O eurodeputado do PSD e vice-presidente do Partido Popular Europeu, Paulo Rangel, disse que antiga eurodeputada do PS Ana Gomes é «uma candidata natural» à presidência da República.
«Não tem o meu apoio mas acho que é uma candidata que agradará ao PS em geral, não a António Costa, que não gosta de espíritos livres. Era bom para as eleições. Prefiro que haja um debate vivo na sociedade, faz melhor à nossa democracia», atirou, em entrevista ao “Jornal de Negócios”
Rangel admitiu que espera uma mudança de atitude de Marcelo Rebelo de Sousa num segundo mandato presidencial. «Basta conhecer o perfil do Presidente e a sua história e conhecer o que é o exercício dos segundos mandatos pelos Presidentes para saber que haverá maior acção presidencial. É natural que o seu perfil político apareça mais sublinhado a partir de uma reeleição», faz notar.
Para o social-democrata, Marcelo esteve mal «numa ou noutra coisa» por «suportar demasiado o Governo». «Porém quando há um governo minoritário, a posição do Presidente é sempre mais delicada. Mas Marcelo é um príncipe da política e quem esperar que não vá haver surpresas e novidades no segundo mandato, ou não conhece o historial de Marcelo Rebelo de Sousa ou o histórico da presidência da República. Os dois juntos deverão trazer surpresas elas próprias surpreendentes», referiu.
Recorde-se que, apesar do apelo lançado em Janeiro pelo ex-líder parlamentar do PS e eurodeputado Francisco Assis, Ana Gomes já veio dizer que não equaciona uma candidatura a Belém nas próximas eleições presidenciais de 2021 ou a outros cargos políticos. Na altura, a ex-eurodeputada disse, em entrevista à “RTP”, que está concentrada no combate à corrupção e que quer ter «liberdade» para denunciar os corruptos, sem estar «constrangida».
«É mais importante eu ter hoje a liberdade de dizer o que digo, de forma sustentada, e eu não trabalho sozinha. Há muita gente de dentro das instituições competente, revoltada por estar manietada, que me alimenta, que me dá informação. Eu acho que é mais útil eu fazer isso. Eu não me quero ver constrangida, designadamente pelos constrangimentos institucionais que qualquer cargo político, incluindo Presidente da República, impõe», afirmou.
A antiga eurodeputada não tem «dúvida nenhuma de que o Presidente Marcelo Rebelo de Sousa vai recandidatar-se e vai ser eleito».





