Pedidos de insolvências mais do que duplicaram em Lisboa de um ano para o outro

Mais insolvências e menos novas empresas, foi assim que 2025 arrancou com o pé esquerdo, com destaque para o disparar do número de insolvências na capital portuguesa.

André Manuel Mendes

Mais insolvências e menos novas empresas, foi assim que 2025 arrancou com o pé esquerdo, com destaque para o disparar do número de insolvências na capital portuguesa.

As insolvências registaram um aumento significativo em janeiro de 2025, com um crescimento de 23% face ao mesmo período do ano passado. No total, foram registadas 417 ações de insolvência, mais 77 do que em 2024. Este aumento foi impulsionado principalmente pelos pedidos de insolvência apresentados pelas próprias empresas, que subiram 32%, totalizando 107 pedidos. Já os pedidos de terceiros cresceram ainda mais, com um incremento de 67%, alcançando os 92 registos.

O mês de janeiro também registou um decréscimo de 25% no número de encerramentos com plano de insolvência, com apenas três casos, em comparação com quatro no mesmo mês de 2024. Além disso, 215 empresas declararam insolvência, o que representou um aumento de 7,5% em relação ao ano anterior.

Os distritos do Porto e Lisboa lideraram as insolvências, com 107 e 93 registos, respetivamente. Lisboa destacou-se com um aumento superior a 122% face ao ano anterior, enquanto o Porto registou uma subida de 20%. Outros distritos com aumentos expressivos incluem Viana do Castelo, Beja, Leiria, Angra do Heroísmo e Castelo Branco, com variações superiores a 80%.

Nos setores de atividade, as áreas de Agricultura, Caça e Pesca, bem como Transportes, foram as mais afetadas, com aumentos de 267% e 113%, respetivamente. Por outro lado, o setor de Eletricidade, Gás e Água não registou nenhum pedido de insolvência.

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Em contraste, as constituições de novas empresas caíram significativamente. Em janeiro de 2025, foram criadas 3.165 empresas, o que representa uma queda de 43% face a 2024, quando o número havia sido de 5.578. Lisboa e Porto, com 972 e 496 novas empresas, respetivamente, registaram as maiores quedas no número de constituições, com diminuições superiores a 40%. A descida foi generalizada em todos os distritos, com os maiores decréscimos a ocorrerem em Horta, Portalegre, Coimbra e Vila Real.

Todos os setores apresentaram uma redução na criação de novas empresas, com os Transportes a sofrerem o maior impacto, com uma queda de 22%, seguido pelos setores de Comércio por Grosso e Eletricidade, Gás e Água, com perdas de cerca de 9% cada. A Agricultura, Caça e Pesca também viu uma queda de 5%, enquanto a Hotelaria e Restauração registaram uma diminuição de 1%.

 

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