clientes, através da venda de motociclos, do pós-venda, dos equipamentos, dos acessórios e das experiências associadas à marca.&#8221;</p>
<p>Embora não espere que iguale o peso do negócio automóvel, vê um crescimento sustentado. &#8220;Acreditamos que pode assumir uma importância progressivamente maior e tornar-se um dos pilares estratégicos de crescimento e diversificação da BMcar.&#8221;</p>
<p><strong>&#8220;A rentabilidade não depende apenas da venda de motos&#8221;</strong></p>
<p>Um espaço desta dimensão obriga a um volume muito elevado de atividade. Como se torna rentável?</p>
<p>Pedro Rodrigues não revela objetivos comerciais concretos, mas faz questão de explicar que o modelo de negócio vai muito além da venda de motociclos. &#8220;A rentabilidade depende da integração de várias áreas: vendas, pós-venda, peças, acessórios, equipamentos e experiências de marca.&#8221;</p>
<p>Nesse contexto, atribui um papel central à oficina especializada. &#8220;A capacidade para cerca de 400 intervenções mensais será determinante para a sustentabilidade da operação.&#8221;</p>
<p>O CEO acrescenta que o objetivo passa por construir uma relação contínua com os clientes.</p>
<p>&#8220;Queremos uma operação equilibrada, capaz de gerar recorrência e uma relação duradoura, e não apenas volume transacional.&#8221;</p>
<p><strong>&#8220;Continuamos atentos a novas oportunidades em Portugal e Espanha&#8221;</strong></p>
<p>A BMcar fala numa estratégia ibérica. Há novas aquisições ou expansões em vista?</p>
<p>Pedro Rodrigues recorda que a empresa entrou em Espanha em 2022, com a aquisição da BMW Madrid, e que atualmente conta com dez localizações em Portugal e três operações na capital espanhola.</p>
<p>&#8220;Esta dimensão permite-nos partilhar conhecimento, melhorar processos e desenvolver uma visão ibérica da relação com o BMW Group.&#8221;</p>
<p><strong>Sobre novas operações, mantém alguma reserva.</strong></p>
<p>&#8220;Analisamos permanentemente oportunidades em Portugal e Espanha, incluindo novas localizações, aquisições e parcerias. Neste momento, não existe nenhuma operação adicional que possamos anunciar.&#8221;</p>
<p>Ainda assim, deixa um critério claro. &#8220;Qualquer decisão terá de acrescentar valor ao grupo, reforçar a proximidade com os clientes e preservar os padrões de qualidade que definem a BMcar.&#8221;</p>
<p>&#8220;O futuro passa pelas grandes motos, pelos modelos de entrada e pela eletrificação&#8221;</p>
<p><strong>Onde está hoje a maior oportunidade para a BMW Motorrad?</strong></p>
<p>Pedro Rodrigues rejeita a ideia de que exista apenas um caminho. &#8220;Não vemos estes segmentos como opções incompatíveis.&#8221;</p>
<p>As grandes Adventure, Touring e Sport continuarão, na sua opinião, a desempenhar um papel fundamental. &#8220;São segmentos com uma comunidade extremamente fiel.&#8221;</p>
<p>Ao mesmo tempo, considera que modelos como a futura BMW F 450 GS serão decisivos para atrair novos motociclistas.</p>
<p>Quanto à mobilidade elétrica, acredita que representa uma oportunidade diferente. &#8220;Soluções como a BMW CE 02 e a BMW CE 04 respondem sobretudo às necessidades dos grandes centros urbanos. A evolução dependerá também das infraestruturas, dos hábitos de mobilidade e do enquadramento regulamentar.&#8221;</p>
<p>Em resumo, a estratégia passa por acompanhar as três frentes.</p>
<p>&#8220;Queremos consolidar os segmentos tradicionais, conquistar novos motociclistas e preparar a operação para a transformação tecnológica e elétrica do mercado.&#8221;</p>
<p><strong>&#8220;Queremos que o cliente veja a BMcar como um parceiro de mobilidade&#8221;</strong></p>
<p>O que muda para quem entra num concessionário BMcar?</p>
<p>Pedro Rodrigues acredita que a diferenciação passa por integrar todo o universo BMW Group.</p>
<p>&#8220;Muitos clientes conduzem um BMW ou um MINI e são também utilizadores de uma BMW Motorrad. Queremos conhecer melhor essa relação e proporcionar um acompanhamento mais integrado.&#8221;</p>
<p>Para o CEO, essa proximidade será a principal marca da empresa.</p>
<p>&#8220;A diferenciação será construída através da capacidade técnica, da qualidade do atendimento, da rapidez de resposta e da continuidade da relação.&#8221;</p>
<p>No caso do novo BMW Motorrad Porto, essa estratégia traduz-se numa oficina especializada, assistência a motociclos elétricos, uma oferta completa de equipamentos e acessórios e experiências ligadas ao turismo e ao lifestyle.</p>
<p>&#8220;Mais do que vender diferentes produtos, queremos que o cliente reconheça a BMcar como um parceiro de mobilidade premium ao longo das várias fases da sua vida.&#8221;</p>
<p><strong>&#8220;Este investimento é muito mais do que um concessionário&#8221;</strong></p>
<p>Ao longo da conversa, Pedro Rodrigues deixa uma ideia que atravessa toda a estratégia da BMcar: o novo BMW Motorrad Porto não foi concebido apenas para vender motociclos.</p>
<p>O objetivo passa por criar um espaço capaz de reunir clientes, prestar serviços especializados, reforçar a ligação à comunidade motociclista e acompanhar a evolução do mercado, numa altura em que a mobilidade premium vive uma profunda transformação.</p>
<p>Se essa visão se confirmar, a meta de liderar a BMW Motorrad em Portugal até 2027 será apenas uma consequência de uma estratégia mais ampla: crescer através da experiência do cliente e consolidar a BMcar como um dos principais operadores do BMW Group na Península Ibérica.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_792010]]></sapo:autor>
	</item>
		<item>
		<title>Áustria dá novo destino à casa onde nasceu Hitler. Passa a ser esquadra da polícia a partir de hoje</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/austria-da-novo-destino-a-casa-onde-nasceu-hitler-passa-a-ser-esquadra-da-policia-a-partir-de-hoje/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Pedro Zagacho Gonçalves]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 22 Jul 2026 07:00:07 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[A casa onde Adolf Hitler nasceu, na cidade austríaca de Braunau am Inn, é inaugurada esta quarta-feira como nova esquadra da polícia, culminando um processo iniciado há uma década pelo Governo austríaco para impedir que o edifício se transformasse num local de peregrinação de grupos neonazis. ]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A casa onde Adolf Hitler nasceu, na cidade austríaca de Braunau am Inn, é inaugurada esta quarta-feira como nova esquadra da polícia, culminando um processo iniciado há uma década pelo Governo austríaco para impedir que o edifício se transformasse num local de peregrinação de grupos neonazis. A abertura oficial marca o desfecho de um longo debate sobre o futuro de um dos edifícios mais controversos da Áustria e representa uma das medidas mais simbólicas adotadas pelo Estado para evitar qualquer glorificação do ditador nazi.</p>
<p>A decisão surge dez anos depois de o Estado austríaco ter confiscado o imóvel, depois de aprovar legislação específica que permitiu retirar a propriedade à sua então proprietária, que recusava vender a casa ao Estado e rejeitava sucessivas propostas para definir uma utilização futura para o edifício. Segundo a Reuters, o objetivo sempre foi impedir que a casa adquirisse um significado simbólico para movimentos extremistas e grupos de inspiração neonazi.</p>
<p>A família de Adolf Hitler viveu na casa durante apenas três anos, por volta da data do nascimento do futuro líder nazi, a 20 de abril de 1889. Apesar da curta permanência da família no local, o edifício, de três pisos e pintado de amarelo-claro, permaneceu durante décadas no centro de uma intensa discussão pública sobre qual deveria ser o seu destino.</p>
<p>O Ministério do Interior austríaco arrendava o imóvel desde 1972 e, em 2016, pagava cerca de 4.800 euros por mês de renda. Contudo, a proprietária recusou repetidamente vender o edifício ao Estado e opôs-se às várias propostas apresentadas para a sua reutilização.</p>
<p>Perante o bloqueio, o Governo aprovou uma lei que permitiu assumir a propriedade do imóvel. Um porta-voz do Ministério do Interior explicou, na altura, que a legislação foi criada precisamente porque a proprietária persistia em recusar a venda ao Estado.</p>
<p>Após a aprovação da lei pelo Parlamento austríaco, a proprietária deixou de poder recorrer da decisão ou negociar o montante da indemnização a receber.</p>
<p><strong>Edifício esteve vazio durante vários anos</strong><br />
Antes de ser desocupado, o imóvel acolhia oficinas destinadas a pessoas com deficiência. No entanto, o edifício ficou vazio em 2011, depois de não ter sido possível encontrar uma solução para a sua utilização futura.</p>
<p>Segundo o Ministério do Interior, a falta de entendimento com a proprietária acabou por impedir qualquer projeto de requalificação durante vários anos, prolongando o estado de abandono da casa até à decisão do Estado de assumir definitivamente o controlo do edifício.</p>
<p>Com a transformação em esquadra da polícia, as autoridades austríacas pretendem atribuir ao imóvel uma função pública permanente, retirando-lhe qualquer potencial valor simbólico para grupos extremistas.</p>
<p><strong>Debate histórico continua na sociedade austríaca</strong><br />
A inauguração da nova esquadra acontece num contexto em que continua a existir debate sobre o papel da Áustria durante o período nazi.</p>
<p>Em 1938, a Alemanha de Adolf Hitler anexou a Áustria, num processo conhecido como Anschluss. Desde então, historiadores e responsáveis políticos têm discutido se os austríacos foram sobretudo cúmplices voluntários do regime nazi — tendo muitos celebrado a anexação ao Terceiro Reich — ou se o país deve ser visto como uma das primeiras vítimas da ditadura nazi, que acabaria por devastar grande parte da Europa e provocar a morte de dezenas de milhões de pessoas durante a Segunda Guerra Mundial.</p>
<p>A abertura da esquadra na casa onde nasceu Adolf Hitler pretende, assim, encerrar um dos capítulos mais sensíveis relacionados com a memória histórica do país, transformando um edifício associado ao nascimento do ditador numa infraestrutura ao serviço do Estado e da segurança pública, ao mesmo tempo que procura impedir que o local continue a ser encarado como um símbolo para movimentos de inspiração neonazi.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_792019]]></sapo:autor>
