O papa Francisco disse esta quarta-feira que os pais de crianças e jovens que se assumam como gays não devem condená-los, mas sim oferecer-lhes apoio, avança a ‘Reuters’.
Em declarações na sua audiência semanal, referindo-se às dificuldades que os pais podem enfrentar na criação dos filhos, o papa falou sobre os “pais que lidam com diferentes orientações sexuais dos seus filhos”.
Para o pontífice, importa saber “como lidar com isso, como acompanhar e apoiar os seus filhos e não se esconder atrás de uma atitude de condenação”, afirmou esta quarta-feira.
Recorde-se que em declarações anteriores, o papa já tinha dito que os gays tinham o direito de serem aceites pelas suas famílias e que, embora a Igreja não aceite o casamento entre pessoas do mesmo sexo, pode apoiar leis de união civil destinadas a dar aos casais gays direitos conjuntos.
No ano passado, o escritório doutrinário do Vaticano emitiu um documento no qual se estabelecia que os padres católicos não podem abençoar uniões do mesmo sexo, uma decisão que desapontou muito católicos gays.
Em alguns países, como os Estados Unidos e a Alemanha, paróquias começaram a abençoar uniões do mesmo sexo em vez de casamento, e houve pedidos para que os bispos as institucionalizassem efetivamente.
Mais recentemente, na segunda-feira, cerca de 125 pessoas, incluindo antigos e atuais padres, administradores de igrejas e voluntários, assumiram-se como gays e membros da comunidade LGBTQI+, pedindo à igreja que tenha em consideração as suas exigências e acabe com “declarações ultrapassadas da doutrina da igreja” quando se trata de orientação sexual.
Os membros da comunidade da igreja publicaram exigências nas redes sociais, no âmbito do movimento “OutInChurch”, apelando a que as pessoas LGBTQI+ sejam capazes de viver sem medo e ter acesso a todos os tipos de atividades e ocupações na igreja sem discriminação.




