Parlamento Europeu rejeita investigar o uso do spyware Pegasus na União Europeia

Comissário europeu dos Orçamentos, Johannes Hahn, salientou que a utilização ilegal de programas informáticos para intervir em conversas privadas “é um crime que deve ser punido”

Francisco Laranjeira

O comissário europeu dos Orçamentos, Johannes Hahn, rejeitou que o papel da Comissão Europeia seja investigar a utilização na União Europeia do spyware Pegasus, salientando no entanto que a utilização ilegal de programas informáticos para intervir em conversas privadas “é um crime que deve ser punido”.

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“Todos concordamos que não é aceitável, não é algo que pode ser tomado de ânimo leve. É um crime que deve ser punido”, reforçou Hahn, num debate de sessão plenária da reunião do Parlamento Europeu em Estrasburgo, em França, onde ouviu diversas críticas de deputados de vários grupos sobre a falta de resposta de Bruxelas sobre o assunto. O responsável europeu salientou que o executivo europeu não tem capacidade para investigar estas questões ligadas à segurança nacional, embora tenha saudado o factto de o Parlamento Europeu ter criado a sua própria comissão de investigação sobre o Pegasus.

O escândalo Pegasus ‘abalou’ a política europeia depois de jornal americano ‘The New Yorker’ tem publicado informações que apontavam para a espionagem feita a mais de 60 líderes independentes da Catalunha.

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