A pandemia de Covid-19 volta a impedir, pelo segundo ano consecutivo, a realização dos festejos de carnaval, com cerca de uma dezena de autarquias a anunciar o cancelamento das celebrações, por motivos de segurança.
Nas ilhas, a Madeira foi a primeira a cancelar o evento, programado para decorrer entre os dias 26 de fevereiro e 02 de março. “O Governo Regional da Madeira entende não estarem reunidas as condições de segurança em termos de saúde pública para que o evento se realize”, lê-se na informação divulgada pelo gabinete do secretário do Turismo e Cultura do arquipélago.
No mesmo sentido, a Câmara de Loulé anunciou o cancelamento do desfile do Carnaval, entre 26 de fevereiro e 01 de março, uma decisão “difícil” justificada com o aumento de número de infeções pela variante Ómicron do novo coronavírus “que não permite o planeamento atempado da sua programação”.
No Norte do país, o Carnaval de Ovar também foi cancelado. De acordo com comunicado da autarquia, “o Carnaval é a grande festa de Ovar, mas a saúde pública está em primeiro lugar”. “A opinião foi unânime, atendendo ao atual contexto pandémico e às medidas em vigor, que obrigariam a uma organização complexa e a requerer uma logística quase impossível de colocar em prática”, referiu.
Ainda nesta região, o município de Arcos de Valdevez também cancelou os festejos de Carnaval. Segundo a Associação Folia, responsável pelos festejos, tanto os bailes nas ruas como o cortejo carnavalescos estão cancelados, devido á evolução da crise pandémica da Covid-19.
Também em Estarreja, “a organização do Carnaval, que envolve a Câmara Municipal, a Associação do Carnaval de Estarreja (ACE) e os 11 grupos desfilantes (7 grupos de folia e 4 escolas de samba), entende que não estão reunidas as condições para a realização dos desfiles carnavalescos de 2022”, revelou em comunicado.
Em Figueiró dos Vinhos a autarquia tomou a mesma decisão de cancelar o evento, que envolve um espetáculo com “grande aglomeração de pessoas”, que poderia “vir a provocar um aumento descontrolado da propagação do vírus no concelho [município]”, segundo justificou a câmara municipal.
O município de Torres Vedras também já “decidiu não organizar desfiles e festejos do Carnaval” pelo segundo ano consecutivo. “Em 2022, a realidade é diferente, é certo, mas continua a ser inviável, no contexto pandémico em que vivemos, realizar a festa na rua, com a proximidade e espontaneidade que é um traço de identidade do ‘Carnaval mais português de Portugal’”, refere em comunicado.
Também o Carnaval de Loures, no distrito de Lisboa, foi cancelado devido à pandemia de covid-19, anunciou a organização, admitindo, contudo, “algumas iniciativas” alusivas à época. “Face à situação pandémica atual, e porque a saúde pública está acima de tudo, tal como aconteceu em 2021, foi decidido cancelar os desfiles carnavalescos”, lê-se num comunicado da organização.
O último a anunciar o cancelamento dos festejos foi o município de Sines. Em comunicado conjunto, as três entidades organizadoras – a Associação de Carnaval de Sines, a Câmara Municipal e a Junta de Freguesia – defendem que a “atual situação epidemiológica não permite preparar o evento com a certeza de que o mesmo possa ocorrer no final de Fevereiro / início de Março”.
Na Mealhada, a organização do Carnaval ainda não anunciou o cancelamento dos desfiles, mas o ‘JN’ confirmou junto da Associação de Carnaval da Bairrada, que não se vão realizar. A única duvida reside na possibilidade de avançar com um “desfile trapalhão”, com parte dos habituais 500 figurantes a mascararem-se individualmente.




