Luz Contreras, colombiana de 50 anos, veio a Portugal para cumprir um sonho mas acabou a viver um verdadeiro pesadelo. A mulher partiu da Colômbia com um objetivo claro e com o qual sonhava há muito: conhecer o Santuário de Fátima. No entanto acabou com as pernas e mãos amputadas devido a uma infeção bacteriana, que terá sido contraída quando estava em Portugal.
Segundo a Antena 3, Luz chegou a Portugal no dia 27 de junho. Dois dias depois, quando tinha a vista marcada para conhecer o Santuário de Fátima, sentiu-se mal e com febres altas. Foi ao Hospital da Luz e acabou internada, entre 29 de junho e 7 de julho. Acabou por ser transferida para o Hospital de Santa Maria.
Foi diagnosticada com uma infeção causada pela bactéria ‘Streptococcus pyogenes’, altamente infeciosa e responsável por causar doenças como faringites, escarlatina ou febre reumática. Luz desenvolveu síndrome de choque tóxico e ficou em coma induzido durante seis semana.
A bactérias estava a causar necrose dos tecidos dos pés e mãos, e os principais órgãos da mulher estavam a entrar em falência. A 21 de julho, nos cuidados intermédios, foi recomendado que voltasse para a Colômbia, já que a recuperação demoraria entre oito meses a um ano.
Novo revés: a infeção agravou-se e os médicos tiveram que amputar as pernas e mãos de Luz.
A mulher continua internada no Hospital de Santra Maria, a recuperar. A família criou uma campanha de angariação de fundos para fazer face às despesas de saúde acumuladas co m o problema de Luz.
O caso dá que falar após se saber que um jovem italiano, de 24 anos, morreu também com a um infeção bacteriana, que terá contraído quando esteve em Portugal na Jornada Mundial da Juventude (JMJ).
O peregrino italiano, de 24 anos, morreu na passada sexta-feira, vítima de uma infeção bacteriana, poucos dias depois de ter regressado a Itália, vindo de Lisboa, onde esteve a participar na Jornada Mundial da Juventude (JMJ).
O caso é relatado pelo Milano Today. Luca Re Sartù, natural de Marnate, morreu no hospital San Gerardo, em Monza, Itália. Começou a ter os primeiros sintomas em Portugal.
O jovem consultou médicos portugueses que atribuíram as queixas de febre alta e cansaço extremo aos dias anteriores de grande atividade e à mudança repentina de temperatura.
Já na passada quarta-feira, de regresso a Itália, Luca foi levado do aeroporto de Bérgamo, direto para as urgências do Mater Domini, em Castellanza. Sofreu uma paragem cardiorrespiratória, que foi revertida, e foi transferido para o hospital onde viria a morrer.
Segundo a imprensa italiana, a infeção pela bactéria Staphylococcus foi contraída em Portugal. O corpo ainda será sujeito a autópsia.






