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	<title>Executive Digest</title>
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	<description>Notícias atualizadas ao minuto. Economia, política, sociedade, finanças e empresas e mercados</description>
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		<title>ONU alerta para &#8220;milhares de pessoas&#8221; expostas a &#8220;grave perigo&#8221; no Sudão do Sul</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 06 Jun 2026 11:20:06 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[O Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR) alertou hoje para as "milhares de pessoas" expostas a "um grave perigo" no leste do Sudão do Sul devido à "insegurança e ao aumento das deslocações de população".]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>O Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR) alertou hoje para as &#8220;milhares de pessoas&#8221; expostas a &#8220;um grave perigo&#8221; no leste do Sudão do Sul devido à &#8220;insegurança e ao aumento das deslocações de população&#8221;.</P><br />
<P>Em comunicado, a Organização das Nações Unidas (ONU) aponta que meses de combates e insegurança &#8220;forçaram centenas de milhares de pessoas a abandonar as suas casas, desencadeando uma das mais graves crises de deslocamento relacionadas com conflitos dos últimos anos&#8221;.</P><br />
<P>O ACNUR refere que, desde de dezembro, só no condado de Akobo há cerca de 140 mil, num total de mais de 300 mil pessoas deslocadas em todo o estado de Jonglei e nos estados vizinhos.</P><br />
<P>No texto, o ACNUR lembra que já fugiram para a Etiópia, país vizinho do Sudão do Sul, mais de 100 mil pessoas e que esta crise &#8220;acarreta graves consequências humanas e sociais&#8221; para as comunidades afetadas. </P><br />
<P>&#8220;As crianças traumatizadas pelo conflito e outras foram separadas das suas famílias&#8221;, declarou, a partir de Juba, o representante do ACNUR no Sudão do Sul, Matthew Brook, durante uma conferência de imprensa das Nações Unidas em Genebra, citado no texto. </P><br />
<P>Além da deslocação de população e dos efeitos do conflito nas crianças, a ONU refere ainda numerosos testemunhos que relatam casos de violência sexual sobre mulheres. </P><br />
<P>Nas últimas semanas, milhares de pessoas regressaram às suas casas, mas persistem os problemas de segurança e enormes necessidades humanitárias, segundo testemunharam no terreno as equipas do ACNUR.</P><br />
<P>&#8220;Muitas famílias regressam a casa apenas para descobrir que as suas habitações foram destruídas ou saqueadas, obrigando-as a viver amontoadas em edifícios inacabados e abrigos improvisados feitos de paus e lonas de plástico&#8221;, acrescentou Brook.</P><br />
<P>Segundo a ONU, muitas pessoas esgotaram os seus recursos após repetidas deslocações entre o Sudão do Sul e a Etiópia em busca de segurança: &#8220;Para alguns, o regresso a Akobo não significa que existam condições ideais para voltar, mas reflete simplesmente a escassez de alternativas disponíveis&#8221;, salientou o responsável do ACNUR.</P><br />
<P>A ONU lembra que cerca de 2,4 milhões de refugiados sul-sudaneses continuam acolhidos na região, enquanto quase dois milhões de pessoas permanecem deslocadas internamente.</P><br />
<P>O país enfrenta também as consequências da guerra em curso no vizinho Sudão, com mais de 1,3 milhões de pessoas a atravessarem a fronteira desde abril de 2023, incluindo repatriados, refugiados e requerentes de asilo.</P><br />
<P>Este afluxo coloca uma pressão adicional sobre a capacidade de resposta humanitária, com a ONU a alertar que o financiamento continua muito aquém das necessidades.</P><br />
<P>Dos 286 milhões de dólares solicitados pelo ACNUR, apenas 25% foram financiados até ao momento. </P><br />
<P>&#8220;Sem ajuda imediata, milhares de famílias que fugiram da violência arriscam enfrentar a estação das chuvas sem abrigo seguro, sem serviços básicos e sem a proteção necessária para sobreviver&#8221;, alerta o ACNUR.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_773021]]></sapo:autor>
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		<title>Papa/Espanha: Leão XIV aplaude multilateralismo e pede à Europa para ver &#8220;complexidade&#8221; como bênção</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 06 Jun 2026 11:20:04 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[O Papa apelou hoje à Europa para abandonar discursos polarizadores com "simplificações estéreis" e a reconhecer "a complexidade" como uma bênção, num discurso em Madrid em que agradeceu a Espanha "a fidelidade ao direito internacional e ao multilateralismo".]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>O Papa apelou hoje à Europa para abandonar discursos polarizadores com &#8220;simplificações estéreis&#8221; e a reconhecer &#8220;a complexidade&#8221; como uma bênção, num discurso em Madrid em que agradeceu a Espanha &#8220;a fidelidade ao direito internacional e ao multilateralismo&#8221;.</P><br />
<P>&#8220;Expresso o meu agradecimento ao vosso país pela fidelidade ao direito internacional e ao multilateralismo, que se traduz num compromisso ativo com a paz e a solidariedade entre os povos&#8221;, disse Leão XIV, em castelhano, no primeiro discurso da visita de sete dias a Espanha, que começou hoje.</P><br />
<P>O Papa, que falava no Palácio Real de Madrid e se dirigia às máximas autoridades espanholas, referiu-se várias vezes à polarização que existe hoje em Espanha e no mundo e pediu para ser também cultivado &#8220;o diálogo e a amizade social&#8221;, &#8220;a serem harmonizadas as reivindicações de autonomia e de unidade&#8221; e &#8220;ser impulsionado o processo de união europeia, não em oposição a outras potências, mas como um dom para toda a família humana&#8221;.</P><br />
<P>&#8220;Convido todos, por amor à verdade, a abandonar as narrativas divisórias e polarizadoras da vossa realidade social e da história, para passar das simplificações estéreis à apreciação fecunda da complexidade. Vejo aqui uma vocação específica da Europa, de que Espanha é protagonista original e fundamental. É o presente que o Velho Continente pode fazer ao mundo se quer permanecer jovem, porque jovem é quem sente que tem um futuro e uma missão que ainda interpelam&#8221;, afirmou.</P><br />
<P>Sem nunca referir em concreto a imigração, o Papa pediu por diversas vezes mais educação e diálogo, assim como novos discursos, para &#8220;apreciar e estudar a complexidade, aprender a não negá-la e a vivê-la como uma bênção, fugir das abordagens identitárias que parecem esclarecer tudo, mas que povoam o mundo de fantasmas e inimigos&#8221;.</P><br />
<P>O Papa referiu-se também às novas tecnologias, que &#8220;se transformaram num contexto artificial&#8221; onde os &#8220;preconceitos se exacerbam, o pensamento crítico se enfraquece, os interesses prepotentes semeiam pulsões de morte&#8221;.</P><br />
<P>Mas &#8220;o bem pode resistir e ser comunicado&#8221;, defendeu o Papa, que pediu mais investimentos ao poderes públicos em educação, sublinhando a ilusão frequente de se considerar que a segurança &#8220;vem das armas e dos muros&#8221;, quando &#8220;amadurece melhor&#8221; se resultar da aprendizagem de &#8220;avançar ao lado do outro, de crescer em conjunto, de braço dado&#8221;.</P><br />
<P>A este propósito, Leão XIV lembrou a história da Península Ibérica e a presença do Islão ao longo de séculos, num momento que &#8220;constituiu uma realidade política, cultural e religiosa de longa duração&#8221; em que &#8220;não houve só confronto, mas se tentou criar um espaço de contacto, conversação e diálogo sobre o sentido da verdade entre cristãos, muçulmanos e judeus&#8221;, com cidades como Córdoba ou Toledo a serem &#8220;lugares de mediação entre línguas, religiões e saberes&#8221;.</P><br />
<P>&#8220;Hoje, a tentação de ganhar popularidade avivando o fogo das polarizações parece crescer, em vez de diminuir; a dignidade humana não deixa de ser violada. Por isso, precisamos de cultura, interioridade, uma educação livre e de qualidade, precisamos de transcendência&#8221;, acrescentou.</P><br />
<P>O Papa defendeu também que &#8220;a mensagem de paz&#8221; é hoje &#8220;para alguns&#8221; ingénua ou provocadora, o que atribuiu a &#8220;ideologias pré-fabricadas, que não se abrem à verdade&#8221;, insistindo por diversas vezes na necessidade de mais educação e diálogo.</P><br />
<P>Leão XIV iniciou hoje em Madrid uma viagem de sete dias a Espanha com uma agenda que inclui um discurso inédito no parlamento nacional e tem a imigração no centro das atenções.</P><br />
<P>Além de Madrid, a visita do Papa a Espanha inclui passagens por Barcelona e pelas Canárias, onde Leão XIV vai concretizar o desejo do antecessor Francisco de ir a estas ilhas, que lidam diariamente com a chegada de migrantes em embarcações precárias oriundas de África, conhecidas como &#8216;pateras&#8217; ou &#8216;cayucos&#8217;.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_773020]]></sapo:autor>
