Roberta Metsola ganhou oficialmente as eleições desta terça-feira para se tornar a próxima presidente do Parlamento Europeu, substituindo assim David Sassoli que morreu na semana passada aos 65 anos.
A responsável derrotou as outros candidatas na primeira volta da votação, conseguindo a maioria exigida de 50%+1 de todos os eurodeputados, bem como, o apoio de três dos maiores partidos políticos da União Europeia (UE): o EPP, o S&D e o Renew.
Metsola angariou 458 votos de 616 votos elegíveis no parlamento, vencendo à primeira e sendo a terceira mulher a ocupar o cargo, depois das francesas Simone Veil (1979-1982) e Nicole Fontaine (1999-2002).
Para além disso, Metsola fez história hoje, não só por se tornar a presidente mais jovem de todos os tempos, mas por ocupar o papel mais importante que qualquer cidadão maltês já teve no cenário internacional. Espera-se que ocupe esta posição durante pelo menos mais dois anos e meio.
Antes de ser aberta a votação, esta terça-feira, a responsável defendeu um Parlamento Europeu “mais moderno, mais eficaz e mais eficiente” e um presidente “construtor de consensos”, assumindo o compromisso de não ter medo das posições difíceis e de defender sempre a posição do Parlamento.
“Esta é uma casa de discussão e estou empenhada em defender a nossa cultura de debate. Os acordos vêm do debate, porque a tolerância quer dizer que temos que ter espaço para a diferença e a justiça que ouçamos a outra parte. Deixemos para trás as trincheiras do passado quando olhamos para o futuro”, afirmou.
Quem é Roberta Metsola?
Metsola é uma figura importante dentro do Partido Nacionalista. Foi eleita para o Parlamento Europeu em 2013, dez anos depois de entrar pela primeira vez na política da UE, após Simon Busuttil ter renunciado ao cargo de eurodeputado para se tornar líder do Partido Nacionalista.
Um ano mais tarde, manteve o seu lugar ao ganhar mais de 32 mil votos na primeira contagem na próxima eleição do MEP, tornando-a a candidata mais popular do PN e a segunda candidata nacional mais popular. Aumentou essa margem em 2019.
Em novembro de 2020, Metsola foi eleita primeiro vice-presidente do Parlamento Europeu, substituindo Mairead McGuinness, que se tornou comissária europeia.
Como eurodeputada, Metsola concentrou-se fortemente na migração irregular, apresentando propostas marcantes que poderiam tornar o Mediterrâneo um lugar mais seguro para todos.
Metsola também trabalhou arduamente para resolver os processos do SLAPP, onde figuras poderosas tentam silenciar jornalistas e cidadãos com processos judiciais de vários milhões de euros. A responsável abordou ainda temas que vão desde os direitos LGBT+, até à liberdade de imprensa.











