Pandemia obriga a uma “ambição de querer ultrapassar este momento desafiante”, frisa presidente do ISEG Executive Education

O ISEG e o Instituto Superior Técnico acabam de assinar um protocolo de colaboração que junta estas duas universidades de renome internacional no reforço de um MBA e no desenvolvimento de novos cursos executivos.

Assistimos atualmente a inúmeras mudanças no Ensino Superior, potenciadas pela pandemia do novo coronavírus. Luís Cardoso, presidente do ISEG Executive Education, em entrevista à Executive Digest, explica como pretende esta instituição continuar a inovar e a estar na vanguarda no Ensino (público) em Portugal.

O ISEG avança agora com um novo protocolo com o Técnico, que mais-valias pretende acrescentar esta parceria?

O protocolo ‘ISEG- Executive Education e Técnico +’ resulta de uma parceria natural e que se completa na perfeição: a ‘expertise’ tecnológica e digital do Técnico alia-se ao know-how que o ISEG temas áreas de economia e Gestão. A grande ambição deste projeto de colaboração é formar profissionais mais completos para o mercado, capazes de inovarem e darem resposta aos desafios tecnológicos e de negócio.

De entre as áreas que merecem a vossa atenção está a Data Science. Em que patamar está Portugal nesta área, em termos de formação? E em termos de absorção do mercado de trabalho?

A formação deve dar resposta às necessidades do mercado, mas também antecipá-las, para ser um apoio efetivo ao desenvolvimento e capacitação dos profissionais, do tecido empresarial e à competitividade do país. No ISEG Executive Education, dispomos de uma Pós-graduação em Data Science & Business Analytics, que vai na quinta edição. O programa conta com uma parceria com a Microsoft e com docentes de grande craveira académica, mas também com experiência profissional relevante. A  procura crescente nestas áreas de formação revela a importância cada vez maior que a análise dos dados e o seu uso tem para ajudar os gestores a tomarem melhores decisões.

Este programa, desenvolvido em parceria com o Técnico +, é uma evolução natural da oferta já disponível, apresentando um formato de curta duração e muito focado em quadros decisores que para liderarem organizações e departamentos ‘data-driven’, necessitam compreender os fluxos de recolha, tratamento e análise dos dados, para se apoiarem neles no momento da decisão. Junta-se assim na perfeição ‘expertise’ tecnológica e digital do Técnico e o know-how nas áreas da Gestão e Estratégia do ISEG.

Para além desta área, em que áreas urge apostar (o que é que o mercado de trabalho mais está a procurar)?

A área da Sustentabilidade é central, para os profissionais e organizações, para dar resposta às alterações que o mundo sofre – e sofre, eventualmente, é mesmo o termo. Temos, por exemplo, o programa “Sustainable Finance: green and climate finance”, com o apoio institucional do Ministério do Ambiente e Ação Climática, que permite aos participantes obterem ferramentas para dar resposta ao que são diretrizes vindas da União Europeia. Ou a Pós-graduação em Gestão da Sustentabilidade, que vai já para a nona edição, o que demonstra bem a aposta do ISEG nesta área.

A área do Digital e Tecnologia é estratégica para as organizações e profissionais, e cobrimos seus os vetores mais importantes: aplicação prática e técnica de ferramentas digitais; estratégia digital e transformação digital; tecnologia aplicada à gestão; mudança organizacional, com metodologia ‘Agile’.

Além destas áreas, destacaríamos a Liderança e Competências Pessoais. Face ao atual momento do mercado, que atravessa uma fase disruptiva, mas também ao novo perfil de colaboradores, dispormos de líderes inspiradores e equipas de RH dinâmicas é fundamental para o ‘employer branding’, tão em voga. Nesta área, dispomos também de oferta, com uma Pós-graduação em Capital Humano & Gestão do Talento. muito direcionadas a líderes de equipas, e a Pós- graduação em Desenvolvimento de Competências para Gestores de Recursos Humanos, muito focada nos profissionais de RH e com a parceria da consultora SHL, que lecionará e atribuirá certificação internacional.

Que alterações provocadas pela pandemia do novo coronavírus já se fazem sentir quer no ensino quer no mercado de trabalho?

Uma tremenda evolução tecnológica, com o foco em responder aos desafios e ambição de querer ultrapassar este momento desafiante com novas perspetivas e ambições. Asseguramos isto tendo por base indicadores como a procura pelo nosso ciclo de ‘webinars Beyond The Present’ e abertura, por parte de profissionais e empresas, a novas metodologias de ensino e áreas de formação.

Como antevê a evolução desta situação (pandemia/ensino/mercado de trabalho)?

É um exercício complicado de ser feito, quando o primeiro ponto (pandemia) condicionará em absoluto os restantes e está muito mais nas mãos da medicina. A única certeza que podemos ter é que deveremos ser flexíveis e capazes de “abraçar” a mudança através da nossa capacidade de desenhar soluções de formação adequadas ao que o mercado precisa, seja em formato presencial, ‘blended’ ou online.

Como está o ISEG a ajustar-se à pandemia e como vai posicionar-se no próximo ano letivo?

Apresentamos uma área de ‘Digital Learning’, que em breve terá os primeiros cursos exclusivamente online, síncronos e assíncronos, mas também o ‘blended learning’, para criar uma experiência de formação valiosa, conciliando o conforto do digital com as mais-valias do presencial, onde se destaca o networking. Além disso, retomamos sessões presenciais, com o selo Covid Safe. Mantendo-nos assim como parceiros de ‘lifelong learning’ dos profissionais, empresas e da nossa rede de Alumni.

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