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		<title>O pior cenário climático saiu das projeções. Mas isso não é a boa notícia que parece</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Francisco Laranjeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 06 Jun 2026 11:00:50 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[alterações climáticas]]></category>
		<category><![CDATA[Andrew King]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[Durante anos, uma das imagens mais assustadoras usadas para falar do futuro climático era a de um mundo que continuava a apostar sem travões nos combustíveis fósseis, sem cortes relevantes nas emissões e com um aquecimento global a rondar os 4,5 °C até 2100]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Durante anos, uma das imagens mais assustadoras usadas para falar do futuro climático era a de um mundo que continuava a apostar sem travões nos combustíveis fósseis, sem cortes relevantes nas emissões e com um aquecimento global a rondar os 4,5 °C até 2100. Esse cenário extremo deixou agora de fazer parte das novas projeções climáticas internacionais. Mas a leitura não é tão simples como alguns gostariam.</p>
<p>Num texto publicado no &#8216;The Conversation&#8217;, Andrew King, especialista em ciência climática na Universidade de Melbourne, explica que a retirada do cenário de emissões mais elevadas, conhecido como RCP8.5 e, mais tarde, SSP5-8.5, não significa que os modelos climáticos tenham falhado ou que o aquecimento global tenha sido exagerado. Significa antes que o mundo, apesar de tudo, já evitou o pior futuro que chegou a ser considerado plausível.</p>
<p>Esse cenário previa uma expansão contínua do uso de combustíveis fósseis, sem esforço sério para cortar emissões. Até ao final do século, os níveis de dióxido de carbono quase triplicariam, chegando a 1.135 partes por milhão, e a temperatura média global subiria cerca de 4,5 °C face ao período pré-industrial.</p>
<p>A retirada desse caminho das novas projeções provocou reações políticas, incluindo de Donald Trump, que a apresentou como sinal de fragilidade da ciência climática. Para Andrew King, essa interpretação é errada. O cenário mais extremo saiu porque a realidade mudou: a expansão da energia solar, da energia eólica, dos carros elétricos e das baterias travou parte do crescimento das emissões.</p>
<p><strong>O futuro pior ficou menos provável. O melhor também escapou</strong></p>
<p>A boa notícia é que a humanidade já não parece caminhar para o pior cenário climático que durante anos serviu de referência extrema. A má notícia é que também já perdeu a hipótese mais otimista das projeções anteriores.</p>
<p>As novas simulações deixam de fora o cenário de emissões mais baixas da ronda anterior, que apontava para uma ação climática muito forte e cortes rápidos nas emissões, permitindo que o aquecimento global atingisse um pico próximo de 1,5 °C. Como as emissões globais ainda não começaram a descer, esse caminho deixou de ser considerado plausível.</p>
<p>O cenário mais otimista agora disponível aponta para um pico de aquecimento em torno de 1,9 °C. Ou seja, o mundo já deverá ultrapassar os 1,5 °C, embora a esperança continue a ser que esse excesso seja temporário e que, mais tarde, parte do dióxido de carbono seja removido da atmosfera.</p>
<p>É aqui que a história se torna menos confortável. Retirar o pior cenário mostra progresso, mas retirar o melhor mostra atraso. O mundo já fez o suficiente para evitar uma catástrofe ainda maior, mas não o suficiente para garantir uma transição climática segura.</p>
<p><strong>O que são afinal estes cenários?</strong></p>
<p>As projeções climáticas não são previsões fechadas, como se o futuro já estivesse escrito. São caminhos possíveis, construídos por cientistas para perceber como o clima pode evoluir consoante as decisões políticas, tecnológicas e económicas tomadas nas próximas décadas.</p>
<p>Os investigadores desenham diferentes trajetórias para as emissões de gases com efeito de estufa, tendo em conta o que já aconteceu e o que pode acontecer com a energia, os transportes, a indústria, a política climática e a tecnologia. Depois, vários grupos científicos em todo o mundo simulam esses cenários através de modelos climáticos, produzindo dados globais, regionais e locais.</p>
<p>Segundo o &#8216;The Conversation&#8217;, estes cenários não são apresentados como uma lista ordenada do mais provável para o menos provável. São futuros plausíveis, mais ou menos otimistas, que ajudam governos, cidades, empresas e investigadores a preparar-se para impactos como subida do nível do mar, ondas de calor, secas, cheias ou alterações nos padrões de chuva.</p>
<p>A diferença entre os cenários continua a ser enorme. Até 2100, a distância entre o futuro mais otimista e o mais pessimista aproxima-se dos 2 °C. Essa margem mostra que uma parte importante do futuro climático ainda depende das decisões tomadas agora.</p>
<p><strong>O cenário extremo que alimentou polémicas</strong></p>
<p>O antigo RCP8.5 tornou-se conhecido por representar um mundo em que a utilização de combustíveis fósseis crescia fortemente durante o século XXI. O número 8.5 refere-se ao chamado forçamento radiativo, ou seja, a quantidade adicional de calor retida por metro quadrado até 2100.</p>
<p>Durante anos, este cenário foi usado como referência para estudar impactos climáticos graves. Mas a sua plausibilidade foi sendo debatida entre cientistas, precisamente porque implicava uma expansão muito acentuada do carvão, do petróleo e do gás, num momento em que as renováveis e outras tecnologias limpas começaram a ganhar escala.</p>
<p>Nas novas projeções, nenhum cenário é tão pessimista como o RCP8.5 ou o SSP5-8.5. O pior caminho agora considerado aponta para um aquecimento em torno dos 3,5 °C até 2100. Continua a ser um resultado muito grave, com consequências profundas para ecossistemas, cidades, agricultura, saúde pública e zonas costeiras. Mas já não é o extremo de 4,5 °C.</p>
<p>É por isso que Andrew King insiste que a retirada do cenário não deve ser usada para desvalorizar a ciência climática. Pelo contrário: mostra que as projeções são atualizadas quando a realidade muda.</p>
<p><strong>O mundo está no meio: melhor do que o pior, longe do suficiente</strong></p>
<p>A trajetória atual das emissões coloca o planeta algures entre os extremos. O mundo está abaixo do antigo caminho de emissões elevadas, mas continua muito acima do cenário mais otimista.</p>
<p>Com as políticas atualmente em vigor e as ações já assumidas pelos países, o aquecimento global deverá rondar os 2,6 °C até 2100. Esse valor fica longe do pior cenário retirado das projeções, mas continua muito acima das metas climáticas internacionais e seria suficiente para agravar muitos dos impactos já sentidos hoje.</p>
<p>A temperatura média global está já cerca de 1,4 °C acima do período pré-industrial. Muitos efeitos das alterações climáticas tornaram-se evidentes neste patamar: ondas de calor mais intensas, incêndios mais extremos, alterações nos regimes de chuva e maior pressão sobre comunidades vulneráveis.</p>
<p>A questão, por isso, não é se a ação climática fez diferença. Fez. A questão é se fez diferença suficiente. A resposta, pelos novos cenários, é não.</p>
<p><strong>Porque é que os cenários mudam?</strong></p>
<p>As projeções climáticas são atualizadas porque o mundo também muda. A energia solar avançou muito mais depressa do que muitos antecipavam. Os carros elétricos e as baterias ganharam escala. Ao mesmo tempo, novas fontes fósseis, como as associadas ao fracking, abriram reservas adicionais de petróleo e gás.</p>
<p>A política também muda. Governos podem acelerar ou travar metas climáticas, subsidiar combustíveis fósseis, expandir renováveis, regular transportes ou adiar decisões. Cada mudança altera a plausibilidade de determinados caminhos.</p>
<p>Além disso, os modelos climáticos estão sempre a melhorar. Quanto mais detalhados forem, melhor conseguem projetar impactos específicos, como subida do nível do mar, fenómenos extremos ou alterações regionais na temperatura e na precipitação.</p>
<p>É por isso que os cientistas continuam a refazer cenários. Não porque “não sabem” o que estão a fazer, mas porque a realidade que estão a modelar está em permanente transformação.</p>
<p><strong>A notícia boa que não chega</strong></p>
<p>A retirada do pior cenário climático é uma notícia positiva, mas não deve servir de desculpa para abrandar. Mostra que a ação climática, mesmo imperfeita e insuficiente, já teve efeitos concretos. O mundo não está hoje no caminho mais sombrio que chegou a ser considerado.</p>
<p>Mas também mostra que o tempo perdido tem consequências. O cenário mais favorável desapareceu porque as emissões não caíram depressa o suficiente. A janela para limitar o aquecimento a 1,5 °C sem ultrapassagem está praticamente fechada.</p>
<p>A conclusão de Andrew King é clara: sim, há progresso. Mas o trabalho está longe de estar feito. Os próximos cinco anos podem empurrar o planeta para futuros climáticos muito diferentes, melhores ou piores, consoante a velocidade com que o mundo reduza emissões.</p>