	</item>
		<item>
		<title>Bolsa de Tóquio abre com Nikkei a perder 0,18%</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/bolsa-de-toquio-abre-com-nikkei-a-perder-018/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 22 Jul 2026 06:51:54 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[A bolsa de Tóquio abriu hoje em queda, com o principal índice, o Nikkei, a cair 0,18% para 66.115,60 pontos, pouco depois da abertura da sessão.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>A bolsa de Tóquio abriu hoje em queda, com o principal índice, o Nikkei, a cair 0,18% para 66.115,60 pontos, pouco depois da abertura da sessão.</P><br />
<P>O segundo indicador, o Topix, abriu a ganhar 0.45% para 4.033,13 pontos, às 15:30 locais (07:30 em Lisboa).</P><br />
<P>O índice Nikkei reflete a média não ponderada dos 225 principais valores da bolsa de Tóquio, enquanto o indicador Topix agrupa os valores das 1.600 maiores empresas cotadas.</P></p>
]]></content:encoded>
					
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_792259]]></sapo:autor>
	</item>
		<item>
		<title>EUA, Índia, Austrália e Japão reforçam compromisso com a paz no Indo-Pacífico</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/eua-india-australia-e-japao-reforcam-compromisso-com-a-paz-no-indo-pacifico/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 22 Jul 2026 06:50:52 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Os chefes da diplomacia dos Estados Unidos, Índia, Austrália e Japão, países que integram o Diálogo de Segurança Quadrilateral (Quad), reafirmaram hoje o compromisso com a "paz e estabilidade" no Indo-Pacífico, num contexto de crescente influência regional da China.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>Os chefes da diplomacia dos Estados Unidos, Índia, Austrália e Japão, países que integram o Diálogo de Segurança Quadrilateral (Quad), reafirmaram hoje o compromisso com a &#8220;paz e estabilidade&#8221; no Indo-Pacífico, num contexto de crescente influência regional da China.</P><br />
<P>&#8220;Estamos unidos na convicção de que a paz e a estabilidade no domínio marítimo do Indo-Pacífico sustentam a segurança e a prosperidade da região&#8221;, afirmaram num comunicado conjunto divulgado após uma reunião em Manila, à margem do encontro anual de ministros dos Negócios Estrangeiros da Associação das Nações do Sudeste Asiático (ASEAN).</P><br />
<P>A reunião coincidiu com o aumento das tensões no mar do Sul da China, cuja soberania Pequim disputa com vários países do Sudeste Asiático e com Taiwan, após um confronto, na segunda-feira, entre a guarda costeira chinesa e fuzileiros filipinos num atol reclamado por ambos os países.</P><br />
<P>Um dos principais riscos naquelas águas é que se tornem palco de um potencial conflito indireto entre a China e os Estados Unidos, uma vez que Washington mantém um tratado de defesa mútua com as Filipinas.</P><br />
<P>Os ministros dos Negócios Estrangeiros do Quad sublinharam ainda o compromisso de cooperar com os países da ASEAN em áreas consideradas prioritárias, como &#8220;segurança marítima, prosperidade e segurança económica, tecnologias críticas e emergentes, assistência humanitária e resposta a emergências&#8221;.</P><br />
<P>A plataforma diplomática, composta pelas quatro democracias do Indo-Pacífico, foi criada em 2007 e procura reforçar a posição regional perante a crescente influência da China.</P><br />
<P>Nos últimos anos, o Quad intensificou a cooperação em áreas como segurança marítima, resposta humanitária, cadeias de abastecimento e minerais críticos, cujo processamento mundial é amplamente dominado por Pequim.</P><br />
<P>Numa mensagem publicada na rede social X, o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, que convocou a reunião em Manila, afirmou que os membros do Quad &#8220;partilham a visão de um Indo-Pacífico livre e aberto, baseado no Estado de direito, na soberania e na integridade territorial&#8221;.</P><br />
<P>Rubio anunciou ainda uma nova reunião do grupo antes do final do ano, sem indicar uma data.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_792258]]></sapo:autor>
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		<title>Indonésia condenou a penas de prisão membros de rede tráfico de bebés</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 22 Jul 2026 06:49:03 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Um tribunal indonésio condenou hoje 18 mulheres e um homem a penas de prisão até seis anos pelo envolvimento numa rede de tráfico de bebés para Singapura.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>Um tribunal indonésio condenou hoje 18 mulheres e um homem a penas de prisão até seis anos pelo envolvimento numa rede de tráfico de bebés para Singapura.</P><br />
<P>De acordo com a acusação, muitos dos bebés eram vendidos por valores que rondavam os 10 mil dólares (8.700 euros) a famílias de Singapura.</P><br />
<P>Embora a acusação tivesse requerido penas até 15 anos de prisão, a pena mais pesada foi de sete anos para a líder da rede e principal arguida, Lie Siu Luan.</P><br />
<P>A condenação de Lie Siu Luan foi conhecida na terça-feira, sendo que outras três mulheres e o único arguido do sexo masculino receberam penas de seis anos de cadeia. </P><br />
<P>As restantes 14 mulheres foram condenadas a três anos e quatro meses de prisão. </P><br />
<P>Lie Siu Luan, que geria uma agência de adoção em Bandung, ilha de Java, Indonésia, orquestrava o recrutamento, o alojamento, os cuidados temporários e a falsificação de documentos necessários para enviar as crianças para o estrangeiro.</P><br />
<P>Para o tribunal indonésio, várias das mulheres condenadas desempenhavam funções semelhantes: recrutavam grávidas, cuidavam dos bebés e geriam a venda das crianças, sendo que algumas destas negociações eram combinadas com os pais ainda antes do nascimento. </P><br />
<P>Outras falsificavam documentos ou participavam no transporte dos bebés da Indonésia para Singapura. </P><br />
<P>De acordo com a investigação indonésia, alguns pais venderam os bebés &#8212; com idades entre os dois e os três meses de idade &#8212; por quantias que variavam entre os 11 milhões e os 16 milhões de rupias indonésias (aproximadamente 580 a 845 euros). </P><br />
<P>No entanto, as mulheres condenadas recebiam até 204 milhões de rupias (mais de 10 mil euros) por bebé, afirmaram os procuradores no início de abril. </P><br />
<P>Até ao momento, nenhum dos pais foi processado, nem se sabe se estão a ser investigados pelas autoridades. </P><br />
<P>&#8220;Estas sentenças, mais brandas do que as que foram pedidas pela acusação, demonstram que a proteção infantil na Indonésia ainda enfrenta grandes desafios&#8221;, escreveu o jornal Kompas a propósito da decisão do tribunal distrital de Bandung &#8212; capital da província de Java Ocidental, onde a maioria dos crimes foi cometida.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_792257]]></sapo:autor>
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		<title>Museu do Louvre reabre hoje galeria assaltada em 2025 (mas há novo plano de segurança)</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Pedro Zagacho Gonçalves]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 22 Jul 2026 06:45:33 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[A Galeria Apollo, uma das salas mais emblemáticas do Museu do Louvre, em Paris, reabre ao público esta quarta-feira, vários meses depois de ter sido encerrada na sequência do ousado roubo de joias ocorrido em outubro de 2025.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A Galeria Apollo, uma das salas mais emblemáticas do Museu do Louvre, em Paris, reabre ao público esta quarta-feira, vários meses depois de ter sido encerrada na sequência do ousado roubo de joias ocorrido em outubro de 2025. No entanto, o espaço voltará a receber visitantes com uma diferença significativa: deixará de exibir joias e outros objetos de elevado valor, numa decisão tomada após o assalto que expôs fragilidades no sistema de segurança do museu mais visitado do mundo.</p>
<p>A reabertura contará com a presença da ministra francesa da Cultura, Catherine Pégard, informou o Ministério da Cultura francês à AFP. A decisão de reabrir a galeria foi também confirmada pelo presidente do Louvre, Christophe Leribault, numa entrevista ao jornal Le Parisien, na qual revelou que todas as coleções e peças preciosas anteriormente expostas naquele espaço foram retiradas.</p>
<p><strong>Joias serão guardadas em novo espaço de alta segurança</strong><br />
Segundo Christophe Leribault, as joias que integravam a exposição permanente da Galeria Apollo passarão a ser guardadas numa nova área especialmente concebida para esse efeito. O plano prevê a criação de uma sala de alta segurança e de um cofre sem janelas, localizados noutra zona do museu, destinada exclusivamente à conservação destas peças.</p>
<p>O responsável explicou, contudo, que o projeto ainda se encontra em fase de preparação. &#8220;É um empreendimento muito grande, mas precisamos encontrar o local ideal. E a fonte de financiamento&#8221;, afirmou Leribault ao Le Parisien, referindo-se ao investimento necessário para concretizar a nova infraestrutura de segurança.</p>
<p>Christophe Leribault assumiu a presidência do Louvre após a demissão da anterior responsável, Laurence des Cars, que abandonou o cargo na sequência do impacto provocado pelo assalto à Galeria Apollo.</p>
<p><strong>Roubo expôs falhas de segurança no museu mais visitado do mundo</strong><br />
O assalto ocorreu em 19 de outubro de 2025 e teve repercussão internacional, tornando-se um dos episódios mais marcantes da história recente do Louvre. O crime gerou uma forte onda de preocupação relativamente aos sistemas de proteção do museu parisiense, que recebe cerca de nove milhões de visitantes por ano.</p>
