O pneumologista Filipe Froes e o matemático Henrique Oliveira consideram que Portugal tem condições para um levantamento gradual de medidas, sendo que no final do mês o país deve estar já “no nível verde”, que permite dar esse passo.
Em declarações à ‘SIC Notícias’ Filipe Froes, que é também coordenador do gabinete de crise da Orem dos Médicos, defende um “alívio gradual de uma forma faseada, monitorizada e com um incentivo à vacinação de reforço”, através de um sistema de semáforo, que analisa internamentos e vacinação.
A par disso, na opinião do responsável, a máscara deverá ficar reservada aos espaços públicos fechados e a pessoas vulneráveis, profissionais de saúde, pessoas com sintomas e pessoas com testes positivo, mesmo assintomáticas.
Filipe Froes considera que o mundo está a alguns meses do fim da pandemia e arrisca até possíveis datas: “finais do primeiro semestre de 2022” ou, se a Organização Mundial da Saúde quiser jogar mais pelo seguro, “final da época da gripe no Hemisfério Sul em 2022”.
Já para Henrique Oliveira, do Instituto Superior Técnico, Portugal terá uma descida rápida de novos casos de Covid-19 nos próximos dias, levando a um alívio de restrições. “Penso que no final do mês vamos estar no nível verde” e aí só será necessário “usar máscara para visitar os doentes, em contexto hospitalar e médico”, refere à ‘SIC’.
O pico dos internamentos e óbitos já passou, embora possa ainda haver dias em que há mais óbitos”, refere o especialista, que contudo, não tem dúvida de que “a tendência estatística será de queda a sete dias”.
Em relação às mortes, Henrique Oliveira sublinha que também “vão diminuir bastante em ambos nas próximas semanas, a não ser que surja uma variante mais complicada”, motivo pelo qual será possível avançar para uma redução das medidas restritivas, incluindo o número de dias de isolamento.