<p>O pior futuro pode ter sido evitado. Mas o futuro que resta ainda depende do que for feito agora.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_772010]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Ministro das Finanças nomeado vice-presidente do Conselho de Governadores do BERD</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 06 Jun 2026 10:58:57 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[O ministro das Finanças, Miranda Sarmento, foi nomeado vice-presidente do Conselho de Governadores do Banco Europeu para a Reconstrução e Desenvolvimento (BERD) e Lisboa foi escolhida como cidade anfitriã para a reunião da instituição em 2029.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>O ministro das Finanças, Miranda Sarmento, foi nomeado vice-presidente do Conselho de Governadores do Banco Europeu para a Reconstrução e Desenvolvimento (BERD) e Lisboa foi escolhida como cidade anfitriã para a reunião da instituição em 2029.</P><br />
<P>&#8220;Na sequência da Reunião Anual do Conselho de Governadores do Banco Europeu para a Reconstrução e Desenvolvimento (BERD), que decorre em Riga, o Ministro de Estado e das Finanças, Joaquim Miranda Sarmento, na qualidade de governador de Portugal no BERD, foi designado vice-presidente do Conselho de Governadores, o órgão máximo de decisão do banco&#8221;, anunciou, em comunicado, o executivo. </P><br />
<P>Lisboa também foi escolhida como cidade anfitriã da reunião anual do BERD, em 2029.</P><br />
<P>Esta reunião costuma juntar líderes políticos, decisores económicos, investidores e representantes institucionais. </P><br />
<P>Segundo o Ministério das Finanças, a realização deste evento em Portugal representa &#8220;uma oportunidade para reforçar&#8221; a projeção internacional do país, em áreas como o investimento, financiamento e cooperação económica. </P><br />
<P>O BERD opera em 38 economias na Europa central, oriental e sudoeste, Estados Bálticos, Cáucaso, Ásia Central, em regiões do Mediterrâneo Meridional e Oriental e em alguns países da África Subsariana.</P><br />
<P>Portugal é membro fundador do BERD. </P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_773018]]></sapo:autor>
	</item>
		<item>
		<title>Médio Oriente: Israel admite ter matado três militares libaneses por engano</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/medio-oriente-israel-admite-ter-matado-tres-militares-libaneses-por-engano/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 06 Jun 2026 10:41:41 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Israel admitiu ter matado hoje "dois oficiais e um soldado" libaneses por engano no sul do Líbano, num ataque que teria como alvo o grupo xiita pró-iraniano Hezbollah.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>Israel admitiu ter matado hoje &#8220;dois oficiais e um soldado&#8221; libaneses por engano no sul do Líbano, num ataque que teria como alvo o grupo xiita pró-iraniano Hezbollah.</P><br />
<P>O exército israelita disse num comunicado que visou um veículo que fora detetado a movimentar-se &#8220;de forma suspeita&#8221; nas imediações da localidade de Tebnit.</P><br />
<P>Os militares de Israel descreveram o local como uma &#8220;zona de combate ativa&#8221; previamente evacuada e onde, de acordo com a sua versão, existiam indícios de atividade do grupo xiita libanês apoiado pelo Irão.</P><br />
<P>Afirmaram que o ataque ocorreu após a identificação do veículo e perante a &#8220;ameaça concreta&#8221; de fogo contra as tropas israelitas destacadas na zona.</P><br />
<P>A operação dirigia-se &#8220;contra o Hezbollah e não contra o exército libanês&#8221;, declarou a força israelita no comunicado citado pela agência de notícias espanhola EFE.</P><br />
<P>Acrescentou que o incidente estava a ser investigado e que seriam &#8220;extraídas as lições pertinentes&#8221;.</P><br />
<P>O comando do exército do Líbano também divulgou um comunicado a denunciar que &#8220;uma agressão israelita bárbara&#8221; resultou no &#8220;martírio de dois oficiais, com as patentes de brigadeiro-general e capitão, e de um soldado&#8221;.</P><br />
<P>&#8220;A continuação da agressão israelita brutal, deliberada e repetida contra o Líbano, o seu povo e o exército apenas reforça a nossa resolução, fé e determinação&#8221;, afirmou no comunicado divulgado pela agência de notícias estatal NNA.</P><br />
<P>O comando libanês acusou Israel de, com os ataques, tentar &#8220;frustrar todos os esforços para alcançar uma solução que permita a restauração da estabilidade, um cessar-fogo abrangente e a retirada israelita dos territórios libaneses ocupados&#8221;.</P><br />
<P>Os ataques israelitas não cessaram ao longo da noite e da manhã de hoje no sul libanês, onde se registaram bombardeamentos em quase todos os distritos, como Nabatieh, Sídon, Tiro, Jezzine, Marjayoun e Bint Jbeil.</P><br />
<P>O exército libanês não participa na atual guerra entre Israel e o Hezbollah, embora tenha sido alvo de diversos ataques desde o início do conflito, há já três meses.</P><br />
<P>As forças armadas libanesas são consideradas a espinha dorsal de qualquer futura solução negociada para a situação atual, uma vez que ficariam encarregadas de implementar um potencial desarmamento do Hezbollah e de o substituir nas zonas que controla.</P><br />
<P>O Líbano e Israel concordaram na quarta-feira com um cessar-fogo condicionado ao fim dos ataques do Hezbollah, que já rejeitou a proposta e voltou a apelar às autoridades libanesas para abandonarem as negociações.</P><br />
<P>O Hezbollah arrastou o Líbano para a guerra no início de março, ao atacar Israel para vingar a morte do líder supremo iraniano, Ali Khamenei, em 28 de fevereiro, no início da ofensiva israelo-americanas contra o Irão.</P><br />
<P>Os ataques israelitas contra o Líbano provocaram mais de 3.560 mortos desde então, de acordo com o mais recente balanço das autoridades.</P><br />
<P>Do lado israelita, 27 soldados e um trabalhador civil contratado morreram no Líbano, segundo dados oficiais citados pela agência de notícias France-Presse (AFP).</P><br />
<P>Teerão exige que qualquer acordo com Washington para terminar a guerra inclua o fim das hostilidades na frente libanesa, com a retirada das forças israelitas.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_773014]]></sapo:autor>
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		<title>Médio Oriente: Petróleo poderá atingir 96 dólares por barril com reabertura de Ormuz &#8211; Rosneft</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 06 Jun 2026 10:40:02 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[O preço do petróleo poderá atingir até 96 dólares (cerca de 83 euros) por barril até ao final do ano, se o estreito de Ormuz for reaberto agora, defendeu o responsável pela maior petrolífera russa Rosneft, Igor Sechin.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>O preço do petróleo poderá atingir até 96 dólares (cerca de 83 euros) por barril até ao final do ano, se o estreito de Ormuz for reaberto agora, defendeu o responsável pela maior petrolífera russa Rosneft, Igor Sechin.</P><br />
<P>&#8220;Se as restrições forem levantadas agora, é possível que, até ao final do ano, o preço médio por barril ronde os 95 a 96 dólares&#8221;, afirmou Sechin, no Fórum Económico Internacional de São Petersburgo. </P><br />
<P>Igor Sechin explicou que são precisos, pelo menos, seis meses para que o &#8220;ritmo positivo&#8221; seja restabelecido.  </P><br />
<P>Um ano depois, o preço deverá rondar os 80-85 dólares (69-73 euros), antecipou. </P><br />
<P>Por outro lado, avisou que os sete milhões de barris de crude russo destinados à exportação forem sancionados devido à guerra na Ucrânia, o preço poderá chegar aos 250 dólares (cerca de 216 euros).</P><br />
<P>Na sexta-feira, o petróleo West Texas Intermediate (WTI), uma referência nos EUA, recuou 2,69% ficando acima dos 90 dólares (quase 78 euros) por barril. </P><br />
<P>Já Brent, referência na Europa, baixou mais de 2% para 93 dólares (80,28 euros) por barril. </P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_773013]]></sapo:autor>
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		<title>10 Junho: Presidente da República convida Grão-Duques do Luxemburgo a visitar Portugal</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 06 Jun 2026 10:33:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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					<description><![CDATA[O Presidente da República convidou hoje os Grão-Duques do Luxemburgo a visitarem Portugal e salientou o papel da comunidade lusa no país, considerando-a "uma parte indissociável da própria identidade do Luxemburgo".]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>*** Sara Madeira (texto) e Tiago Petinga (fotos), enviados da agência Lusa ***</P><br />
<P></P><br />
<P>Luxemburgo, 06 jun 2026 (Lusa) &#8212; O Presidente da República convidou hoje os Grão-Duques do Luxemburgo a visitarem Portugal e salientou o papel da comunidade lusa no país, considerando-a &#8220;uma parte indissociável da própria identidade do Luxemburgo&#8221;. </P><br />
<P>&#8220;Neste contexto, a escolha do Luxemburgo para as celebrações oficiais do primeiro Dia Nacional do meu mandato foi evidente. Aqui reside uma das comunidades mais importantes e mais dinâmicas da nossa diáspora&#8221;, afirmou António José Seguro, no discurso que proferiu no almoço com os Grão-Duques, distribuído à comunicação social.</P><br />
