Pentágono lança investigação criminal sobre divulgação de informações secretas sobre ataque ao Irão

Reportagens na imprensa americana, que detalharam o relatório, têm por objetivo “dar uma distorção para o presidente ficar mal-visto, quando foi um sucesso esmagador”, explicou Marco Rubio

Francisco Laranjeira
Junho 25, 2025
14:54

O Pentágono iniciou esta quarta-feira uma investigação criminal sobre a divulgação de um relatório confidencial da Agência de Inteligência de Defesa que apontou que os danos às instalações nucleares do Irão, causados pelos ataques aéreos americanos, não prejudicaram significativamente o programa nuclear de Teerão.

“Estamos a conduzir uma investigação com o FBI neste momento porque essas informações são para fins internos, avaliações de danos em combate”, indicou o secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, à margem da cimeira da NATO, acrescentando que as reportagens na imprensa americana, que detalharam o relatório, têm por objetivo “dar uma distorção para o presidente ficar mal-visto, quando foi um sucesso esmagador”.

Numa declaração ao lado do presidente Donald Trump, do chefe da NATO, Mark Rutte, e do secretário de Estado, Marco Rubio, Hegseth não forneceu detalhes sobre a investigação, mas confirmou a avaliação confidencial, garantindo que as suas conclusões são “de baixa confiança”. Já Donald Trump classificou a notícia como ‘fake news’, comparando o ataque ao realizado pelos EUA a Hiroshima e Nagasaki na II Guerra Mundial.

Os danos às instalações foram “moderados a graves, e acreditamos que muito mais provavelmente graves e destruídos”, disse Hegseth.

Também Marco Rubio garantiu que o Irão está agora “muito mais longe de uma arma nuclear”, depois de os EUA terem lançado 14 bombas – cada uma com 13.667 kg – sobre três das principais instalações nucleares iranianas. “A questão é que eles estão muito mais distantes de uma arma nuclear hoje do que antes de o presidente tomar essa atitude ousada”, apontou. “Dano significativo, muito significativo, substancial, foi causado a uma variedade de componentes diferentes, e estamos a aprender mais sobre isso”.

Israel parece ter outra opinião: segundo o porta-voz militar israelita, o brigadeiro-general Effie Defrin, disse esta quarta-feira que “ainda é cedo para avaliar os resultados da operação”, mas “acredito que desferimos um golpe significativo no programa nuclear e também posso dizer que o atrasámos por vários anos”.

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