O Paquistão lançou uma operação aérea invulgar para escoltar a delegação iraniana de regresso a casa após negociações inconclusivas com os Estados Unidos, depois de Teerão levantar receios de que Israel pudesse tentar atingir a comitiva.
A revelação foi feita pela ‘Reuters’, que cita três fontes com conhecimento direto do processo.
Segundo essas fontes, a força aérea paquistanesa mobilizou cerca de duas dezenas de caças, além de aeronaves AWACS de vigilância e controlo aéreo, para garantir a segurança dos representantes iranianos após a saída de Islamabad.
Missão de alto risco após negociações falhadas
A operação ocorreu no último fim de semana, depois de mais uma ronda de conversações entre Irão e Estados Unidos terminar sem acordo.
De acordo com uma fonte de segurança citada pela agência noticiosa, os iranianos recearam que algo pudesse correr mal no regresso. “Suspeitavam que poderiam ser alvo”, indicou.
Outra fonte envolvida nas negociações confirmou que a proteção aérea foi assegurada até território iraniano.
“Nós levámo-los até Teerão. A segurança deles era nossa responsabilidade, mesmo depois de deixarem o Paquistão”, afirmou.
Jatos chineses e vigilância aérea total
Entre os meios usados estiveram os caças J-10, de fabrico chinês, considerados dos mais avançados da frota paquistanesa.
Também foram ativadas aeronaves AWACS, utilizadas para deteção antecipada de ameaças e coordenação do espaço aéreo.
Segundo fontes paquistanesas, uma escolta semelhante poderá voltar a ser disponibilizada em futuras rondas de negociações, caso Teerão o solicite.