<P>No dia em que visita oficialmente o Luxemburgo, o chefe de Estado português agradeceu ao Grão-Duque o empenho cívico nas relações bilaterais entre os dois países.</P><br />
<P>&#8220;Hoje, a comunidade portuguesa já não é apenas uma comunidade de imigrantes; constitui uma parte indissociável da própria identidade do Luxemburgo&#8221;, frisou, classificando-a como &#8220;uma ponte entre os dois países&#8221;.</P><br />
<P>Seguro disse que, tal como acontece com os seus compatriotas, também ele se sente em casa desde sexta-feira, quando chegou ao país, numa deslocação que se estende até domingo e marca o arranque das comemorações do Dia de Portugal.</P><br />
<P>&#8220;Tenho a certeza de que o mesmo acontece quando Vossas Altezas estão em Portugal e espero ter o prazer de as receber em breve. Será para nós uma enorme honra e um grande prazer&#8221;, convidou.</P><br />
<P>Tanto Seguro como o Grão-Duque salientaram os 135 anos de relações diplomáticas entre os dois países.</P><br />
<P>&#8220;As excelentes relações entre os nossos dois países assentam em valores comuns, numa visão partilhada da Europa e numa estreita cooperação no seio das instituições europeias e internacionais&#8221;, disse o Presidente da República.</P><br />
<P>No almoço, o Grão-Duque do Luxemburgo destacou que Seguro tenha escolhido o país para &#8220;uma das suas primeiras visitas ao estrangeiro desde a sua eleição para a Presidência da República Portuguesa&#8221; (depois de Espanha e Itália).</P><br />
<P>&#8220;No Luxemburgo, esta celebração assume um sentido profundo, dado o lugar essencial que a comunidade portuguesa ocupa na vida do nosso país. Pelo seu trabalho, empenho e riqueza cultural, contribui há gerações para o dinamismo e a diversidade da nossa sociedade&#8221;, elogiou, apontando a língua portuguesa como &#8220;uma das mais faladas&#8221; no país, incluindo até no Palácio Ducal.</P><br />
<P>Destacando que os portugueses representam 13% da população do Luxemburgo (se contados os que têm apenas nacionalidade portuguesa), o Grão-Duque sublinhou &#8220;um movimento mais recente, mas igualmente significativo&#8221;.</P><br />
<P>&#8220;O dos luxemburgueses que escolhem Portugal como país de residência. São atualmente mais de 1.500, aos quais se juntam todos os anos várias centenas de estudantes. Este fenómeno testemunha uma relação verdadeiramente recíproca, assente tanto na atratividade do seu país como numa confiança mútua&#8221;, disse.</P><br />
<P>O Grão-Duque realçou que ele próprio descende de uma Princesa portuguesa e apontou o &#8220;rápido desenvolvimento das empresas tecnológicas&#8221; nos dois países.</P><br />
<P>&#8220;Faço votos de que os próximos anos vejam as nossas relações reforçarem-se ainda mais, em benefício dos nossos dois países e da Europa que construímos dia após dia&#8221;, desejou.</P><br />
<P>Esta é também a primeira visita oficial que o Grão-Duque recebe desde que assumiu o trono em outubro de 2025 e vai juntar-se, no domingo, ao encontro do Presidente da República e do primeiro-ministro, Luís Montenegro, com a comunidade portuguesa.</P><br />
<P>Antes do almoço, o programa da visita oficial começou com a cerimónia de boas-vindas no Palácio Ducal ao Presidente da República e a sua mulher, Margarida Maldonado Freitas, com honras militares.</P><br />
<P>Este será o primeiro Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas assinalado no Luxemburgo e também o primeiro que Seguro e Montenegro celebram juntos.</P><br />
<P>As comemorações do Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas prosseguirão depois em território nacional na ilha Terceira (Açores) nos dias 09 e 10 de junho.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_773010]]></sapo:autor>
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		<title>E se os fantasmas começarem no cérebro? A explicação científica para as experiências paranormais</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Francisco Laranjeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 06 Jun 2026 10:00:47 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[fantasmas]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Reino Unido]]></category>
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					<description><![CDATA[Ver um fantasma pode parecer uma experiência impossível de explicar. Mas há investigadores que defendem que, em muitos casos, o cérebro pode estar apenas a tentar dar sentido a sinais ambíguos]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Ver um fantasma pode parecer uma experiência impossível de explicar. Mas há investigadores que defendem que, em muitos casos, o cérebro pode estar apenas a tentar dar sentido a sinais ambíguos. Num artigo divulgado pelo &#8216;Daily Mail&#8217;, a professora Melissa Maffeo, da Wake Forest University, nos Estados Unidos, aponta três fatores que podem tornar algumas pessoas mais propensas a experiências paranormais: o ambiente, pequenos desencontros neurológicos e certos traços de personalidade.</p>
<p>A questão está longe de ser marginal. Os dados citados pelo tabloide britânico indicam que cerca de um terço das pessoas em Inglaterra acredita em fantasmas. Para a especialista, isso não significa necessariamente que haja algo sobrenatural em jogo. Significa, antes, que o cérebro humano pode interpretar de forma extraordinária estímulos que têm uma origem perfeitamente comum.</p>
<p>“Talvez uma tempestade perfeita de fatores do dia a dia possa convergir e desencadear a sensação de uma experiência paranormal”, escreveu Melissa Maffeo. A ideia central é simples: quando uma pessoa já acredita em fantasmas e se encontra perante uma sensação estranha, o cérebro pode preencher as lacunas com a explicação que lhe parece mais familiar.</p>
<p>O primeiro fator está no ambiente. Programas de caça-fantasmas costumam usar aparelhos para medir campos eletromagnéticos, zonas invisíveis de energia criadas por partículas eletricamente carregadas. Estudos realizados em locais associados a relatos de assombrações, como as caves de Edimburgo ou o Hampton Court Palace, em Inglaterra, encontraram variações maiores desses campos em áreas com histórico de fenómenos inexplicados.</p>
<p>A professora admite que algumas pessoas podem estar a sentir essas alterações ambientais e a atribuí-las a uma presença sobrenatural. A pergunta, diz, é saber se foi “o fantasma” que causou a alteração eletromagnética ou se foi essa alteração que ajudou a criar a sensação de fantasma.</p>
<p>Ainda assim, a relação não está provada. Um grupo de investigadores chegou a criar uma “sala assombrada”, variando diferentes frequências de campos eletromagnéticos, para perceber se os participantes sentiam algo invulgar. Houve relatos de tonturas, sensação de separação do corpo e perceção de uma presença, mas essas experiências não corresponderam de forma clara às alterações ambientais feitas pelos investigadores.</p>
<p><strong>Quando o cérebro acorda antes do corpo</strong></p>
<p>A segunda explicação passa pelo cérebro. Melissa Maffeo destaca o papel da junção temporoparietal, uma zona cerebral envolvida na sensação de que habitamos o nosso próprio corpo. Quando esta perceção falha ou se baralha, podem surgir sensações estranhas, incluindo a impressão de estar fora do corpo ou de haver outra presença por perto.</p>
<p>Um dos exemplos mais conhecidos é a paralisia do sono. Durante a fase REM, em que ocorrem muitos dos sonhos mais vívidos, o cérebro bloqueia os movimentos dos músculos para impedir que a pessoa “represente” fisicamente aquilo que está a sonhar. É um mecanismo de proteção. Mas há quem acorde durante essa fase e perceba que não se consegue mexer.</p>
<p>Nesses momentos, a pessoa pode continuar a ter imagens, sons ou sensações vindas do sonho, ao mesmo tempo que já está parcialmente consciente. A mistura pode ser assustadora. Como falta informação sensorial coerente, o medo ajuda a transformar fragmentos do sonho em algo que parece real. É por isso que muitas pessoas descrevem uma sombra, uma figura no quarto ou uma presença junto à cama.</p>
<p>Aqui, o fantasma pode ser menos uma aparição e mais um erro de sincronização: o cérebro já acordou, mas o corpo ainda está preso ao estado de sono.</p>
<p><strong>Acreditar pode fazer a diferença</strong></p>
<p>O terceiro fator está na personalidade e nas crenças. Segundo a especialista, há investigação que sugere que pessoas com determinados traços são mais propensas a acreditar no paranormal. Entre eles estão a tendência para sentir presenças, ter pensamentos mais distorcidos ou adotar crenças mágicas, um conjunto de características frequentemente associado à chamada esquizotipia.</p>
<p>Isto não significa, por si só, doença mental. Significa que algumas pessoas podem estar mais predispostas a interpretar acontecimentos ambíguos como sinais de algo sobrenatural. Quando essa predisposição se cruza com uma sensação física estranha, uma noite mal dormida ou um ambiente carregado de estímulos, a experiência pode parecer muito convincente.</p>
