PCP defende que pacote laboral tem de ser travado já e avisa para “cambalhotas” do Chega

O secretário-geral do PCP, Paulo Raimundo, defendeu hoje que o pacote laboral tem de ser travado já, antes de chegar ao parlamento, e avisou para eventuais mudanças de posição do Chega, a que chamou “partido das cambalhotas”.

Executive Digest com Lusa

*** Serviço de áudio disponível em www.lusa.pt ***



Lisboa, 12 mai 2026 (Lusa) — O secretário-geral do PCP, Paulo Raimundo, defendeu hoje que o pacote laboral tem de ser travado já, antes de chegar ao parlamento, e avisou para eventuais mudanças de posição do Chega, a que chamou “partido das cambalhotas”.


Paulo Raimundo, que falava no Largo de São Domingos, em Lisboa, no fim de um desfile do PCP, apelou por isso à adesão à greve geral convocada pela CGTP para 03 de junho: “Todos à greve geral, mais um empurrão e o pacote vai ao chão”.


“Não é tempo de ficar à espera de nada, desde logo daquilo que vem da Assembleia da República, e muito menos na sua atual composição. É agora que é preciso continuar a travar este assalto. Não é depois da casa assaltada que se colocam as trancas à porta”, argumentou.


Num discurso perante uma assistência cheia de bandeiras do PCP, Paulo Raimundo referiu-se ao Chega como “partido das cambalhotas” e “instrumento e criação dos grupos económicos”, do qual “é de esperar tudo” também nesta matéria.

Continue a ler após a publicidade

O secretário-geral do PCP, defendeu que, desde a greve geral conjunta de CGTP e UGT de 11 de dezembro do ano passado, há “razões acrescidas para continuar essa luta”, pelo aumento do custo de vida.


“É hora de dar mais um empurrão para o pacote laboral e, de uma vez por todas, ao chão”, afirmou.


Questionado pela Lusa sobre a posição do secretário-geral da UGT, Mário Mourão, que em entrevista ao jornal Público classificou a greve geral de 03 de junho como extemporânea, Paulo Raimundo contrapôs que “seria um erro os trabalhadores esperarem que alguma coisa decorresse de positivo da Assembleia da República”.

Continue a ler após a publicidade

“É preciso travar isto e, portanto, é agora, não é depois de estar aprovado”, insistiu.


Partilhar

Edição Impressa

Assinar

Newsletter

Subscreva e receba todas as novidades.

A sua informação está protegida. Leia a nossa política de privacidade.