<p>Na sequência do roubo, foi criada em França uma comissão parlamentar para analisar as condições de segurança dos museus nacionais. Após a investigação, a comissão concluiu que as questões relacionadas com a segurança no Louvre tinham sido &#8220;relegadas para segundo plano&#8221; nos últimos anos, apontando fragilidades que terão contribuído para a concretização do assalto.</p>
<p>A reabertura da Galeria Apollo marca assim o regresso de um dos espaços históricos mais importantes do Louvre ao circuito de visitação, mas inaugura também uma nova fase na gestão do património do museu, com medidas de proteção mais rigorosas e a retirada definitiva das joias e restantes objetos de maior valor do local onde ocorreu o roubo.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_792042]]></sapo:autor>
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		<title>Lucros do Santander sobem 31,3% no primeiro semestre para 8.973 milhões de euros</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 22 Jul 2026 06:35:24 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[O banco Santander teve lucros de 8.973 milhões de euros no primeiro semestre do ano, mais 31,3% do que no mesmo período de 2025, anunciou hoje o grupo financeiro espanhol.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>O banco Santander teve lucros de 8.973 milhões de euros no primeiro semestre do ano, mais 31,3% do que no mesmo período de 2025, anunciou hoje o grupo financeiro espanhol.</P><br />
<P>Estes resultados incluem um impacto extraordinário gerado pela conclusão da venda, em janeiro, do Santander Bank Plska, a filial polaca do banco, uma operação que se traduziu numa mais valia de 1.895 milhões de euros.</P><br />
<P>Sem o impacto desta operação, assim como de 250 milhões de euros associados a &#8220;custos de reestruturação&#8221; no Reino Unido, os lucros ordinários (comparáveis) do Santander no primeiro semestre do ano ascenderam a um recorde de 7.328 milhões de euros, mais 14,9% do que em 2025.</P><br />
<P>Só no segundo trimestre (abril a julho), o grupo Santander teve lucros de 3.518 milhões de euros, segundo os resultados que o banco comunicou hoje à Comissão Nacional do Mercado de Valores (CNMV) de Espanha.</P><br />
<P>As receitas do grupo cresceram 6% no primeiro semestre comparando com os mesmos meses de 2025, para 30.847 milhões de euros, com destaque para as margens de juros (diferença entre juros pagos e cobrados pelo banco), que alcançaram 22.711 milhões de euros (mais 9%). Em paralelo, os custos diminuíram 2% até junho.</P><br />
<P>&#8220;Estamos convencidos de que a nossa estratégia continuará a impulsionar um crescimento rentável e uma criação de valor sustentável e reiteramos todos os nossos objetivos para 2026 e a médio prazo&#8221;, disse a presidente do Santander, Ana Botín, citada num comunicado do banco.</P><br />
<P>O Santander, um dos maiores bancos do mundo, está presente em vários países da Europa e da América, incluindo Portugal.</P><br />
<P>No ano passado, teve lucros recorde de 14.101 milhões de euros, mais 12% face a 2024.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_792255]]></sapo:autor>
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		<title>Samsung apresenta hoje nova geração de smartphones dobráveis com tecnologia Flex Titanium</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Pedro Zagacho Gonçalves]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 22 Jul 2026 06:30:29 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Economia]]></category>
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					<description><![CDATA[A Samsung realiza esta quarta-feira, em Londres, mais uma edição do evento Galaxy Unpacked, onde deverá apresentar oficialmente a sua nova geração de smartphones dobráveis. ]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A Samsung realiza esta quarta-feira, em Londres, mais uma edição do evento Galaxy Unpacked, onde deverá apresentar oficialmente a sua nova geração de smartphones dobráveis. Antes da apresentação, a tecnológica sul-coreana confirmou que os novos equipamentos vão estrear uma nova arquitetura de ecrã denominada Flex Titanium, concebida para aumentar a durabilidade dos dispositivos e reduzir a visibilidade do vinco característico dos ecrãs dobráveis.</p>
<p>Embora a empresa não tenha confirmado oficialmente quais os modelos que serão revelados, tudo aponta para a apresentação dos Galaxy Z Flip 8, Galaxy Z Fold 8 e de um novo Galaxy Z Fold Wide, seguindo a estratégia habitual da marca para esta família de equipamentos. A Samsung limitou-se a anunciar, em comunicado, que a nova tecnologia &#8220;será lançada com os dispositivos Galaxy dobráveis da próxima geração&#8221; e acrescentou que &#8220;mais detalhes serão revelados no Galaxy Unpacked de 22 de julho&#8221;.</p>
<p><strong>Nova estrutura promete maior resistência e menos vincos</strong><br />
A principal novidade anunciada pela fabricante é a introdução da tecnologia Flex Titanium, desenvolvida para reforçar a estrutura dos ecrãs dobráveis sem comprometer a sua flexibilidade.</p>
<p>Segundo a Samsung, a nova solução permitirá oferecer &#8220;maior durabilidade e menor visibilidade do vinco&#8221;, um dos aspetos mais criticados pelos utilizadores desde o aparecimento deste tipo de dispositivos.</p>
<p>A tecnologia utiliza componentes em titânio para suportar o mecanismo de dobragem do ecrã. Em concreto, a empresa explica que o sistema integra uma película de liga de titânio posicionada por baixo do painel OLED, bem como uma placa de titânio instalada sob essa película, criando uma estrutura de suporte mais robusta.</p>
<p><strong>Titânio substitui película plástica tradicional</strong><br />
De acordo com a Samsung, a nova película de titânio situada &#8220;abaixo do painel OLED&#8221; oferece uma &#8220;rigidez mecânica 20 vezes superior à das películas de plástico&#8221;, apesar de possuir uma espessura inferior a &#8220;30% da espessura de um cabelo humano&#8221;. A fabricante afirma que esta combinação permite desenvolver um painel mais fino sem sacrificar a resistência estrutural.</p>
<p>A empresa explica ainda que a placa de titânio colocada sob a película &#8220;suporta o módulo do ecrã a partir da base, eliminando espaços de ar entre o módulo e o adesivo para proporcionar um suporte mais estável quando o equipamento está totalmente aberto, mantendo simultaneamente a flexibilidade necessária para suportar dobragens repetidas&#8221;.</p>
<p><strong>Objetivo passa por aumentar a vida útil dos dobráveis</strong><br />
Com esta nova arquitetura, a Samsung pretende criar smartphones capazes de suportar milhares de ciclos de abertura e fecho ao longo de vários anos, reduzindo simultaneamente o impacto visual da dobra central do ecrã.</p>
<p>Embora as gerações mais recentes dos dobráveis topo de gama da marca já tenham reduzido significativamente a visibilidade do vinco, a empresa pretende continuar a aperfeiçoar esse aspeto, melhorando a experiência de utilização e a qualidade de visualização dos conteúdos.</p>
<p><strong>Galaxy Unpacked deverá revelar restantes novidades</strong><br />
A confirmação da tecnologia Flex Titanium praticamente confirma também que o foco principal do Galaxy Unpacked desta quarta-feira continuará a ser a família de smartphones dobráveis da Samsung, mantendo o calendário habitual de lançamentos da empresa.</p>
<p>Espera-se que, durante a apresentação em Londres, a fabricante revele todas as especificações técnicas dos novos dispositivos, bem como informações sobre disponibilidade, mercados abrangidos e preços, além de eventuais novidades noutros segmentos do ecossistema Galaxy. Até lá, a Samsung apenas confirma que a nova geração de dobráveis chegará equipada com a tecnologia Flex Titanium, destinada a reforçar a resistência dos equipamentos e a tornar os ecrãs mais finos, duráveis e visualmente mais uniformes.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_792039]]></sapo:autor>
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		<title>Na ilha indonésia de Sumba a escravatura é prática herdada e sem fim à vista</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 22 Jul 2026 06:22:10 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[A duas horas de avião das praias Bali, na ilha indonésia de Sumba, homens e mulheres são escravos, desde o nascimento até à morte.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>A duas horas de avião das praias Bali, na ilha indonésia de Sumba, homens e mulheres são escravos, desde o nascimento até à morte.</P><br />
<P>São escravos por herança, trabalham dia e noite e sem remuneração, são muitas vezes maltratados e, no caso das mulheres, violadas. Os filhos vão ter o mesmo destino, pois &#8220;este estatuto não pode ser apagado&#8221;, afirma Kanisius Kanyali Hambarita à agência de notícias France-Presse (AFP).</P><br />
<P>Este jovem de 34 anos é escravo de Umbu Ana Rara, três anos mais novo.</P><br />
<P>Para chegar ao lugar onde vivem, na aldeia de Tengeddu, conhecida por turistas pelas espetaculares cascatas, é preciso percorrer uma estrada acidentada que serpenteia entre o mar e colinas áridas, a 50 quilómetros de Waingapu, principal cidade de Sumba. </P><br />
<P>Neste final de manhã, os dois homens mastigam nozes de areca, semente de palmeira com efeitos euforizantes, sentados em frente da casa do senhor. À primeira vista, nada os distingue. </P><br />
<P>Vestem t-shirt e sarongue, vivem na mesma casa por onde circulam galinhas e porcos, dormem numa esteira no chão e partilham a mesma vida num sítio onde se cozinha em fogueira e não há rede para o telemóvel.</P><br />
<P>Umbu Ana Rara diz tratar Kanisius &#8220;como um membro da família&#8221;. Permite-lhe ganhar algum dinheiro como mototáxi e confia-lhe um pedaço de terra, que este cultiva.</P><br />
<P>O que pensa Kanisius Kanyali Hambarita deste estatuto? &#8220;Não me oponho, é assim que as coisas são. Não é um fardo. É apenas o símbolo de uma tradição herdada dos nossos antepassados&#8221;, afirma à AFP na presença daquele que chama de senhor, que muitas vezes termina as frases por ele.</P><br />
<P>A escravatura, que aqui remonta ao século XVI, de acordo com historiadores, foi oficialmente abolida na Indonésia em 1860, quando o país se encontrava sob domínio holandês. Mas continua profundamente enraizada na cultura de Sumba. </P><br />