<p>A própria Melissa Maffeo resume esta ideia com uma imagem eficaz: a crença no paranormal pode ser a “cola” que junta os vários fatores e transforma uma sensação invulgar na perceção de um fantasma. A crença, sozinha, pode não bastar. Mas combinada com estímulos ambientais, falhas neurológicas ou certos traços psicológicos, pode tornar a experiência muito real para quem a vive.</p>
<p><strong>As casas antigas também ajudam à história</strong></p>
<p>O &#8216;Daily Mail&#8217; recorda ainda outro estudo, publicado este ano, que apontou para uma explicação curiosa para algumas sensações em edifícios antigos: o infrassom. Trata-se de som de frequência muito baixa, que os humanos normalmente não conseguem ouvir, mas que pode ser produzido por canalizações envelhecidas, sistemas de ventilação ou estruturas antigas.</p>
<p>Investigadores da MacEwan University, no Canadá, defenderam que uma breve exposição a infrassons pode alterar o humor e aumentar os níveis de cortisol, a hormona associada ao stress. Numa casa supostamente assombrada, essa agitação sem causa visível pode facilmente ser interpretada como uma presença sobrenatural.</p>
<p>O professor Rodney Schmaltz, um dos autores do estudo, dá o exemplo de alguém que entra num edifício antigo, se sente inquieto e não vê nem ouve nada de invulgar. Se já lhe disseram que o local é assombrado, essa sensação pode ser atribuída a um fantasma. Na prática, pode tratar-se apenas de vibrações de baixa frequência vindas de canos ou sistemas de ventilação.</p>
<p>É aqui que a ciência torna a história mais interessante, não menos. Em vez de se limitar a dizer que os fantasmas não existem, tenta perceber porque é que tantas pessoas têm experiências que lhes parecem reais. E a resposta pode estar na forma como o cérebro junta ambiente, medo, memória, sono e crença.</p>
<p>No fim, a pergunta talvez não seja apenas “viu um fantasma?”. Talvez seja também: estava num lugar estranho, acreditava no paranormal, dormiu mal ou sentiu algo que o corpo não conseguiu explicar? Para a ciência, é nessa combinação que muitas assombrações podem começar.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_772004]]></sapo:autor>
	</item>
		<item>
		<title>Accenture rejeita irregularidades após condenação a multa pela Concorrência</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 06 Jun 2026 09:52:58 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[A consultora Accenture rejeitou "categoricamente quaisquer alegações de irregularidade", após o anúncio pela Autoridade da Concorrência (AdC) de uma multa à empresa e às operadoras Meo, NOS e Vodafone.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>A consultora Accenture rejeitou &#8220;categoricamente quaisquer alegações de irregularidade&#8221;, após o anúncio pela Autoridade da Concorrência (AdC) de uma multa à empresa e às operadoras Meo, NOS e Vodafone.</P><br />
<P>&#8220;A Accenture rejeita categoricamente quaisquer alegações de irregularidade e mantém-se convicta de que a sua atuação foi apropriada e em conformidade com a lei&#8221;, indicou fonte oficial, em reposta à Lusa.</P><br />
<P>&#8220;A empresa irá analisar a decisão e ponderar as opções disponíveis de recurso&#8221;, adiantou.</P><br />
<P>A AdC aplicou coimas de 13,35 milhões de euros à Meo, NOS, Vodafone e Accenture, por &#8220;acordo anticoncorrencial nos serviços de televisão por subscrição e na publicidade nas gravações televisivas&#8221;.</P><br />
<P>Em comunicado, a Concorrência explica que o &#8220;acordo levou a uma abordagem concertada por parte dos três maiores operadores de telecomunicações a operar no mercado nacional, em conjunto com uma empresa consultora, tendo determinado que os clientes ficassem, em geral, sem possibilidade efetiva de mudança de operador perante a degradação simultânea e concertada do serviço de televisão por subscrição, ainda que insatisfeitos com a introdução de publicidade no serviço de gravações&#8221;.</P><br />
<P>Sem identificar o nome das visadas, a decisão é referente à nota de ilicitude de dezembro de 2021, quando a AdC acusou as operadoras Meo, NOS e Vodafone e a consultora Accenture de restringirem a concorrência &#8220;ao combinarem entre si a inserção de 30 segundos de publicidade&#8221; para o acesso a gravações automáticas de televisão.</P><br />
<P>De acordo com a informação divulgada hoje, &#8220;a decisão da AdC resulta na aplicação de coimas no valor total de 13.351.000 euros às quatro empresas, uma das quais recorreu ao procedimento de transação, abdicando de litigar a imputação factual e procedendo ao pagamento voluntário da coima&#8221;.</P><br />
<P>A abertura do processo teve origem em informação divulgada em agosto de 2020 pela comunicação social, que mencionava a implementação de uma iniciativa conjunta e coordenada entre os três maiores operadores de televisão por subscrição, contando com o suporte tecnológico e operacional de uma empresa consultora, explica a entidade liderada por Nuno Cunha Rodrigues.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_773005]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>OPEP+ avalia este domingo ajustamentos à produção de petróleo</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 06 Jun 2026 09:30:43 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[A OPEP+, que integra 21 países produtores de petróleo, vai avaliar este domingo eventuais ajustamentos aos níveis de produção a curto e médio prazo, com o mercado afetado pelo bloqueio do estreito de Ormuz.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>A OPEP+, que integra 21 países produtores de petróleo, vai avaliar este domingo eventuais ajustamentos aos níveis de produção a curto e médio prazo, com o mercado afetado pelo bloqueio do estreito de Ormuz.</P><br />
<P>O grupo, liderado pela Arábia Saudita e pela Rússia, tem vindo a aumentar gradualmente a produção desde há um ano. </P><br />
<P>No mês passado, deu &#8216;luz verde&#8217; a um aumento de 188.000 barris por dia, o primeiro ajuste adotado após a saída dos Emirados Árabes Unidos da organização. </P><br />
<P>Contudo, em 2023, tinha sido adotado um corte voluntário de 1,65 milhões de barris por dia para controlar os preços do crude.</P><br />
<P>Segundo a agência espanhola EFE, os ministros com a pasta do petróleo da Venezuela, Irão e da Líbia também se vão juntar à reunião da OPEP+, mas estão isentos do compromisso de limitar a produção.</P><br />
<P>O bloqueio do estreito de Ormuz, por onde passa 20% do petróleo mundial, e a consequente guerra comercial entre os EUA e o Irão têm afetado o preço do crude. </P><br />
<P>Ainda assim, na sexta-feira, o petróleo West Texas Intermediate (WTI), uma referência nos EUA, recuou 2,69% ficando acima dos 90 dólares (quase 78 euros) por barril. </P><br />
<P>Já o Brent, referência na Europa, baixou mais de 2% para 93 dólares (80,28 euros) por barril. </P></p>
]]></content:encoded>
					
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_773003]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Para/Espanha: Leão XIV diz que abusos na Igreja são &#8220;chaga ainda aberta&#8221;</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 06 Jun 2026 09:15:02 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[O Papa disse hoje que os abusos sexuais "são uma chaga ainda aberta" e que vai continuar a trabalhar pessoalmente, assim como toda a Igreja, neste problema.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>O Papa disse hoje que os abusos sexuais &#8220;são uma chaga ainda aberta&#8221; e que vai continuar a trabalhar pessoalmente, assim como toda a Igreja, neste problema.</P><br />
<P>&#8220;Sublinho o facto de que eu pessoalmente trabalhei sempre para instituir comissões, para fazer regras e continuarei a fazê-lo, também toda a Igreja, porque é uma chaga ainda aberta&#8221;, disse Leão XIV, citado por jornalistas que viajaram hoje com o Papa no avião que o levou de Roma a Madrid.</P><br />
<P>O Papa respondeu assim a questões sobre os abusos sexuais no seio da Igreja Católica em Espanha e confirmou que se vai encontrar com vítimas durante a viagem de sete dias que iniciou hoje ao país.</P><br />
<P>Leão XIV aterrou no aeroporto Adolfo Suárez/Barajas, de Madrid, pouco antes das 10:15 locais (09:15 em Lisboa) e foi recebido, ao descer do avião, pelos Reis de Espanha, Felipe VI e Letizia, e pelo primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, assim como por outras autoridades políticas e da Igreja Católica.</P><br />
<P>Além de Madrid, a visita do Papa a Espanha inclui passagens por Barcelona e pelas Canárias, onde Leão XIV vai concretizar o desejo do antecessor Francisco de ir a estas ilhas, que que lidam diariamente com a chegada de migrantes em embarcações precárias oriundas de África, conhecidas como &#8216;pateras&#8217; ou &#8216;cayucos&#8217;.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_773002]]></sapo:autor>
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		<title>O leilão online que correu demasiado bem: paga 20 euros por uma torre de computador e o que encontra lá dentro era precioso&#8230;</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Francisco Laranjeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 06 Jun 2026 09:00:37 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Tecnologia]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Computador]]></category>
