O Parlamento Europeu defendeu esta quinta-feira que seja concedido à Moldávia o estatuto de candidato à adesão à União Europeia e apelou a um aumento da ajuda a este país, “desproporcionadamente afetado pela guerra russa na vizinha Ucrânia”.
A posição da assembleia é expressa numa resolução hoje adotada no hemiciclo de Estrasburgo, França, que saúda a candidatura formal da Moldávia à adesão ao bloco europeu, apresentada em 3 de março passado, poucos dias depois de a Rússia ter invadido a Ucrânia, e exorta a Comissão Europeia a “concluir rapidamente a sua avaliação do pedido e a prestar à Moldávia toda a assistência durante este processo”.
Os eurodeputados consideram que, “sem prejuízo do conteúdo do parecer da Comissão, as autoridades moldavas estão sem dúvida no bom caminho para adotar reformas fundamentais, nomeadamente nos domínios da democracia, do Estado de direito e dos direitos humanos”.
A resolução aprovada numa votação por mão no ar sublinha ainda que a Moldávia “foi desproporcionadamente afetada pela guerra russa na vizinha Ucrânia“, apontando que, desde o início da invasão, chegaram ao seu território mais de 450 mil refugiados ucranianos, dos quais quase 100 mil permaneceram na Moldávia, país que também sofreu avultadas perdas comerciais e registou aumento dos preços da energia e dos transportes.
Por conseguinte, os eurodeputados apelam a que seja prestada “mais ajuda ao país, por exemplo através de mais assistência macrofinanceira, medidas adicionais sobre transporte e liberalização do comércio e apoio contínuo à gestão de refugiados e a fins humanitários”.
Por fim, a resolução expressa também a “profunda preocupação” dos eurodeputados com os recentes acontecimentos na região da Transnístria, onde numerosos “incidentes de segurança” tiveram lugar em abril.
Os eurodeputados consideram estes incidentes como “atos perigosos de provocação numa altura em que a situação é particularmente instável” e reiteram o apoio a uma “solução política abrangente, pacífica e duradoura para o conflito da Transnístria, ou seja, baseada na soberania e integridade territorial da Moldávia dentro das suas fronteiras internacionalmente reconhecidas, incluindo a retirada das forças russas da região”.














