Patrões alertam para vaga de despedimentos com fim dos apoios às empresas

As empresas receiam que o fim dos apoios à economia, nomeadamente o lay-off, e o aproximar do verão, altura em que é necessário pagar subsídios de férias, possam fazer com que uma vaga de despedimentos esteja iminente, avança o ‘Jornal de Notícias ‘ (JN).

Segundo a mesma publicação, os patrões dizem que todos os sinais apontam para a proximidade de uma vaga de despedimentos até julho, com agravamento no final do ano, altura em que as empresas que foram apoiadas pelo Governo, deixam de estar proibidas de dispensar funcionários.

O relatório ontem divulgado pela Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte (CCDR-N), e citado pelo jornal, revela que atualmente o principal travão ao desemprego é o financiamento direto das empresas, que resulta de medidas de apoio como o lay-off ou o Apoio à Retoma. Com o fim desses apoios a realidade torna-se evidente.

Depois de deixarem de ser apoiadas as empresas têm um período de carência de até dois meses que as impedem de despedir trabalhadores. Mas e quando esse período terminar? Muitas entidades estão já preocupadas com essa situação.

«Eu posso dizer, sem citar nomes, que já noto vários clientes que, se não houvesse este impedimento, estariam a despedir. E não notei tanto essa necessidade em 2020», refere Levi França Machado, advogado da CCR Legal, escritório que trabalha com várias empresas de grande dimensão em Portugal, citado pelo ‘JN’.

Segundo o jornal, muitas empresas de grandes dimensões já têm em curso processos de despedimento ou rescisão por mútuo acordo, que se vão prolongar até ao fim de 2021. Uma realidade que se estende aos diversos setores.

Para além disso, também o cenário económico global é uma agravante. «Durante o ano de 2020, verificamos o encerramento das médias empresas. Não temos perspetiva de melhor futuro para o ano de 2021, bem pelo contrário: verificamos um abrandamento das encomendas, principalmente por parte das empresas que dependem da exportação», afirma Aida Sá, do Sindicato do Calçado do Minho e Trás os Montes, ao mesmo jornal.

Ler Mais

Artigos relacionados
Comentários
Loading...