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		<category><![CDATA[Leilão]]></category>
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					<description><![CDATA[Comprar online pode ser uma lotaria, sobretudo quando a compra é feita fora dos sites oficiais ou em leilões de produtos usados]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Comprar online pode ser uma lotaria, sobretudo quando a compra é feita fora dos sites oficiais ou em leilões de produtos usados. Normalmente, o risco está do lado do comprador: o produto pode chegar danificado, incompleto ou muito diferente do anunciado. Mas há exceções em que o erro joga a favor de quem compra.</p>
<p>Foi o que aconteceu com um utilizador do Reddit, cuja história foi destacada pelo &#8216;El Economista&#8217;. O homem procurava apenas uma torre de computador simples e barata para começar um projeto de montagem de PC. Acabou por comprar, num leilão online, aquilo que parecia ser uma caixa antiga por 23,5 dólares, cerca de 20 euros.</p>
<p>Quando a encomenda chegou, percebeu logo que havia algo estranho. O pacote pesava muito mais do que seria normal para uma simples caixa vazia de computador. Ao abrir a embalagem, a surpresa foi a melhor possível: em vez de uma torre usada sem componentes, encontrou um computador completo e com hardware de alto desempenho.</p>
<p>A imagem partilhada pelo comprador mostrava uma motherboard TRX40 AORUS Pro WiFi, um processador AMD Ryzen Threadripper 3960X de 24 núcleos, 256 GB de RAM e uma placa gráfica NVIDIA GeForce RTX 3080 Ti. Só alguns destes componentes podem valer mais de 1.000 dólares, cerca de 850 euros, o que transforma a compra numa verdadeira descoberta tecnológica por uma fração mínima do valor real.</p>
<p>De acordo com o &#8216;El Economista&#8217;, o segredo esteve no próprio anúncio. As imagens eram pouco esclarecedoras e mostravam apenas a caixa dentro de outra caixa de cartão, além de uma fotografia de catálogo. Nada indicava que, no interior, estivesse escondido um computador completo e muito mais valioso do que o preço sugeria.</p>
<p>A história tornou-se rapidamente num daqueles casos que alimentam a esperança de qualquer comprador em leilões online: a possibilidade improvável de pagar por sucata e receber um tesouro. Na maior parte das vezes, comprar usado exige cautela, verificação e alguma desconfiança. Mas, desta vez, a falta de detalhe no anúncio acabou por transformar uma compra de 20 euros numa das melhores pechinchas que um entusiasta de informática poderia imaginar.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_772013]]></sapo:autor>
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		<title>Papa/Espanha: Leão XIV chega a Madrid para visita de sete dias</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 06 Jun 2026 08:50:04 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[O Papa chegou hoje a Madrid para uma visita de uma semana a Espanha que o levará também a Barcelona e às ilhas Canárias e que tem a imigração no centro da agenda.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>O Papa chegou hoje a Madrid para uma visita de uma semana a Espanha que o levará também a Barcelona e às ilhas Canárias e que tem a imigração no centro da agenda.</P><br />
<P>Leão XIV aterrou no aeroporto Adolfo Suárez/Barajas, de Madrid, pouco antes das 10:15 locais (09:15 em Lisboa) e foi recebido, ao descer do avião, pelos Reis de Espanha, Felipe VI e Letizia, e pelo primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, assim como por outras autoridades políticas e da Igreja Católica no país.</P><br />
<P>O Papa e as autoridades seguiram depois em direção ao Palácio Real de Madrid, onde Leão XIV será recebido numa cerimónia com honras de Estado.</P><br />
<P>Durante a tarde, visitará um centro da Caritas que trabalha com pessoas em situação de sem-abrigo e, à noite, fará uma vigília com jovens no centro de Madrid em que são esperadas centenas de milhares de pessoas.</P><br />
<P>Esta é a primeira visita de um Papa a Espanha em 15 anos e esta &#8220;viagem apostólica&#8221; tem uma carga política inédita, que inclui um discurso no parlamento nacional, na segunda-feira, e dois dias dedicados à imigração e ao fenómeno das &#8216;pateras&#8217;, em 11 de 12 de junho, durante a deslocação às ilhas Canárias.</P><br />
<P>A agenda da visita tem, além da dimensão puramente religiosa, uma componente institucional e de Estado, com encontros e eventos oficiais com a Família Real e o Governo, assim como uma dimensão social (focada no acolhimento e integração de imigrantes, de pessoas em situação de sem-abrigo e presos) e outra dimensão cultural, centrada em Barcelona e na obra de Antoni Gaudí, o arquiteto da Sagrada Família, que é desde este ano o templo católico mais alto do mundo.</P><br />
<P>Nas Canárias, Leão XIV vai concretizar o desejo do antecessor Francisco de ir a estas ilhas, que que lidam diariamente com a chegada de migrantes em embarcações precárias oriundas de África, conhecidas como &#8216;pateras&#8217; ou &#8216;cayucos&#8217;.</P><br />
<P>Em 2025, dados oficiais indicaram terem chegado 17.788 pessoas em &#8216;pateras&#8217; às Canárias, depois dos recordes de 2023 e 2024, quando foram 39.910 e 46.843, respetivamente. Outras 3.100 morreram no mar no ano passado, de acordo com a organização não-governamental (ONG) Caminando Fronteras, que classifica a &#8220;rota das Canárias&#8221; a rota de imigração mais mortal do mundo.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_773001]]></sapo:autor>
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		<title>10 Junho: Presidente da República sublinha papel da língua portuguesa como elemento de união</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 06 Jun 2026 08:39:04 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[O Presidente da República, António José Seguro, saudou hoje os portugueses que vivem fora do país, salientando o papel da língua portuguesa como elemento de união de todos.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>O Presidente da República, António José Seguro, saudou hoje os portugueses que vivem fora do país, salientando o papel da língua portuguesa como elemento de união de todos.</P><br />
<P>&#8220;Assinalo o Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas com uma saudação aos portugueses que vivem fora do nosso país. Uma mensagem que quero centrar na língua portuguesa. É o que nos une, mesmo distantes uns dos outros&#8221;, refere, numa mensagem enviada aos órgãos de comunicação social na diáspora.</P><br />
<P>A mensagem foi divulgada no dia em que António José Seguro cumpre uma visita oficial ao Luxemburgo e que marca precisamente o arranque das comemorações do Dia de Portugal.</P><br />
<P>&#8220;A língua portuguesa é uma pertença que dispensa fronteiras. Uma comunhão que não se troca, apenas se partilha. E, por vezes, com imenso prazer&#8221;, destaca o chefe de Estado, considerando que os emigrantes &#8220;sabem isso melhor do que ninguém&#8221;.</P><br />
<P>O Presidente da República recordou que Luís de Camões &#8220;escreveu &#8220;Os Lusíadas&#8221; longe de Portugal.</P><br />
<P>&#8220;Na verdade, talvez só se vê um país inteiro quando se está suficientemente longe dele&#8221;, afirmou.</P><br />
<P>Por outro lado, lembrou que &#8220;a língua portuguesa também não se confina a um povo, foge a qualquer apropriação&#8221;. </P><br />
<P>&#8220;É de quem a aprende. É de muitos povos e culturas, com muitas falas, sotaques e timbres. Diversa nas suas qualidades e pródiga a unir-nos&#8221;, disse.</P><br />
<P>Seguro pega na palavra &#8220;saudade&#8221; como exemplo de &#8220;sonoridades que despertam a curiosidade de outros&#8221; e que têm &#8220;sentido exclusivo&#8221;.</P><br />
<P>&#8220;É, por tudo isto, que, mais do que as características que regimes ou as circunstâncias nos traçam como identitárias, é a língua portuguesa que persiste (&#8230;). É o sentir que não estamos longe nem próximos. Com a língua portuguesa estamos juntos&#8221;, afirmou.</P><br />
<P>António José Seguro aproveitou para desejar, através desta mensagem, um feliz Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas a todos os portugueses na diáspora.</P><br />
<P>António José Seguro chegou na sexta-feira ao Luxemburgo, para uma deslocação até domingo que se divide entre contactos institucionais, hoje, e encontro com a comunidade portuguesa, no domingo.</P><br />
<P>O primeiro-ministro, Luís Montenegro, junta-se ao chefe de Estado ao final do dia de hoje, depois de participar na Cimeira UE-Balcãs, em Tivat (Montenegro), na sexta-feira.</P><br />
<P>Este será o primeiro Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas assinalado no Luxemburgo e também o primeiro que Seguro e Montenegro celebram juntos.</P><br />
<P>As comemorações do Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas prosseguirão depois em território nacional na ilha Terceira (Açores) nos dias 09 e 10 de junho.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_773000]]></sapo:autor>