<P>Na ilha de 685 mil habitantes, 80% dos quais cristãos num país de maioria muçulmana, a sociedade está dividida em três castas: &#8220;os nobres, chamados &#8216;maramba&#8217;, frequentemente grandes proprietários de terras; as pessoas comuns, chamadas kabihu, e os escravos/servos, os &#8216;ata'&#8221;, nota Martha Hebi, autora de vários estudos sobre o tema. </P><br />
<P>E, a menos que seja libertado pelo senhor, um &#8216;ata&#8217; &#8220;não pode perder o seu estatuto, nem mesmo através do casamento&#8221;.</P><br />
<P>A vida está assim organizada: os &#8216;maramba&#8217; possuem a terra, as vacas e os cavalos criados para corridas antes de serem exportados, o que constitui o valor económico mais importante a par dos escravos; os &#8216;ata&#8217; trabalham de manhã à noite, cultivam os campos onde os arados são puxados por búfalos, cuidam da casa, das crianças e dos animais, sendo tratados mais ou menos bem consoante para quem trabalham.</P><br />
<P>&#8220;Encontram-se casos de trabalho forçado noutros locais da Indonésia ou de subjugação temporária, como entre os Dayak de Kalimantan em caso de dívidas&#8221;, afirma à AFP Bondan Kanumoyoso, historiador da Universidade da Indonésia em Depok. Mas, diz ainda, a escravatura em vigor em Sumba é única.</P><br />
<P>&#8220;A essência desta estratificação social (&#8230;) reside no marapu&#8221;, religião local que mistura animismo, culto aos antepassados e o mundo dos espíritos, diz o sacerdote marapu Umbu Remi Deta. A lenda oral &#8220;diz que os &#8216;maramba&#8217; obtiveram &#8216;ata&#8217; ao chegarem a Sumba&#8221;.</P><br />
<P>É difícil falar em números. Uma assistente social, que pede para não ser identificada, estima que sejam &#8220;cerca de 1.700&#8221; no distrito de Sumba Oriental, que conta com 350 mil habitantes. Alguns falam de vários milhares.</P><br />
<P>Afastada dos grandes centros urbanos e turísticos, a dois mil quilómetros de Jacarta e mil quilómetros de Bali, esta ilha permaneceu isolada durante muito tempo, inclusive do domínio holandês, o que explica a preservação das estruturas sociais ancestrais.</P><br />
<P>Os portugueses, no século XVI, e posteriormente a Companhia Holandesa das Índias Orientais, no século XVII, procuravam ali sândalo e escravos, tal como documenta o antropólogo britânico Rodney Needham.</P><br />
<P>A chegada da modernidade não alterou o sistema nem pôs fim à violência associada a esse estatuto. &#8220;Já sofri bastante desde a minha infância&#8221;, confidencia M., um &#8216;ata&#8217; com cerca de quarenta anos, encontrado fora da aldeia de Napu, sem a presença do &#8216;maramba&#8217;, e cujo nome a AFP prefere não revelar para preservar a segurança.</P><br />
<P>&#8220;Era espancado porque não trabalhava ou porque não o fazia como devia&#8221;, prossegue.</P><br />
<P>Ainda hoje, os escravos sofrem &#8220;violências não só físicas, mas também sexuais&#8221;, confirma Marlin Lomi, pastor e presidente do sínodo protestante de Sumba Oriental, referindo que, segundo a tradição, &#8220;o senhor tem o direito, entre aspas, de &#8216;usar&#8217; a sua serva&#8221;. </P><br />
<P>A violência não é rara e permanece frequentemente impune &#8220;porque as vítimas não se atrevem a testemunhar&#8221;, segundo Hebi, fundadora da ONG Solidariedade para as Mulheres e as Crianças de Sumba (Sopan).</P><br />
<P>A prática da escravatura em Sumba entra, no entanto, em conflito com a lei indonésia. De acordo com a Constituição de 1945, &#8220;ninguém pode ser mantido em escravatura ou servidão&#8221;. O Código Penal prevê a punição criminal para &#8220;qualquer pessoa que, intencionalmente e ilegalmente, prive outra pessoa da sua liberdade&#8221;.</P><br />
<P>Mas, ao mesmo tempo, o código prevê que o Estado reconheça certas formas de direito consuetudinário. &#8220;É preciso compreender que a Indonésia é uma sociedade extremamente plural e que o desenvolvimento social não é o mesmo consoante os grupos étnicos&#8221;, afirmou à AFP o ministro da Justiça e dos Direitos Humanos, Yusril Ihza Mahendra.</P><br />
<P>&#8220;O Governo não pretende impor mudanças repentinas, mas sim acompanhar o desenvolvimento social de cada comunidade passo a passo&#8221;, acrescenta.</P><br />
<P>Para o porta-voz da Amnistia Internacional Indonésia, Haeril Halim, o Governo &#8220;está ciente da situação em Sumba&#8221;, mas até ao momento &#8220;não tomou nenhuma medida para eliminar as práticas de escravatura&#8221;.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_792254]]></sapo:autor>
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		<title>Noruega assinala hoje 15 anos dos ataques de Oslo e Utøya com homenagens às vítimas e alertas contra o extremismo</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Pedro Zagacho Gonçalves]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 22 Jul 2026 06:15:38 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Mundo]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[A Noruega assinala esta quarta-feira o 15.º aniversário dos atentados terroristas de Oslo e Utøya, o ataque mais mortífero da história recente do país, que provocou a morte de 77 pessoas e deixou centenas de feridos e sobreviventes marcados para a vida.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A Noruega assinala esta quarta-feira o 15.º aniversário dos atentados terroristas de Oslo e Utøya, o ataque mais mortífero da história recente do país, que provocou a morte de 77 pessoas e deixou centenas de feridos e sobreviventes marcados para a vida. Quinze anos depois da tragédia, o país presta homenagem às vítimas com um novo memorial nacional, enquanto sobreviventes e familiares reforçam os apelos para que a memória dos acontecimentos continue viva e para que o combate ao extremismo permaneça uma prioridade.</p>
<p>Nos dias que antecederam esta data simbólica, foi inaugurado, em Oslo, um novo memorial dedicado às vítimas dos atentados. A obra, intitulada &#8220;Sustentando&#8221;, foi criada pelo artista norueguês Matias Faldbakken e, segundo a BBC, consiste num mosaico monumental de pedra com cerca de 12 metros de altura, enquadrado por uma estrutura de aço onde estão gravados os nomes e as idades das 77 vítimas. O monumento encontra-se no Bairro do Governo, junto ao local onde ocorreu a explosão da bomba que abriu a sequência de ataques de 22 de julho de 2011.</p>
<p>A cerimónia de inauguração reuniu sobreviventes, familiares das vítimas e diversas autoridades norueguesas, entre as quais o príncipe herdeiro Haakon, a ministra da Digitalização e Governação Pública, Karianne Tung, e a ministra da Educação, Kari Nessa Nordtun. Inspirada numa ave nativa da ilha de Utøya, a obra pretende, segundo o seu autor, cumprir um duplo propósito: preservar a memória das vítimas e envolver a sociedade num exercício permanente de resistência democrática contra as ideologias de extrema-direita que estiveram na origem do massacre.</p>
<p>&#8220;O dia 22 de julho de 2011 foi um ataque brutal não só contra indivíduos, mas também contra a nossa democracia&#8221;, afirmou Merete Stamneshagen, responsável por um grupo de apoio às vítimas e sobreviventes, citada pela agência AFP, sublinhando que a homenagem pretende recordar não apenas as pessoas que perderam a vida, mas também os valores democráticos atingidos pelos atentados.</p>
<p><strong>O pior ataque da história recente da Noruega</strong><br />
Na tarde de 22 de julho de 2011, o extremista de direita Anders Behring Breivik fez explodir uma bomba no Bairro do Governo, em Oslo, matando oito pessoas. Pouco depois, deslocou-se até à ilha de Utøya, onde decorria o acampamento de verão da juventude do Partido Trabalhista norueguês. Disfarçado de agente da polícia, perseguiu e assassinou 69 pessoas, a maioria adolescentes e jovens adultos, elevando para 77 o número total de vítimas mortais.</p>
<p>Os atentados foram motivados pela ideologia extremista de Breivik, marcada por posições anti-imigração, anti-Islão e de extrema-direita. Num manifesto com cerca de 1.500 páginas, o terrorista justificou o recurso à violência como forma de, segundo defendia, proteger a cultura cristã ocidental, alegando a existência de uma alegada conspiração entre elites políticas europeias e o mundo islâmico para islamizar a Europa. O Partido Trabalhista era descrito por Breivik como um dos principais responsáveis por esse alegado plano.</p>
<p>Condenado à pena máxima prevista pela legislação norueguesa, 21 anos de prisão, Breivik permanece detido ao abrigo da figura jurídica de detenção preventiva prorrogável, mecanismo que permite prolongar indefinidamente a pena sempre que o condenado continue a representar uma ameaça para a sociedade. O terrorista nunca demonstrou arrependimento pelos crimes cometidos.</p>
<p>Em 2024, voltou a recorrer aos tribunais, acusando o Estado norueguês de violar os seus direitos humanos devido ao regime prisional a que está sujeito. Alegou que o isolamento prolongado violava a Convenção Europeia dos Direitos Humanos. Contudo, o Estado rejeitou as acusações. Segundo informações divulgadas na altura pela AFP, Breivik encontra-se numa ala de segurança máxima da prisão de Ringerike, onde dispõe de três compartimentos individuais — destinados à habitação, estudo e exercício físico — e partilha, nunca em simultâneo com outro recluso, espaços comuns como cozinha, sala de televisão, sala de refeições e área de visitas. Muitos observadores consideram que estes processos judiciais representam tentativas de recolocar o extremista no centro da atenção mediática internacional.</p>
<p><strong>Sobrevivente alerta que sociedade falhou parte das promessas feitas após os atentados</strong><br />
Quinze anos após os ataques, Magnus Håkonsen, um dos sobreviventes de Utøya, considera que a sociedade norueguesa não cumpriu totalmente os compromissos assumidos na sequência da tragédia. Em entrevista à Lusa, o antigo participante do acampamento, hoje com 33 anos, defende que preservar a memória do atentado continua a ser uma das melhores formas de combater o extremismo.</p>
