Paulo Portas vai decidir se entra na corrida ao Palácio de Belém até ao verão: segundo apontou o jornal ‘Observador’, o antigo líder do CDS vai tomar uma decisão a partir de junho ou julho sobre se concorre à Presidência da República.
Em causa está o intenso calendário político nacional, sendo que uma eventual candidatura anunciada antes de tempo traria um desgaste desnecessário. Os apoiantes de Paulo Portas comentaram a pressa dos candidatos “fora de tempo”. “Marques Mendes é o mais prejudicado pela antecipação”, salientaram.
Com eleições legislativas marcadas para 18 de maio, o espaço à direita política é curto, sendo que o do CDS é ainda mais curto, pelo que caso Paulo Portas decida avançar é preciso que alargue as fronteiras partidárias. Quem apoia Portas mantém-se atento às movimentações da direita, esperando que o desgaste dos primeiros candidatos possa dar-lhe uma oportunidade de última hora para entrar na corrida.
O calendário mais alargado também faz com que no CDS se adie uma decisão sobre um possível apoio. “O ciclo das eleições presidenciais ainda não se abriu no CDS”, apontou fonte da direção do partido: só depois de esclarecida a vontade de Portas é que poderão decidir se podem enveredar pelo seu rumo natural, que seria um apoio ao antigo presidente ou se cedem, mesmo que sem particular entusiasmo, à opção Marques Mendes.