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		<title>Morreu hoje Osório Afonso bispo de Quelimane no centro de Moçambique</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/morreu-hoje-osorio-afonso-bispo-de-quelimane-no-centro-de-mocambique/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 06 Jun 2026 08:35:12 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[O bispo da diocese de Quelimane e administrador Apostólico da Arquidiocese da Beira, Osório Citora Afonso, morreu hoje, confirmou a Conferência Episcopal de Moçambique (CEM), mas não foram adiantadas as causas da morte.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>O bispo da diocese de Quelimane e administrador Apostólico da Arquidiocese da Beira, Osório Citora Afonso, morreu hoje, confirmou a Conferência Episcopal de Moçambique (CEM), mas não foram adiantadas as causas da morte.</P><br />
<P>&#8220;Não podem dizer que ele foi assassinado, foi encontrado morto e é só isso que posso dizer&#8221;, disse o presidente do CEM, Inácio Saúre, em declarações à Lusa, sem no entanto adiantar as causas da morte do bispo de Quelimane, na província da Zambézia, centro de Moçambique.</P><br />
<P>O Presidente moçambicano, Daniel Chapo, manifestou hoje, em comunicado, profundo sentimento de pesar e consternação pela morte do bispo Osório Citora Afonso, ocorrida na madrugada de hoje, no Paço Episcopal, na residência oficial do bispo da Igreja Católica de Quelimane.</P><br />
<P>Na sua mensagem, o chefe de Estado refere que a morte do bispo Osório constitui uma perda irreparável para a sociedade moçambicana, em geral, e para a comunidade cristã, em particular, ressaltando o facto de ter-se destacado, em vida, pelo culto da humildade, dedicação pastoral e pregação dos valores da paz e reconciliação.</P><br />
<P>A Polícia da República de Moçambique (PRM) na Zambézia disse à Lusa que está a investigar as causas da morte, remetendo esclarecimentos para mais tarde.</P><br />
<P>&#8220;Houve morte, sim, confirmo, mas ainda não temos as causas e a polícia está no terreno a investigar, por isso não posso adiantar agora qualquer causa, porque os colegas estão a avançar com a perícia&#8221;, disse a porta-voz da polícia na Zambézia, Belarmina Muija.</P><br />
<P>Membro do Instituto dos Missionários da Consolata, Osório Citora Afonso foi eleito bispo de Quelimane em 25 de julho de 2025, tendo, em abril deste ano, sido nomeado, pelo Papa Leão XIV, Administrador Interino da Arquidiocese da Beira, conforme nota da Presidência.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_772999]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Coligação de líder da junta militar vence eleições na Guiné-Conacri</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 06 Jun 2026 08:32:58 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[A coligação do Presidente da Guiné-Conacri, general Mamadi Doumbouya, venceu as eleições de 31 de maio, realizadas quase sem participação da oposição, que pretendiam culminar a transição democrática após o golpe de Estado de 2021.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>A coligação do Presidente da Guiné-Conacri, general Mamadi Doumbouya, venceu as eleições de 31 de maio, realizadas quase sem participação da oposição, que pretendiam culminar a transição democrática após o golpe de Estado de 2021.</P><br />
<P>Segundo informaram no final de sexta-feira os meios de comunicação locais, a coligação Geração pela Modernidade e o Desenvolvimento (GMD) obteve a grande maioria dos 147 lugares da Assembleia Nacional e dos mandatos municipais.</P><br />
<P>Os resultados provisórios, publicados pela Direção-Geral de Eleições, ainda têm de ser confirmados pelo Supremo Tribunal, de acordo com a agência de notícias espanhola EFE.</P><br />
<P>Cerca de 6,9 milhões de pessoas foram chamadas às urnas para eleger os deputados, numa jornada que decorreu num ambiente pacífico.</P><br />
<P>As eleições realizaram-se sob a supervisão de uma missão de observadores da União Africana (UA), mas a oposição denunciou irregularidades.</P><br />
<P>A votação ocorreu depois de terem sido ilegalizados 40 partidos políticos da oposição em março, uma medida que surgiu no meio de uma crescente repressão contra os detratores da junta militar.</P><br />
<P>A junta consolidou-se no poder após vencer as eleições presidenciais de 28 de dezembro de 2025.</P><br />
<P>O general Doumbouya, líder da junta militar que assumiu o poder na Guiné-Conacri no golpe de 2021, tomou posse em 17 de janeiro como novo Presidente do país, após arrecadar 86,72% dos votos.</P><br />
<P>Desde o golpe de Estado, têm sido relatados raptos e detenções sem julgamento de dirigentes da oposição, ativistas e jornalistas críticos do poder, com mais de 15 desaparecimentos documentados pela oposição do país africano.</P><br />
<P>A Guiné-Conacri possui uma das maiores reservas de minério de ferro do mundo e é o principal exportador de bauxite, minério fundamental para a produção de alumínio, embora grande parte da população viva na pobreza.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_772998]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Ucrânia: Defesas antiaéreas russas abatem 376 drones ucranianos em 14 regiões</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 06 Jun 2026 08:32:55 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[As defesas antiaéreas russas abateram durante a noite 376 drones ucranianos em 14 regiões russas, informou hoje o Ministério da Defesa da Rússia, em comunicado.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>As defesas antiaéreas russas abateram durante a noite 376 drones ucranianos em 14 regiões russas, informou hoje o Ministério da Defesa da Rússia, em comunicado.</P><br />
<P>Um condutor morreu na região de Tver, a pouco mais de 200 quilómetros de Moscovo, quando um fragmento de um drone atingiu o seu automóvel, segundo as autoridades locais, citadas pela agência de notícias EFE.</P><br />
<P>Os ataques atingiram tanto a região de Leninegrado, banhada pelo mar Báltico, como as regiões fronteiriças de Briansk, onde foram abatidos 133 aparelhos não tripulados. </P><br />
<P>Também foram atacadas a região de Moscovo, a península anexada da Crimeia e a região separatista georgiana da Abecásia, onde Moscovo possui uma base militar.</P><br />
<P>Por sua vez, na região sul de Krasnodar, uma das mais atingidas nas últimas semanas, um dos fragmentos de um drone provocou um incêndio numa refinaria.</P><br />
<P>Além disso, as autoridades de São Petersburgo ordenaram hoje, pela primeira vez em toda a guerra, aos habitantes da segunda maior cidade russa que não saíssem de casa, na sequência de um novo ataque massivo ucraniano com drones.</P><br />
<P>&#8220;Fiquem em casa e não saiam à rua&#8221;, escreveu Alexandr Beglov, governador da antiga capital czarista, no seu canal do Telegram.</P><br />
<P>Por sua vez, o governador da região vizinha de Leningrado, Alexandr Drozdenko, informou que tinha sido abatidos 141 drones durante a noite, sem especificar os danos pessoais e materiais causados.</P><br />
<P>O Presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, tinha avisado na quinta-feira, numa carta aberta dirigida ao chefe do Kremlin, que se este não aceitasse a proposta de negociações diretas Kiev continuaria com a sua campanha de ataques contra a retaguarda russa.</P><br />
<P>Putin rejeitou a oferta, alegando que &#8220;não lhe vê sentido&#8221;, apelando publicamente ao exército russo para que continuasse a avançar para assumir o controlo de todo o Donbass.</P></p>
]]></content:encoded>
					
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_772997]]></sapo:autor>
	</item>
		<item>
		<title>Médio Oriente: Líbano denuncia ataque israelita contra exército com vítimas</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 06 Jun 2026 07:59:30 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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					<description><![CDATA[O exército do Líbano denunciou hoje a morte de um número ainda não especificado de militares, incluindo um oficial, num bombardeamento israelita no sul do país.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>O exército do Líbano denunciou hoje a morte de um número ainda não especificado de militares, incluindo um oficial, num bombardeamento israelita no sul do país.</P><br />
<P>Uma &#8220;agressão selvagem israelita&#8221; atingiu um veículo militar que circulava na estrada que liga as localidades de Khardali a Nabatiyé, precisou o exército nas redes sociais, sem avançar mais pormenores de momento.</P><br />
<P>A agência oficial libanesa NNA noticiou dois mortos no ataque, um general de brigada e o condutor, também sem adiantar mais informações, segundo a agência espanhola Europa Press (EP).</P><br />
<P>A NNA divulgou uma fotografia em que se vê o que identifica como a viatura em que seguiam as duas vítimas envolta em chamas numa estrada.</P><br />
<P>O exército libanês não está em guerra com Israel e tem-se limitado até ao momento à vigilância, ao controlo da população civil e ao desmantelamento de estruturas das milícias xiitas do Hezbollah.</P><br />