<p>&#8220;Temos que ensinar o 22 de Julho para que os alunos saibam o que é o extremismo em todas as suas facetas&#8221;, afirma Magnus, atualmente professor e membro de um grupo de apoio às vítimas. &#8220;É uma forma de os mantermos afastados dessas ideias. Temo que muitos deles não valorizem a democracia como deveriam. Quando existe apatia e cansaço em relação à democracia, começamos a ver algumas pessoas a ser atraídas por ideias extremistas&#8221;, acrescenta.</p>
<p>Na altura do atentado, Magnus tinha 18 anos e integrava a direção regional da juventude trabalhista, sendo também candidato às eleições municipais. Apesar de ter prosseguido a atividade política após o ataque, diz que passou a ser alvo de ameaças constantes. &#8220;Recebi muitas ameaças quando estava na política. Coisas do género &#8216;Quem me dera que o terrorista tivesse melhor pontaria, para que também tu tivesses morrido&#8217;. Foi horrível&#8221;, recorda.</p>
<p>Segundo um estudo publicado em 2023 pelo Centro Norueguês para o Estudo da Violência e do Stress Traumático, muitos sobreviventes que permaneceram politicamente ativos relataram ameaças semelhantes, frequentemente com referências diretas ao massacre de Utøya.</p>
<p><strong>Trauma continua a marcar muitos sobreviventes</strong><br />
Magnus admite que demorou vários meses até sentir verdadeiramente o impacto psicológico da experiência vivida. &#8220;Quando aconteceu, foquei-me na minha carreira. Estava no último ano do secundário, queria acabar o ano, começar os estudos superiores e arranjar emprego. Mas seis ou sete meses depois de arranjar trabalho, comecei a ter ataques de pânico graves, porque nunca tinha falado com ninguém sobre o que vivi&#8221;, conta.</p>
<p>Durante esse período, dormia apenas duas ou três horas por noite, uma realidade confirmada por estudos desenvolvidos pela Universidade de Oslo. O chamado &#8220;Estudo Utøya&#8221; concluiu que muitos sobreviventes e familiares continuam a enfrentar, anos depois, consequências como stress pós-traumático, ansiedade, depressão, perturbações do sono, dores de cabeça, fadiga e dificuldades na integração profissional e financeira.</p>
<p>Embora reconheça que a resposta imediata do Estado foi importante, Magnus considera que o apoio a longo prazo ficou aquém das necessidades. &#8220;Acho que não estavam cientes de que os efeitos a longo prazo seriam tão severos como foram para muitas pessoas. Quando se trata de questões de saúde, ser capaz de manter um emprego, ter liberdade financeira ou uma visão otimista do futuro, muitas pessoas não têm isso&#8221;, afirma.</p>
<p>O sobrevivente lamenta ainda que a promessa feita pelo então primeiro-ministro Jens Stoltenberg, de construir uma sociedade com &#8220;mais democracia e abertura, mas nunca ingenuidade&#8221;, não tenha sido plenamente concretizada. &#8220;Não creio que tenhamos sido capazes de cumprir essa promessa&#8221;, afirma, criticando que, pouco tempo depois dos atentados, o Partido Trabalhista tenha começado a ser acusado por adversários políticos de utilizar o chamado &#8220;cartão Utøya&#8221; durante os debates públicos.</p>
<p>No dia em que a Noruega recorda as 77 vítimas dos atentados de 2011, Magnus deixa também um apelo para o futuro. &#8220;Precisamos que nos oiçam, para que o Governo esteja mais preparado caso algo do género volte a acontecer. Uso a palavra &#8216;devia&#8217;, embora talvez devesse usar &#8216;quando&#8217;, porque sabemos que nem sempre é possível estar 100% preparado. Acreditamos que temos a competência necessária para que o Governo nos ouça e utilize como especialistas&#8221;, conclui.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_792013]]></sapo:autor>
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		<title>Unicef e Save de Children dão 1,3 ME para espaços didáticos pós-cheias em Moçambique</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 22 Jul 2026 06:06:29 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[O Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) e a Save the Children vão investir 1,3 milhões de euros na construção de 40 espaços temporários de aprendizagem em duas províncias moçambicanas afetadas pelas recentes cheias.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>O Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) e a Save the Children vão investir 1,3 milhões de euros na construção de 40 espaços temporários de aprendizagem em duas províncias moçambicanas afetadas pelas recentes cheias.</P><br />
<P>&#8220;Esta intervenção está diretamente relacionada com os impactos das recentes cheias e fenómenos climáticos extremos que afetaram as províncias de Maputo e Gaza. Estes eventos provocaram danos significativos em infraestruturas escolares e perturbaram a continuidade da aprendizagem de milhares de crianças&#8221;, avançou hoje à Lusa fonte daquela agência das Nações Unidas para a Infância.</P><br />
<P>Gaza e Maputo contam-se entre as províncias mais afetadas pelas cheias registadas no início do ano em Moçambique, que provocaram mortos e danos em infraestruturas sociais, incluindo escolas, e forçaram a adoção de medidas de emergência para garantir a continuidade das aulas.</P><br />
<P>A agência das Nações Unidas indicou que o projeto beneficia de um financiamento de 1,5 milhões de dólares (1,3 milhões de euros) do mecanismo &#8220;A Educação Não Pode Esperar &#8212; Primeira Resposta de Emergência&#8221;, destinado a assegurar a continuidade da educação em situações de emergência, sendo implementado em consórcio com a organização não-governamental Save the Children.</P><br />
<P>Com a construção de 40 espaços temporários de aprendizagem, cuja execução está prevista para um período de quatro meses, seguida por um período de garantia de boa execução de seis meses, aquela agência prevê abranger diretamente cerca de 4.000 crianças. Além disso, pequenas reparações em 30 salas de aula deverão beneficiar diretamente 3.000 alunos.</P><br />
<P>No total, o Fundo das Nações Unidas para a Infância refere que a intervenção abrangerá 40 escolas e 60 salas de aula nas duas províncias, alcançando cerca de 30.000 estudantes, dos quais 24.000 em Gaza e 6.000 em Maputo, através da distribuição de materiais de ensino e aprendizagem, incluindo kits de dignidade destinados a 2.000 raparigas.</P><br />
<P>Moçambique é um dos países mais vulneráveis aos efeitos das alterações climáticas, sendo frequentemente afetado por cheias e ciclones tropicais durante a época chuvosa, que decorre entre outubro e abril.</P><br />
<P>Segundo dados anteriores do Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres (INGD), na última época chuvosa, de outubro a abril, morreram 314 pessoas e foram afetadas mais de um milhão de pessoas em todo o país. O balanço indica ainda que cerca de 260 mil casas foram afetadas pelas chuvas, incluindo 211.655 inundadas, 15.616 totalmente destruídas e 31.081 parcialmente destruídas.</P><br />
<P>As autoridades registaram igualmente 19 pessoas desaparecidas e 361 feridos, além de danos em infraestruturas públicas, incluindo estradas, pontes e aquedutos. Apenas as cheias de janeiro provocaram 43 mortos, 147 feridos e nove desaparecidos, afetando mais de 715 mil pessoas em várias regiões do país.</P><br />
<P>A passagem do ciclone Gezani pela província de Inhambane, em fevereiro, causou quatro mortes e afetou mais de 9.000 pessoas, agravando o impacto da época chuvosa na região. No mesmo período, foram registados danos em cerca de 9.735 quilómetros de estradas, 52 pontes e 237 aquedutos, aumentando as necessidades de recuperação e reconstrução nas zonas afetadas.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_792253]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>China acusa Taiwan de &#8220;vender&#8221; ilha aos EUA após TSMC prometer mais investimento no país</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 22 Jul 2026 06:03:34 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[Pequim, 22 jul (Lusa) -- O Governo chinês acusou hoje as autoridades Taiwan de "vender os interesses da ilha aos Estados Unidos", numa reação ao anúncio da fabricante de semicondutores TSMC de um investimento adicional em fábricas no estado norte-americano do Arizona.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>Pequim, 22 jul (Lusa) &#8212; O Governo chinês acusou hoje as autoridades Taiwan de &#8220;vender os interesses da ilha aos Estados Unidos&#8221;, numa reação ao anúncio da fabricante de semicondutores TSMC de um investimento adicional em fábricas no estado norte-americano do Arizona.</P><br />
<P>A porta-voz do Gabinete para os Assuntos de Taiwan do Conselho de Estado, Zhang Han, atribuiu o deteriorar da economia taiwanesa à &#8220;dependência dos Estados Unidos para alcançar a independência&#8221;, alegadamente promovida pelas autoridades da ilha, em declarações proferidas hoje numa conferência de imprensa.</P><br />
<P>Zhang acusou o Partido Democrático Progressista (PDP) de ter &#8220;esvaziado os alicerces da economia&#8221; ao sacrificar os interesses da indústria local, prejudicando o futuro industrial e os meios de subsistência da população.</P><br />
<P>A TSMC anunciou este mês um investimento adicional de 100 mil milhões de dólares (87,2 mil milhões de euros) para construir cinco fábricas de microchips no estado do Arizona, aumentando para 265 mil milhões de dólares (231,2 mil milhões de euros) o montante prometido de investimento no estado norte-americano.</P><br />
<P>Na semana passada, o presidente e diretor executivo da TSMC, Che-Chia Wei, afirmou perante investidores que a nova aposta se destina à construção de fábricas de chips avançados e unidades de embalamento de última geração, no âmbito da expansão da empresa nos Estados Unidos.</P><br />
<P>&#8220;Acreditamos que este investimento contribuirá para reforçar o ecossistema de semicondutores norte-americano, fortalecer a cadeia de abastecimento e sustentar um número crescente de empregos de alta tecnologia e bem remunerados&#8221;, declarou o empresário.</P><br />
<P>O anúncio coincidiu com a divulgação de um salto de 77% nos lucros líquidos da empresa no segundo trimestre, que ultrapassaram os 22 mil milhões de dólares (19,2 mil milhões de euros) entre abril e junho.</P><br />
