Para onde vamos?

Por Ricardo Florêncio

De acordo com os últimos dados do Eurostat, Portugal perdeu mais alguns lugares no ranking do PIB per capita em paridade de poder de compra, estando actualmente em 21.º lugar (em 2002 estavámos em 15.º). Para alguns são apenas números, e que pouco dizem. O que é verdade, é que cada vez nos afastamos mais da média da Europa e estamos cada vez mais pobres em comparação com os países europeus. E já não estamos a falar apenas das grandes economias europeias. Nos últimos anos, fomos ultrapassados por países como a Lituânia, Estónia, Polónia e Hungria.

Muito se tem falado da necessidade de desenvolver a economia social, tendo em conta a situação em que vivemos nos últimos dois anos. Mas esta economia social tem de ser subsidiada. Dada a nossa elevada taxa de dívida pública, e ainda com a subida com importância das taxas de juro, este já não é um recurso a que possamos recorrer. E assim, será através dos impostos. Directos e indirectos, quer aos contribuintes, quer às empresas. Contudo, também aqui estamos com níveis de impostos muito altos, sendo já um obstáculo, quer para atrair empresas a investir em Portugal, quer para conseguir atrair as pessoas que necessitamos, quer ainda para se conseguir aumentar os salários com substância. Deste modo, como fazer? Como conseguir que Portugal cresça e se torne mais competitivo e rico, para conseguirmos subir alguns degraus nessa classificação? O PRR vai ser uma grande alavanca nos próximos anos, mas não será suficiente.

Editorial publicado na revista Executive Digest nº 193 de Abril de 2022


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