Cinquenta soldados dos Estados Unidos foram diagnosticados com lesões cerebrais, na sequência do ataque iraniano a 8 de Janeiro a bases militares no Iraque, onde estão estacionadas forças norte-americanas. A informação foi avançada esta terça-feira pelo porta-voz do Pentágono, Thomas Campbell, citado pelo “The Guardian”.
De acordo com o Campell, 31 militares foram tratados no Iraque e voltaram ao serviço, enquanto 18 foram enviados para a Alemanha para avaliação adicional e tratamento, e um deles para o Kuwait, tendo já retomado funções. Mas o tenente-coronel admite que «os números podem mudar».
O líder norte-americano, Donald Trump, afirmou inicialmente que os Estados Unidos não tinham sofrido nenhuma baixa devido ao ataque iraniano, em retaliação à morte do general iraniano Qassem Soleimani, ordenada pelo Presidente. «Nenhum americano ficou ferido nos ataques na noite passada», afirmou Trump.
Mais tarde, o comando central das forças armadas norte-americanas, avançava dados contraditórios às declarações de Trump. «Embora nenhum membro das forças armadas dos Estados Unidos tenha sido morto no ataque iraniano de 8 de Janeiro à base aérea de Ain al-Assad, vários deles foram tratados por sintomas de concussão devido às explosões e ainda estão a ser avaliados», afirmou Bill Urban.
Em Davos, no Fórum Económico Mundial, Trump desvalorizou as lesões dos soldados norte-americanos que estavam na base militar. «Ouvi dizer que eles tinham dores de cabeça e algumas outras coisas, mas não é muito grave», disse.
Os sintomas de traumatismo incluem dores de cabeça, tonturas, sensibilidade à luz e náuseas. Segundo dados do Pentágono, o traumatismo crânio-encefálico foi diagnosticado em cerca de 408 mil militares desde 2000.
Recorde-se que, durante a madrugada de 8 de Janeiro, Teerão lançou mísseis contra as bases de Ain al-Assad (oeste) e Erbil (norte), onde estão alguns dos 5200 soldados norte-americanos.