<P>A procura por chips de memória disparou nos últimos anos, alimentada pela expansão dos centros de dados de inteligência artificial (IA) e dos dispositivos inteligentes, com a TSMC a ser uma fornecedora fundamental para grupos como a Nvidia e a Apple. </P><br />
<P>Graças ao &#8216;boom&#8217; da IA, a empresa elevou também a previsão de crescimento anual das receitas para mais de 40% em 2026, apoiada na expansão das fábricas nos Estados Unidos, Japão e Taiwan.</P><br />
<P>Taiwan é governado autonomamente desde 1949, dispõe de Forças Armadas próprias e de um sistema político, económico e social distinto do da República Popular da China, sendo considerada uma das democracias mais avançadas da Ásia.</P><br />
<P>Pequim considera, porém, a ilha uma &#8220;parte inalienável&#8221; do seu território e intensificou nos últimos anos a campanha de pressão para concretizar a &#8220;reunificação nacional&#8221;, um dos principais objetivos de longo prazo do Presidente chinês, Xi Jinping, no âmbito do projeto de &#8220;rejuvenescimento&#8221; da nação chinesa.</P><br />
<P>Esta terça-feira, a Procuradoria de Taiwan acusou formalmente um antigo quadro da TSMC, a maior fabricante mundial de semicondutores avançados, de tentar transmitir segredos comerciais relacionados com &#8220;tecnologias-chave&#8221; para utilização na China, no primeiro caso deste tipo registado na ilha.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_792252]]></sapo:autor>
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		<title>Porto e Gaia passam a ter duas travessias fluviais regulares a partir de hoje</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Pedro Zagacho Gonçalves]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 22 Jul 2026 06:00:21 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[Entram em funcionamento esta quarta-feira, duas travessias fluviais regulares entre o Porto e Vila Nova de Gaia, numa aposta dos Transportes Metropolitanos do Porto (TMP) para reforçar a mobilidade entre as duas margens do rio Douro.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Entram em funcionamento esta quarta-feira, duas travessias fluviais regulares entre o Porto e Vila Nova de Gaia, numa aposta dos Transportes Metropolitanos do Porto (TMP) para reforçar a mobilidade entre as duas margens do rio Douro. O novo serviço disponibiliza duas rotas distintas, partidas de meia em meia hora, horários alargados ao longo da semana e integração na rede Andante, surgindo na sequência do projeto-piloto realizado em 2025, que transportou quase 26 mil passageiros.</p>
<p>Uma das ligações passa a unir o Cais do Ouro, no Porto, à Afurada, em Vila Nova de Gaia, enquanto a segunda estabelece uma ligação direta entre a Ribeira do Porto e o Cais de Gaia, aumentando as alternativas de transporte fluvial entre os dois concelhos.</p>
<p><strong>Serviço funciona todos os dias da semana</strong><br />
O novo serviço estará disponível diariamente, embora com horários distintos consoante o dia da semana. De segunda a quinta-feira, as primeiras embarcações iniciam as travessias às 07h30, prolongando a operação até às 20h00.</p>
<p>Às sextas-feiras, o horário será alargado até às 22h00, mantendo o início da operação às 07h30.</p>
<p>Durante o fim de semana, aos sábados, as primeiras partidas realizam-se às 09h30, prolongando-se igualmente até às 22h00. Já aos domingos, o serviço começa às 09h30 e termina às 20h00.</p>
<p>As embarcações efetuarão partidas com uma frequência de 30 minutos, permitindo uma ligação regular entre as duas margens do Douro ao longo do dia.</p>
<p><strong>Viagens integradas no Andante e bilhetes disponíveis a bordo</strong><br />
As duas travessias passam a integrar plenamente o sistema tarifário Andante, permitindo aos passageiros utilizar os títulos de transporte habituais da Área Metropolitana do Porto.</p>
<p>Para quem não disponha de um título Andante válido, será possível adquirir bilhetes diretamente a bordo. A viagem simples terá um custo de 3 euros, enquanto o bilhete de ida e volta custará 5 euros, sendo válido apenas durante o próprio dia.</p>
<p>O serviço será ainda gratuito para os residentes do Porto detentores do Cartão Porto e para os residentes de Vila Nova de Gaia que possuam o cartão Gaia Amiga.</p>
<p>Citado num comunicado dos TMP, o presidente da empresa, Nuno Neves de Sousa, considera que o arranque destas ligações representa &#8220;mais um passo na construção de uma rede de transportes públicos cada vez mais integrada, acessível e sustentável&#8221;.</p>
<p><strong>Projeto-piloto demonstrou procura pelo transporte fluvial</strong><br />
A decisão de avançar com um serviço regular surge após os resultados obtidos durante o projeto-piloto desenvolvido entre o final de junho e outubro de 2025, quando foi retomada a ligação entre o Cais do Ouro e a Afurada.</p>
<p>A iniciativa tinha como objetivo avaliar a viabilidade da travessia e medir a adesão do público a esta alternativa de transporte. Durante esse período, os passageiros podiam utilizar o Andante ou adquirir um bilhete a bordo por 2,25 euros.</p>
<p>Segundo dados oficiais dos Transportes Metropolitanos do Porto, divulgados em outubro de 2025, a travessia transportou 25.873 passageiros entre 1 de julho e 26 de outubro — embora a operação tivesse arrancado a 27 de junho — correspondendo a uma média diária de 212 utilizadores.</p>
<p><strong>Ligação recupera uma tradição interrompida em 2020</strong><br />
A ligação entre o Cais do Ouro e a Afurada não é inédita. O serviço era anteriormente assegurado pela embarcação Flor do Gás, tendo sido suspenso em 2020.</p>
<p>Dois anos depois, no verão de 2022, a travessia voltou temporariamente a funcionar em regime excecional durante as festividades de São Pedro e o festival Marés Vivas, voltando agora a integrar de forma permanente a oferta de transportes públicos da Área Metropolitana do Porto.</p>
<p><strong>Douro já teve outras ligações fluviais entre Porto e Gaia</strong><br />
Ao longo da última década foram implementadas outras soluções de mobilidade fluvial entre as duas cidades. Em 2016, entrou em funcionamento um serviço de táxi fluvial que ligava as ribeiras do Porto e de Gaia com partidas a cada 15 minutos.</p>
<p>A operação era assegurada por duas embarcações inspiradas nos tradicionais barcos rabelo, promovidas pela empresa The Fladgate Partnership. Cada travessia, com cerca de 230 metros, tinha uma duração aproximada de três minutos e um custo de 3 euros.</p>
<p>As duas embarcações, batizadas &#8220;Serra do Pilar&#8221; e &#8220;Casa do Infante&#8221;, possuíam 15 metros de comprimento e capacidade para 28 passageiros cada. Para permitir o funcionamento do serviço foram instalados cais de acostagem em ambas as margens do Douro, junto ao Clube Fluvial Portuense, em Gaia, e na zona da Praça da Ribeira, no Porto.</p>
<p>Com a entrada em funcionamento das duas novas travessias regulares esta quarta-feira, os Transportes Metropolitanos do Porto reforçam a aposta na mobilidade fluvial como complemento à rede de transportes públicos, procurando oferecer uma alternativa sustentável e integrada às ligações rodoviárias entre Porto e Vila Nova de Gaia.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_792014]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Doentes querem novos medicamentos para Alzheimer comparticipados para derrubar barreira no acesso</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 22 Jul 2026 06:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[A associação Alzheimer Portugal alertou hoje para a necessidade da comparticipação dos medicamentos inovadores já aprovados na Europa, uma "questão crítica" face ao seu elevado custo, que representa uma barreira para a generalidade dos doentes.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>A associação Alzheimer Portugal alertou hoje para a necessidade da comparticipação dos medicamentos inovadores já aprovados na Europa, uma &#8220;questão crítica&#8221; face ao seu elevado custo, que representa uma barreira para a generalidade dos doentes.</P><br />
<P>&#8220;Estamos a falar de soluções farmacológicas muito dispendiosas e que não estão ao acesso de todos, enquanto não forem devidamente comparticipadas e acessíveis&#8221; no Serviço Nacional de Saúde, salientou a presidente da associação doentes, que hoje promove uma conferência no parlamento para assinalar o Dia Mundial do Cérebro.</P><br />
<P>Em declarações à Lusa, Rosário Zincke adiantou que em causa estão medicamentos inovadores capazes de modificar o curso da doença, ou seja, de a retardar e com ganhos ao nível da capacidade cognitiva e da funcionalidade no dia-a-dia, e que podem ser administrados a determinados doentes em ambiente hospitalar e que exigem um acompanhamento posterior.</P><br />
<P>Uma vez que estes medicamentos já tiveram &#8220;luz verde&#8221; da Comissão Europeia, estão também aprovados em Portugal, sendo mesmo utilizados em alguns hospitais privados, com o custo total assumido pelo utente, referiu.</P><br />
<P>&#8220;Só uma minoria de pessoas é que pode aceder a estes medicamentos inovadores&#8221;, alertou Rosário Zincke, adiantando que a Alzheimer Portugal (AP) faz questão de estar envolvida nas negociações com vista à sua eventual comparticipação, tendo também em conta que recentemente foi alterada a legislação referente ao Infarmed, que pressupõe um maior envolvimento dos doentes e das suas associações nestes processos.</P><br />
<P>Segundo dados da AP, os doentes em Portugal enfrentam uma &#8220;espera média de 840 dias&#8221; para aceder às novas terapias para várias patologias que já estão autorizadas pela Comissão Europeia, mas cuja comparticipação ainda não foi aprovada a nível nacional.</P><br />
<P>A presidente da associação realçou ainda que, a par dos novos medicamentos para a Alzheimer, estão também disponíveis formas mais ágeis e menos invasivas de diagnóstico numa fase precoce, através de uma simples de análise ao sangue, mas que também não são comparticipadas pelo Estado.</P><br />
