O Parlamento Europeu retirou a imunidade da sua antiga vice-presidente Eva Kaili, o que abre caminho para uma investigação do suposto envolvimento da ex-eurodeputada num caso de fraude orçamentária da UE de 150 mil euros, que terá acontecido em 2015 – um caso que não tem relação com o escândalo de corrupção conhecido como ‘Qatargate’, em que a política grega está igualmente envolvida.
Eva Kaili foi acusada de gastar, de forma fraudulenta, entre 120 e 150 mil euros de dinheiro público e, se for considerada culpada, pode enfrentar uma pena de entre 5 e 15 anos de prisão, de acordo com a lei grega, garantiu a agência ‘Reuters’.
De acordo com o escritório do advogado de Kaili, Spyros Pappas, vão ser tomadas novas medidas legais se a imunidade de Kaili fosse levantada, garantindo que a possível pena de prisão, com base no resultado da investigação a decorrer, era “neste estágio bastante prematura e infundada”.
O caso ‘Qatargate’ surgiu em dezembro de 2022, quando investigadores belgas apreenderam – durante buscas em Bruxelas, nas casas de Kaili e de eurodeputado italiano Pier Antonio Panzeri – cerca de 1,5 milhões de euros em malas e sacos.
O juiz Claise suspeita da existência de pagamentos em dinheiro em troca de decisões políticas ou posições favoráveis aos interesses do Qatar e de Marrocos no Parlamento Europeu, o que Doha e Rabat negam.
Panzeri admitiu que os investigados orquestraram a fraude, e o seu ex-assessor parlamentar Francesco Giorgi é suspeito de ter desempenhado um papel importante neste processo.
O antigo eurodeputado Panzeri – figura do mundo sindical italiano e líder de ONGs desde 2019, em Bruxelas – implicou posteriormente Marc Tarabella, que nega ter cometido qualquer ilegalidade ou irregularidade, tal como Kaili.
Um sétimo suspeito, o eurodeputado italiano Andrea Cozzolino, é alvo de um mandado de detenção europeu emitido pelo juiz Claise, mas já contestou a obrigação de comparecer perante os tribunais belgas.














