Pedro Duarte vê “momento de viragem” e quer antecipar criação de rede ciclável no Porto

O presidente da Câmara do Porto, Pedro Duarte, disse hoje que pretende antecipar a implementação da rede ciclável no Porto, não a deixando para o longo prazo, observando uma “momento de viragem” quanto à mobilidade na cidade.

Executive Digest com Lusa

O presidente da Câmara do Porto, Pedro Duarte, disse hoje que pretende antecipar a implementação da rede ciclável no Porto, não a deixando para o longo prazo, observando uma “momento de viragem” quanto à mobilidade na cidade.

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“Nós, naquilo que pudermos antecipar, vamos conseguir fazê-lo. E, portanto, nomeadamente do ponto de vista da rede ciclável, eu acho que nós vamos antecipar muitos dos prazos que ali estão”, disse hoje aos jornalistas após a apresentação do Plano de Mobilidade Urbana Sustentável (PMUS) do Porto, que decorreu no Pequeno Auditório do Rivoli, que esteve lotado.


No plano está prevista a implementação de um sistema de bicicletas partilhadas para “aumentar o acesso à bicicleta”, “reforçar a intermodalidade” e “aumentar a captação do transporte público”, identificando a OPT 56 locais para estações localizadas ao longo da rede ciclável proposta, mas todas a médio e longo prazo.


“Estas metas são o cenário último, se quisermos, o prazo limite, mas nós no que pudermos antecipar, eu acho que é a benefício da cidade”, afirmou Pedro Duarte.


Segundo o autarca eleito pela coligação PSD/CDS-PP/IL, quanto às vias cicláveis o Porto irá apresentar um plano “muito no curto prazo”, a cargo do vereador da Mobilidade, Hugo Beirão Rodrigues.

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No plano prevê-se também a beneficiação da rede existente e sua expansão, a ampliação da rede de estacionamento de bicicletas, arborização, comboios de bicicletas e campanhas de promoção da utilização dos modos ativos.


No campo da beneficiação e alargamento da rede, há eixos importantes da cidade cuja expansão fica relegada para o longo prazo, como é o caso da Avenida da Boavista, Avenida Gustavo Eiffel e o eixo Campo Alegre, Rua Diogo Botelho e futura Avenida Nun’Álvares, de acordo com um mapa apresentado.


A curto prazo, aponta-se para a beneficiação da ciclovia da Rua da Constituição, Avenida da França e polo da Asprela, bem como para a construção da ligação do centro à Asprela.


A OPT define curto prazo em dois anos, médio até cinco anos e longo entre cinco a 10 anos.


Pedro Duarte, eleito pela coligação PSD/CDS-PP/IL, classificou o dia de hoje como uma “um momento de viragem no paradigma de mobilidade da cidade”, pois “durante muitas décadas – não foi só o Porto – as sociedades mais modernas, todas elas estiveram muito focadas no automóvel e na mobilidade quase individual de cada pessoa”.

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Hoje, segundo o autarca, “as melhores cidades, mais modernas, mais evoluídas, são as cidades que respeitam mais as pessoas, respeitam a tranquilidade, respeitam a vida em família, respeitam a vida em comunidade”.


O Porto irá “privilegiar em primeiro lugar o transporte público e depois devolver a rua às pessoas” através de “espaços pedonais, espaços cicláveis, espaços comunitários: seja jardins, espaços verdes, passeios mais aprazíveis, mais largos, parques infantis”, elencou.


Questionado sobre se não teme ter de recuar, no futuro, na implementação de algumas medidas, nomeadamente nas mais restritivas do automóvel, Pedro Duarte disse que não está “propriamente a pesar a popularidade das medidas”.


“Agora, eu estou à frente dos destinos da cidade democraticamente e, portanto, eu pretendo continuar a ser, a liderar a cidade, mas liderar como democrata e, portanto, eu tenho que sempre estar atento àquilo que é a reação da cidade, naturalmente”, afirmou.


Referindo que “há sempre uma resistência à mudança”, garantiu que o executivo será “o mais pedagógico possível” na tentativa de trazer as pessoas para o transporte público, através de “incentivos positivos”, como a gratuitidade dos transportes, que entrou em vigor na sexta-feira.

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“Não vamos fazer nem rutura, nem choque com ninguém. Algumas medidas que possamos ter de desincentivo da utilização do automóvel – por exemplo, restrições ao estacionamento são umas das medidas possíveis – nós não vamos de um momento para o outro proibir o estacionamento, mas vamos começar a reduzir paulatinamente para as pessoas irem também habituando naquilo que é o seu comportamento, os seus hábitos diários, se irem adaptando para que esta mudança possa ser feita”, apontou.

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