<P>&#8220;Há laboratórios que as fazem, mas, mais uma vez, não há qualquer tipo de comparticipação&#8221;, lamentou Rosário Zincke, ao salientar que, através dessas análises, &#8220;há possibilidade de uma pessoa, conhecendo o seu diagnóstico, tomar decisões sobre o seu presente e o seu futuro&#8221;.</P><br />
<P>A presidente da associação considerou ainda essencial que estes meios diagnósticos sejam generalizados ao nível dos cuidados de saúde primários, para que os médicos de família, estando atentos aos primeiros sinais, possam recorrer a estas análises, encaminhando, quando necessário, os utentes para consultas de especialidade para uma avaliação mais rigorosa.</P><br />
<P>Em paralelo a esta luta pelos medicamentos inovadores e pelos meios diagnóstico, é &#8220;necessário também atuar ao nível da prevenção&#8221;, realçou Rosário Zincke, adiantando que as estimativas apontam para que, atualmente, cerca de 238 mil pessoas tenham demência em Portugal, das quais 60% a 70% sofram de Alzheimer, números que devem aumentar significativamente nos próximos anos.</P><br />
<P> &#8220;As previsões para 2050 são muito assustadoras, porque vão corresponder a quase 4% da população. Aponta-se quase 370 mil pessoas com alguma forma de demência&#8221;, realçou a presidente da associação, para quem, se nada for feito, essa prevalência &#8220;vai ter um impacto devastador&#8221;.</P><br />
<P>Defendeu que o Plano Nacional de Saúde para as Demências que está em vigor deve integrar a inovação que tem surgido nos últimos anos nesta área.</P><br />
<P>Em 2018, quando foi definida a estratégia, &#8220;não tínhamos grande coisa para oferecer ao nível dos medicamentos. Pelo menos há duas décadas que não havia nada de verdadeiramente inovador na área das demências&#8221;, recordou Rosário Zincke, ao salientar que, atualmente, existe &#8220;muito mais informação e investigação&#8221; disponível.</P><br />
<P>&#8220;É uma questão de casar a inovação que já existe à prática clínica e o plano é que é responsável por conseguir isso&#8221;, alegou.</P><br />
<P>Com a conferência &#8220;Momento de Agir&#8221;, que decorre hoje na Assembleia da República, a associação pretende debater e criar um &#8220;consenso nacional para reconhecer a doença de Alzheimer e outras formas de demência como uma prioridade nacional de saúde pública&#8221;, valorizando a promoção do diagnóstico precoce e a garantia do acesso atempado à inovação terapêutica.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_792251]]></sapo:autor>
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		<title>&#8216;Cluster&#8217; de Saúde assistiu mais de 100 mil pessoas no norte de Moçambique</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 22 Jul 2026 05:56:54 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[Mais de 100 mil pessoas beneficiaram até junho de assistência médica em resposta ao conflito armado no norte do território moçambicano, avançou hoje o Cluster de Saúde de Moçambique, alertando que o défice de financiamento continua a condicionar o apoio.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>Mais de 100 mil pessoas beneficiaram até junho de assistência médica em resposta ao conflito armado no norte do território moçambicano, avançou hoje o Cluster de Saúde de Moçambique, alertando que o défice de financiamento continua a condicionar o apoio.</P><br />
<P>&#8220;No final de junho de 2026, os parceiros do &#8216;cluster&#8217; de saúde tinham alcançado mais de 100.179 pessoas através da resposta humanitária de saúde ao conflito no norte de Moçambique&#8221;, refere-se num boletim daquela organização, divulgado hoje.</P><br />
<P>O Cluster de Saúde de Moçambique, liderado pela Organização Mundial da Saúde (OMS), é uma plataforma humanitária que coordena organizações governamentais e não-governamentais para disponibilizar serviços de saúde essenciais. </P><br />
<P>Ainda de acordo com o documento, o número corresponde a cerca de 24% dos 409.968 beneficiários previstos no Plano de Resposta Humanitária (HRP) de 2026, que abrange 18 distritos das províncias de Cabo Delgado, Nampula e Niassa, norte de Moçambique.</P><br />
<P>A plataforma humanitária indica que o país continua a enfrentar &#8220;uma complexa situação humanitária&#8221; impulsionada pelos impactos combinados dos choques climáticos e do conflito prolongado, com consequências significativas para a saúde e o bem-estar das populações vulneráveis.</P><br />
<P>Segundo o boletim, a insegurança em Cabo Delgado, rica em gás e alvo de ataques extremistas há oito anos, desde o primeiro ataque registado em 05 de outubro de 2017, continua a provocar deslocações populacionais e a exercer pressão adicional sobre sistemas de saúde já fragilizados, mantendo elevadas as necessidades humanitárias entre deslocados, retornados e comunidades de acolhimento.</P><br />
<P>Em resposta, o &#8216;cluster&#8217; avança que os parceiros humanitários têm mantido uma ação coordenada para assegurar a prestação de serviços essenciais de saúde, com intervenções centradas em clínicas móveis, vigilância epidemiológica, resposta a surtos, cuidados de saúde sexual e reprodutiva, apoio psicossocial e atividades de água, saneamento e higiene.</P><br />
<P>O relatório refere ainda que, durante junho, os parceiros reportaram resultados em apenas seis dos 15 indicadores previstos no HRP, sendo as consultas realizadas por clínicas móveis o indicador com melhor desempenho, alcançando 15.667 pessoas nas províncias de Cabo Delgado e Nampula.</P><br />
<P>Entre as organizações envolvidas na resposta, a Organização Internacional para as Migrações (OIM) apoiou clínicas e brigadas móveis em vários distritos de Cabo Delgado, prestando 14.197 consultas de saúde e 405 consultas de saúde mental.</P><br />
<P>Entre os apoios incluem-se, por outras organizações, serviços de reabilitação física e apoio psicossocial a 415 pessoas em distritos afetados pelo conflito, enquanto a brigadas móveis e apoio à referenciação de doentes graves para o Hospital Provincial de Pemba.</P><br />
<P>Apesar dos resultados alcançados, o Cluster da Saúde alerta para limitações significativas de financiamento. O plano para o norte de Moçambique prevê necessidades na ordem dos 16 milhões de dólares (14 milhões de euros), tendo recebido aproximadamente três milhões de dólares (2,6 milhões de euros) até ao final de junho.</P><br />
<P>Segundo o boletim, &#8220;o baixo montante de fundos recebidos e a redução de algumas atividades devido às lacunas de financiamento refletem-se no baixo alcance da população-alvo&#8221;.</P><br />
<P>O relatório acrescenta que algumas novas fontes de financiamento estão a surgir, embora ainda não estejam refletidas nos mecanismos de acompanhamento financeiro da resposta humanitária, sublinhando que o setor da saúde deverá continuar entre os mais subfinanciados ao longo de 2026.</P><br />
<P>O Cluster da Saúde de Moçambique reconhece ainda que persistem desafios relacionados com o acesso humanitário, restrições financeiras, escassez de recursos críticos e a necessidade de reforçar os sistemas de monitorização, gestão de informação e reporte.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_792250]]></sapo:autor>
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		<title>Revisão do Estatuto da Carreira Docente entra hoje em nova fase de negociações entre Governo e sindicatos</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Pedro Zagacho Gonçalves]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 22 Jul 2026 05:45:57 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[A Federação Nacional dos Professores (FENPROF) reúne-se esta quarta-feira, às 11h00, com o Ministério da Educação, Ciência e Inovação (MECI), numa nova ronda negocial integrada no processo de revisão do Estatuto da Carreira Docente (ECD).]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A Federação Nacional dos Professores (FENPROF) reúne-se esta quarta-feira, às 11h00, com o Ministério da Educação, Ciência e Inovação (MECI), numa nova ronda negocial integrada no processo de revisão do Estatuto da Carreira Docente (ECD). O encontro, que decorre nas instalações do ministério, dá continuidade ao calendário definido na reunião negocial realizada a 26 de junho e terá como principal ponto da ordem de trabalhos o modelo de recrutamento e colocação de professores.</p>
<p>A reunião será dedicada ao Tema 2 do protocolo negocial, incidindo sobre o sistema de recrutamento e colocação de docentes. A FENPROF recorda que já remeteu ao MECI, no passado dia 3 de julho, o parecer sobre esta matéria, acompanhado de propostas concretas de alteração ao articulado, dentro do prazo previamente estabelecido, esperando agora discutir essas sugestões com a tutela.</p>
<p>Além da revisão do modelo de concursos de professores, a sessão negocial deverá abordar propostas de alteração ao Decreto-Lei n.º 51/2024, diploma que criou medidas excecionais e temporárias para responder à falta de docentes através do Plano +Aulas +Sucesso. Em cima da mesa estarão igualmente alterações ao Decreto-Lei n.º 80-A/2023, que define os requisitos mínimos de formação científica exigidos aos titulares de cursos pós-Bolonha para exercerem funções docentes.</p>
<p>O Ministério da Educação deverá ainda apresentar à estrutura sindical os princípios orientadores da futura revisão do Regime de Autonomia, Administração e Gestão Escolar, bem como as linhas gerais para a criação do futuro Estatuto do Diretor, duas matérias que integram igualmente o processo de reforma em curso no setor da educação.</p>
<p><strong>FENPROF critica ausência de documentos antes da reunião</strong><br />
Apesar da extensa agenda prevista para esta quarta-feira, a FENPROF manifesta preocupação com a forma como o processo negocial tem decorrido. A federação sublinha que, até ao momento da reunião, não recebeu qualquer documento de trabalho relativo às matérias que serão discutidas, considerando que esta situação &#8220;consolida uma prática negocial muito pouco adequada a um processo negocial urgente&#8221;.</p>
<p>A organização sindical entende que a ausência prévia de documentação dificulta uma análise aprofundada das propostas e compromete a qualidade das negociações sobre temas considerados estruturantes para a carreira docente e para o funcionamento das escolas.</p>
