“Para as famílias com crédito habitação de taxa variável, este novo aumento representa um duro golpe”, diz responsável do Idealista

O Banco Central Europeu (BCE) anunciou esta quinta-feira mais uma subida das taxas de juro em 50 pontos-base, uma decisão que irá ter impacto nas famílias que contraíram crédito habitação.

“Para as famílias com crédito habitação de taxa variável, este novo aumento representa um duro golpe devido ao aumento que irão sofrer nas suas prestações mensais, o que pode acabar por colocar em dificuldades os agregados mais vulneráveis”, explica Miguel Cabrita, responsável do idealista/créditohabitação Portugal.

Miguel Cabrita relembra ainda que em março do ano passado a Euribor a 12 meses ainda estava negativa, pelo que a revisão anual da prestação mensal vai levar a um aumento significativo.

Por outro lado, explica, as medidas aplicadas pelo BCE para combater a inflação “parecem estar a ter um maior impacto na capacidade económica das famílias com empréstimos do que no próprio mercado imobiliário, que embora esteja a abrandar ligeiramente face a 2022 , não está a desacelerar de maneira significativa”.

O responsável do idealista/créditohabitação Portugal esclarece ainda que, os aumentos das taxas de juro e da Euribor não estão a ser transferidos de forma tão forte para o preço dos novos créditos habitação que estão a ser oferecidos pela banca.

“Os bancos pretendem continuar a emprestar dinheiro e a concorrência entre entidades financeiras para atrair clientes solventes é ainda difícil. Desta forma, o aumento do custo do financiamento não está, pelo menos para já, a impactar tanto o mercado imobiliário como previam alguns especialistas”, conclui o especialista.

É oficial: BCE sobe taxa de juro em 50 pontos-base. Turbulência financeira não detém subida

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