A ilha grega de Corfu transforma-se todos os anos num dos destinos mais vibrantes para celebrar a Páscoa ortodoxa. Em 2026, as festividades decorrem entre os dias 11 e 12 de abril, com destaque para uma tradição singular que mistura fé, história e espetáculo: os “Botides”.
De acordo com o site Visit Greece, esta celebração acontece no Sábado Santo, marcando a chamada “Primeira Ressurreição”, um momento simbólico que antecede o Domingo de Páscoa.
O momento mais esperado da Páscoa em Corfu
O ponto alto das celebrações ocorre na manhã de sábado, pelas 11h00, na emblemática Praça Spianada. É neste momento que os sinos de todas as igrejas da cidade começam a tocar de forma festiva, sinalizando o início do ritual.
Depois do sinos tocarem, os habitantes locais lançam das varandas grandes jarros de barro cheios de água, decorados com fitas vermelhas. Estes recipientes, conhecidos como “Botides”, desfazem-se ao embater no chão, criando um som intenso e impressionante que ecoa pelas ruas.
Este momento é seguido por um ambiente de festa, com bandas filarmónicas a percorrer a cidade e a interpretar a marcha “Os Gregos não têm medo”, envolvendo tanto residentes como visitantes numa celebração coletiva.
Origem e simbolismo da tradição
A origem dos “Botides” remonta, muito provavelmente, ao período da ocupação veneziana em Corfu, entre os séculos XIV e XVIII. Os venezianos tinham o hábito de atirar objetos antigos no Ano Novo, simbolizando renovação e novos começos.
Os habitantes locais adaptaram esta tradição, transferindo-a para a celebração da Páscoa, a data mais importante do calendário religioso ortodoxo.
O ato de partir os jarros está associado a um simbolismo profundo: representa a vitória da vida sobre a morte. Para muitos, os fragmentos dos recipientes partidos trazem sorte e prosperidade, sendo comum que tanto locais como turistas recolham pedaços como amuletos.
Segundo o Corfu Airport Car Hire, há também referências à Grécia Antiga, onde se celebrava a chegada da primavera descartando recipientes antigos para dar lugar a novos, associados a novas colheitas.
Independentemente da origem, o simbolismo mantém-se: afastar o mal, marcar o fim do inverno e celebrar o renascimento da vida. Não é por acaso que muitos visitantes recolhem pedaços dos jarros partidos, acreditando que trazem sorte e prosperidade ao longo do ano.
Tradições paralelas que completam a experiência
Para além dos “Botides”, existem outros costumes que enriquecem a Páscoa em Corfu. Um dos mais curiosos é o “Mastelas”, em que um barril decorado é colocado no centro da cidade e os transeuntes são convidados a atirar moedas para o seu interior, num gesto associado à boa sorte.
No final do dia, quando os sinos da Ressurreição voltam a tocar, alguém mergulha no barril para recolher as moedas, mantendo viva uma tradição que atravessa gerações.
Uma experiência cultural única na Grécia
A celebração da Páscoa em Corfu vai muito além do ritual dos “Botides”. Ao longo de todo o período pascal, a ilha enche-se de eventos religiosos e culturais que refletem as tradições gregas mais autênticas.
Milhares de visitantes deslocam-se até Corfu todos os anos para assistir a este espetáculo único, que combina emoção, espiritualidade e uma forte identidade cultural.
Para quem procura uma experiência diferente durante a Páscoa, Corfu oferece uma das celebrações mais marcantes da Europa, onde tradição e festa se unem de forma inesquecível.