<p>A delegação da FENPROF será constituída pela Comissão Negociadora, acompanhada por elementos do Secretariado Nacional da federação. No final da reunião, os secretários-gerais da estrutura sindical estarão disponíveis para prestar declarações aos jornalistas, momento em que deverão fazer um primeiro balanço da sessão negocial e das posições assumidas pelo Ministério da Educação relativamente às propostas em discussão.</p>
<p>O encontro desta quarta-feira representa mais um passo no processo de revisão do Estatuto da Carreira Docente, uma negociação que abrange matérias consideradas centrais para o futuro da profissão docente, incluindo os concursos de colocação, os mecanismos de recrutamento, as medidas de combate à escassez de professores e alterações ao modelo de gestão das escolas.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_792006]]></sapo:autor>
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		<title>Atenção pais: Hoje é o último dia para matrículas do 10.º e 12.º anos</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Pedro Zagacho Gonçalves]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 22 Jul 2026 05:30:08 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[Termina esta quarta-feira o prazo para a realização das matrículas e renovações de matrícula dos alunos que vão frequentar o 10.º e o 12.º anos de escolaridade no ano letivo 2026/2027. ]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Termina esta quarta-feira o prazo para a realização das matrículas e renovações de matrícula dos alunos que vão frequentar o 10.º e o 12.º anos de escolaridade no ano letivo 2026/2027. O período, que teve início a 15 de julho, encerra hoje, concluindo assim o calendário definido pelo Ministério da Educação, Ciência e Inovação para o processo de matrículas deste ano letivo.</p>
<p>O calendário foi estabelecido através de despacho assinado pelo ministro da Educação, Ciência e Inovação, Fernando Alexandre, abrangendo toda a escolaridade obrigatória, desde a educação pré-escolar até ao ensino secundário. O processo decorreu de forma faseada ao longo dos últimos meses, permitindo distribuir as matrículas por diferentes anos de escolaridade e facilitar a organização das escolas antes do arranque do próximo ano letivo.</p>
<p><strong>Calendário das matrículas ficou dividido por quatro fases</strong><br />
O processo arrancou entre 22 de abril e 1 de junho para a educação pré-escolar e para o 1.º ano do ensino básico. Seguiu-se o período entre 16 e 29 de junho, destinado aos alunos dos 6.º, 7.º, 8.º, 9.º e 11.º anos.</p>
<p>Posteriormente, entre 1 e 13 de julho, decorreu a fase reservada aos estudantes dos 2.º, 3.º, 4.º e 5.º anos, ficando a última etapa, correspondente aos alunos dos 10.º e 12.º anos, calendarizada entre 15 e 22 de julho, terminando precisamente esta quarta-feira.</p>
<p>O despacho determina ainda que, caso o último dia do prazo coincidisse com um sábado, domingo ou feriado, a data-limite seria automaticamente transferida para o primeiro dia útil seguinte. No entanto, este ano o calendário termina numa quarta-feira, não sendo necessária qualquer alteração.</p>
<p><strong>Nem todas as famílias precisam de renovar a matrícula</strong><br />
Apesar de terminar hoje o prazo para os alunos do 10.º e 12.º anos, importa recordar que a renovação da matrícula continua, na maioria dos casos, a ser efetuada automaticamente pelo sistema, dispensando qualquer intervenção dos encarregados de educação.</p>
<p>Contudo, existem situações em que a formalização da matrícula continua a ser obrigatória. É o caso dos alunos que mudam de escola, transitam de ciclo de ensino, alteram o encarregado de educação ou efetuam mudanças nas opções curriculares. Nestas circunstâncias, o processo deve ser concluído dentro do prazo correspondente ao respetivo ano de escolaridade, sob pena de criar constrangimentos na organização do próximo ano letivo.</p>
<p><strong>Divulgação das listas segue calendário próprio</strong><br />
O despacho estabelece igualmente os prazos para a divulgação das listas de alunos inscritos e admitidos. No caso da educação pré-escolar e do 1.º ano do ensino básico, as listas de inscritos devem ser publicadas até 16 de junho.</p>
<p>Para os restantes anos de escolaridade, as escolas dispõem de um prazo até cinco dias úteis após o encerramento do respetivo período de matrículas para divulgar as listas de inscritos.</p>
<p>Já as listas definitivas de alunos admitidos deverão ser conhecidas até ao início de julho para a educação pré-escolar e o 1.º ano, enquanto, para os restantes níveis de ensino, a publicação deverá ocorrer até ao final de julho.</p>
<p><strong>Calendário aplica-se à rede pública e ao ensino financiado pelo Estado</strong><br />
O regime de matrículas definido pelo Ministério da Educação não abrange apenas os estabelecimentos da rede pública. O calendário aplica-se igualmente aos estabelecimentos de ensino particular e cooperativo com contrato de associação, bem como a outras instituições de ensino financiadas pelo Estado, incluindo as escolas profissionais.</p>
<p>Com o encerramento, esta quarta-feira, do prazo destinado aos alunos do 10.º e 12.º anos, fica concluído o processo de matrículas para o ano letivo 2026/2027, iniciando-se agora a fase de validação das inscrições e de preparação das listas definitivas pelas escolas.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_744571]]></sapo:autor>
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		<title>Calor intensifica-se esta quarta-feira com máximas de até 36 ºC no interior e Algarve</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Pedro Zagacho Gonçalves]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 22 Jul 2026 05:15:08 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[Portugal continental prepara-se para mais um dia de calor intenso esta quarta-feira, com uma subida generalizada das temperaturas máximas em várias regiões do interior e do Sul do país.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Portugal continental prepara-se para mais um dia de calor intenso esta quarta-feira, com uma subida generalizada das temperaturas máximas em várias regiões do interior e do Sul do país. O estado do tempo continuará marcado por céu pouco nublado ou limpo, ambiente seco e vento predominantemente de oeste, num cenário que favorecerá o aquecimento do território, sobretudo longe da faixa costeira. Em muitas localidades do interior, os termómetros deverão subir entre dois e três graus face aos valores registados na terça-feira, tornando esta quarta-feira o dia mais quente da semana em termos de intensidade e abrangência geográfica.</p>
<p>Segundo as previsões do portal especializado <a href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/calor-aperta-interior-de-portugal-e-algarve-na-quarta-22-de-julho-35-c-ou-mais-previstos-nestas-4-capitais-distritais.html" target="_blank" rel="noopener">Tempo.pt</a>, as temperaturas mais elevadas deverão concentrar-se no interior Norte, Centro e Alentejo, bem como no Sotavento Algarvio. As quatro capitais de distrito mais quentes serão Bragança e Évora, ambas com uma máxima prevista de 36 ºC, seguindo-se Castelo Branco e Beja, onde os termómetros deverão atingir os 35 ºC. Muito próximas destes valores estarão ainda Vila Real e Portalegre, com máximas de 34 ºC. No restante território, as previsões apontam para 32 ºC em Faro, 30 ºC em Lisboa e Coimbra, 31 ºC em Viseu e 24 ºC no Porto, onde a influência marítima continuará a limitar a subida da temperatura.</p>
<p>Entre esta quarta-feira e quinta-feira, o tempo manter-se-á estável em praticamente todo o continente, com predomínio de céu limpo ou pouco nublado. Ainda assim, prevê-se a formação de nebulosidade durante a manhã em grande parte da faixa costeira ocidental e, pontualmente, em algumas zonas do interior. Essa diferença entre litoral e interior continuará a refletir-se nas temperaturas, uma vez que a proximidade do oceano Atlântico favorecerá a persistência de nuvens baixas durante as primeiras horas do dia junto à costa, impedindo um aquecimento tão acentuado como o esperado nas regiões interiores.</p>
<p>A subida das temperaturas resulta da deslocação ligeira para noroeste de uma bolsa de ar frio, permitindo o reforço da crista subtropical sobre a Península Ibérica. Esta configuração atmosférica favorecerá a entrada de uma massa de ar quente e seco proveniente do Norte de África e do interior de Espanha, transportada de sul para norte e de leste para oeste, atingindo sobretudo o interior e a metade oriental de Portugal continental, incluindo o Sotavento Algarvio.</p>
<p>As previsões indicam que várias zonas do país poderão registar temperaturas máximas entre 35 ºC e 39 ºC, especialmente nos vales do Douro, Tua e Sabor, na Beira Baixa, no Alentejo e no Sotavento Algarvio. Paralelamente, os mapas de anomalia térmica apontam para valores acima da média para esta época do ano em praticamente todo o território continental, com desvios positivos entre 2 ºC e 4 ºC, podendo atingir cerca de 7 ºC em algumas áreas do interior Norte.</p>
<p>Além da circulação de ar quente, outros fatores meteorológicos e geográficos contribuirão para o aumento das temperaturas. O predomínio de céu limpo ou com muito pouca nebulosidade permitirá uma maior incidência da radiação solar durante o dia, enquanto o processo de subsidência associado às altas pressões favorecerá o aquecimento da massa de ar. Em zonas de vale, como os vales do Douro e do Guadiana, a própria configuração do relevo potenciará uma maior acumulação de calor ao longo do dia, permitindo que as localidades aí situadas atinjam temperaturas superiores às registadas nas áreas envolventes.</p>
<p>Apesar deste episódio de calor, a previsão aponta para que a situação seja de curta duração. O aquecimento deverá concentrar-se essencialmente entre esta quarta-feira e quinta-feira, mantendo-se o tempo seco e estável antes de uma alteração das condições atmosféricas prevista para os dias seguintes.</p>
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