Patrão espalha 24 milhões de euros em notas em mesa gigante e deixa trabalhadores levar o que conseguirem: veja as imagens

Evento reuniu cerca de 7.000 pessoas e transformou a habitual cerimónia de fim de ano numa verdadeira corrida ao dinheiro

Francisco Laranjeira

Uma empresa chinesa surpreendeu ao distribuir cerca de 26 milhões de dólares (aproximadamente 24 milhões de euros) em dinheiro vivo durante a sua festa anual, permitindo que os trabalhadores levassem para casa o montante que conseguissem transportar, noticiou o ‘Daily Mail’. O evento reuniu cerca de 7.000 pessoas e transformou a habitual cerimónia de fim de ano numa verdadeira corrida ao dinheiro.

O responsável pela empresa, Cui Peijun, explicou a opção pouco convencional de entregar notas físicas em vez de transferências bancárias. “Algumas pessoas perguntam porque não transferimos o dinheiro diretamente para as suas contas, mas, desta forma, são apenas números frios”, afirmou. Segundo o empresário, nos anos anteriores a empresa distribuía joias ou valores fixos em dinheiro, mas optou agora por uma abordagem mais visual e simbólica.

Cui detém 98,88% das ações da empresa, que fabrica e aluga gruas e opera em mais de 130 países. Ao devolver grande parte dos dividendos aos colaboradores, o empresário reforça uma política interna marcada por prémios generosos.

Em 2024, a empresa registou um lucro líquido de 38 milhões de dólares (cerca de 35 milhões de euros), tendo distribuído aproximadamente 24 milhões de dólares (22 milhões de euros) pelos trabalhadores. No ano anterior, foram atribuídos 8,5 milhões de dólares (cerca de 7,9 milhões de euros) aos 40 colaboradores com melhor desempenho, sendo que os três principais vendedores receberam 730.000 dólares cada (aproximadamente 680.000 euros).

Para assinalar o Dia Internacional da Mulher, a empresa distribuiu ainda quase 230.000 dólares (cerca de 214.000 euros) por cerca de 2.000 funcionárias. Em 2022, Cui Peijun doou 4,7 milhões de dólares (cerca de 4,3 milhões de euros) a mais de 4.000 estudantes universitários de baixos rendimentos.

O empresário já explicou publicamente a sua motivação. “Não é que eu goste de dar dinheiro, é que os jovens estão sobrecarregados com empréstimos para automóveis e hipotecas, e qualquer alívio que possamos oferecer é bem-vindo”, afirmou. O próprio teve de abandonar os estudos por dificuldades financeiras, defendendo que “a pobreza não deve ser transmitida à geração seguinte”.

Continue a ler após a publicidade

As imagens dos funcionários a contar pilhas de notas tornaram-se virais, alimentando o debate sobre a eficácia de prémios em dinheiro face a bónus tradicionais. O ‘Daily Mail’ contextualiza ainda o episódio com dados económicos: em 2024, a China registou um crescimento do PIB de 5%, acima dos 2,8% dos Estados Unidos e dos 1,1% do Reino Unido. O Fundo Monetário Internacional projeta um crescimento chinês de 4,5% em 2026, comparando com 1,3% para o Reino Unido.

Apesar disso, o PIB per capita chinês continua significativamente inferior ao das economias ocidentais. Enquanto os Estados Unidos registam 84.534 dólares (cerca de 78.600 euros) por habitante e o Reino Unido 53.246 dólares (aproximadamente 49.500 euros), a China apresenta 13.303 dólares (cerca de 12.350 euros).

Ainda assim, o gesto milionário da empresa destaca-se num contexto de crescimento económico robusto e reforça a imagem de um empresário que prefere transformar “números frios” em dinheiro tangível nas mãos dos seus colaboradores.

Partilhar

Edição Impressa

Assinar

Newsletter

Subscreva e receba todas as novidades.

A sua informação está protegida. Leia a nossa política de privacidade.