<P>Israel avançou nas últimas duas semanas na invasão do sul do Líbano, mas suspendeu parcialmente as operações após a renovação, na quarta&#8211;feira, de um cessar-fogo relativo que, no terreno, é praticamente inexistente.</P><br />
<P>Ainda na sexta-feira à noite e hoje de manhã, os ataques israelitas causaram uma dezena de mortos em Nabatiye e Tiro.</P><br />
<P>Também o exército israelita denunciou hoje o lançamento de pelo menos um drone explosivo pelo Hezbollah contra as posições que ocupa no sul do país, sem registo de vítimas até ao momento.</P><br />
<P>A agência libanesa também divulgou hoje um aviso do exército israelita para a evacuação de uma localidade no sul do Líbano, que habitualmente antecede um ataque.  </P><br />
<P>&#8220;O exército inimigo israelita emitiu um aviso aos residentes de Balza al-Ansariya, no distrito de Sidon, instando-os a deslocarem-se para o norte do rio Zahrani&#8221;, noticiou a NNA.</P><br />
<P>O Hezbollah arrastou o Líbano para a guerra no início de março, ao atacar Israel para vingar a morte do líder supremo iraniano, Ali Khamenei, em 28 de fevereiro, no início da ofensiva israelo-americanas contra o Irão.</P><br />
<P>Os ataques israelitas contra o Líbano provocaram mais de 3.560 mortos desde então, de acordo com o mais recente balanço das autoridades.</P><br />
<P>Do lado israelita, 27 soldados e um trabalhador civil contratado morreram no Líbano, segundo dados oficiais citados pela agência de notícias France-Presse (AFP).</P><br />
<P>Teerão exige que qualquer acordo com Washington para terminar a guerra inclua o fim das hostilidades na frente libanesa, com a retirada das forças israelitas.</P><br />
<P>O Líbano e Israel concordaram na quarta-feira num cessar-fogo condicionado ao fim dos ataques do Hezbollah, que rejeitou a proposta e voltou a apelar às autoridades libanesas para que abandonassem as negociações.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_772996]]></sapo:autor>
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		<title>Dia D na Normandia: memória dos soldados aliados cruza-se este sábado com dúvidas sobre o futuro da NATO</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Francisco Laranjeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 06 Jun 2026 07:30:39 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Dia D]]></category>
		<category><![CDATA[II Guerra Mundial]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
		<category><![CDATA[NATO]]></category>
		<category><![CDATA[Normandia]]></category>
		<category><![CDATA[Pete Hegseth]]></category>
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					<description><![CDATA[Presença do secretário da Defesa americano, Pete Hegseth, confirmada pelo Pentágono, dá à comemoração uma leitura adicional]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A Normandia assinala este sábado o 82º aniversário do Dia D, numa cerimónia que volta a homenagear os soldados aliados que desembarcaram nas praias francesas em 1944 e ajudaram a abrir caminho à derrota da Alemanha nazi. </p>
<p>A presença do secretário da Defesa americano, Pete Hegseth, confirmada pelo Pentágono, dá à comemoração uma leitura adicional: poucas semanas antes de uma cimeira da NATO marcada pela perspetiva de retirada militar dos Estados Unidos da Europa, a memória da libertação volta a cruzar-se com o debate sobre a segurança do continente.</p>
<p>Hegseth deverá participar nas cerimónias na Normandia e reunir-se com o primeiro-ministro francês, Sébastien Lecornu, e com a ministra das Forças Armadas, Catherine Vautrini. Segundo o Pentágono, a deslocação pretende honrar os sacrifícios dos soldados que combateram e morreram nas praias normandas para defender a liberdade na Europa perante a tirania.</p>
<p>O contraste entre passado e presente é inevitável. Em 1944, a invasão da Normandia marcou um dos maiores esforços militares aliados da II Guerra Mundial. Em 2026, a cerimónia decorre num contexto de incerteza estratégica, com os aliados europeus a prepararem uma cimeira da NATO sob a sombra de uma possível redução da presença militar americana no continente.</p>
<p><strong>O desembarque que abriu caminho à libertação da Europa</strong></p>
<p>A operação de 6 de junho de 1944, oficialmente conhecida como invasão da Normandia e designada pelos Aliados como Operação Neptuno, combinou forças navais, terrestres e aéreas para abrir uma frente na França ocupada pela Alemanha nazi.</p>
<p>Cerca de 160 mil militares atravessaram o Canal da Mancha em aproximadamente 7.000 embarcações e desembarcaram nas praias de Omaha, Utah, Juno, Sword e Gold. O objetivo era garantir uma cabeça de ponte em território francês e criar as condições para a libertação da Europa Ocidental.</p>
<p>A operação teve um custo humano pesado. Só nesse dia morreram 4.414 soldados aliados, incluindo mais de 2.500 americanos, e cerca de 5.000 ficaram feridos. Nos dias seguintes, o número de mortos em combate entre forças dos Estados Unidos, Reino Unido e Canadá subiu para 9.843.</p>
<p>As tropas alemãs estavam preparadas para a invasão, com posições fortificadas em pontos estratégicos, artilharia instalada em zonas elevadas e minas colocadas tanto nas águas como nas praias. Omaha, em particular, tornou-se símbolo da violência do desembarque e do preço pago pelos soldados aliados.</p>
<p><strong>“Não temos o direito de os esquecer”</strong></p>
<p>As cerimónias comemorativas já começaram na Normandia, incluindo um serviço memorial em Colville-Montgomery, perto de Sword Beach, uma das zonas de desembarque. De acordo com a &#8216;BFBS Forces News&#8217;, estiveram presentes dois veteranos sobreviventes da campanha, ambos centenários.</p>
<p>Um deles foi Ken Hay, que tinha 17 anos quando chegou a Juno Beach, cinco dias depois do assalto inicial. O veterano descreveu a presença nas cerimónias como um dever de memória. “Os companheiros que deixámos para trás — não temos o direito de voltar para casa e esquecê-los”, afirmou.</p>
<p>Ken Hay tem participado em várias comemorações e em encontros com estudantes, procurando ligar as gerações mais novas às histórias de quem viveu a guerra. Para o veterano, recordar o Dia D não é apenas revisitar a História, mas transmitir uma mensagem para o futuro: fazer algo, em qualquer área da vida, para impedir guerras.</p>
<p>Também presente esteve Henry Rice, que chegou ao largo de Juno Beach poucos dias depois do desembarque inicial. O veterano destacou a forma como é recebido nas cerimónias e agradeceu o reconhecimento das multidões, que aplaudem os poucos sobreviventes ainda capazes de regressar às praias da Normandia.</p>
<p><strong>Uma cerimónia com peso histórico e leitura política</strong></p>
<p>O 82º aniversário do Dia D será, por isso, mais do que uma cerimónia de evocação militar. A presença de Hegseth e dos responsáveis franceses surge num momento em que o papel dos Estados Unidos na defesa da Europa volta a estar no centro das discussões atlânticas.</p>
<p>A próxima cimeira da NATO será acompanhada com especial atenção precisamente por causa da possibilidade de uma retirada ou redução da presença militar americana na Europa. O tema dá nova atualidade à memória de 1944, quando a intervenção dos Aliados foi decisiva para libertar o continente do domínio nazi.</p>
<p>Na Normandia, a homenagem aos mortos mantém-se como eixo central. Mas, este sábado, a cerimónia também deverá servir de pano de fundo a uma pergunta mais ampla: até que ponto a aliança construída sobre as ruínas da Segunda Guerra Mundial continuará a sustentar a defesa europeia nas próximas décadas?</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_772819]]></sapo:autor>
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		<title>Ébola: Sobe para 452 o número de casos na RDCongo</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 06 Jun 2026 07:29:38 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[As autoridades da República Democrática do Congo (RDCongo) elevaram para 452 o número de casos confirmados da epidemia de ébola, incluindo 82 mortes, e alertaram para "uma transmissão comunitária rápida e contínua".]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>As autoridades da República Democrática do Congo (RDCongo) elevaram para 452 o número de casos confirmados da epidemia de ébola, incluindo 82 mortes, e alertaram para &#8220;uma transmissão comunitária rápida e contínua&#8221;.</P><br />
<P>No mais recente boletim sobre a doença divulgado esta noite, que corresponde aos dados recolhidos até quinta-feira, o Instituto Nacional de Saúde Pública (INSP) da RDCongo, que faz fronteira com Angola, assinalou que estes números representam 71 novos casos confirmados nas últimas 24 horas.</P><br />
<P>Embora tenha sido detetado na província congolesa de Ituri, na fronteira com o Uganda e o Sudão do Sul, a epidemia expandiu-se para as províncias orientais vizinhas de Kivu do Norte e Kivu do Sul, bem como para o território ugandês, onde foram registados até agora 19 casos de contágio, incluindo duas mortes.</P><br />
<P>A epidemia foi declarada oficialmente a 15 de maio.</P></p>
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