O Parlamento bloqueou o seu site no dia das eleições legislativas, 30 de janeiro, para evitar um ataque informático de larga escala, uma vez que as palavras-passe de acesso andavam a circular na dark web, avança o ‘Observador’.
Segundo a mesma publicação, apesar de na altura ter sido referido que estaria em causa um “alegado ataque” ao sistema informático, o apagão deveu-se na verdade a uma medida preventiva contra a um possível ataque.
Isto porque os serviços do Parlamento foram alertados para a partilha de “credenciais administrativas” na dark web. “A Assembleia da República foi alertada pelas autoridades nacionais competentes” de que estavam a circular “credenciais administrativas” na internet, lê-se no aviso citado pelo ‘Observador’.
Essa partilha indevida terá sido detetada pela Polícia Judiciária ou pelos Serviços de Informações, sendo que os serviços técnicos do site avançaram de imediato com um “isolamento do sistema informático da AR face ao exterior”, segundo explicou o gabinete do secretário-geral da Assembleia da República, ao jornal.
“Desta medida, resultou a indisponibilidade externa do site do Parlamento, alguns constrangimentos para os funcionários que se encontravam em trabalho remoto e a indisponibilidade de acesso à internet, a partir da Assembleia da República”, acrescenta, adiantado que “internamente, o sistema manteve-se em funcionamento”.
Perante o sucedido, adianta o ‘Observador’, a Assembleia da República notificou a Comissão Nacional de Proteção de Dados (CNPD) de que teria sido alvo de um acesso indevido a dados internos.
Depois disso, a reposição do sistema interno do Parlamento foi feita de forma gradual. “O acesso foi reposto por volta das 20h do dia 02/02/2022”, a quarta-feira seguinte ao dia das eleições. “Em simultâneo, foi desencadeada a renovação das credenciais de acesso de todos os utilizadores”, disse a mesma fonte.


