Pandemia impulsiona vendas de azeite em Portugal mas ameaça afastar compras americanas

Face às medidas de confinamento de reação à pandemia da covid-19, as vendas de retalho dispararam, particularmente nos maiores produtores europeus de azeite, apesar da queda e interrupção da atividade de restauração, que representa 15% da compra de azeite, segundo dados do “Agricultura: Outlook Primavera”, uma análise elaborada pelo Centro de Competências da Agricultura da Moneris.

De acordo com um estudo realizado pela Comissão Europeia, prevê-se um aumento de consumo de 13% nos principais produtores. No entanto, as mesmas medidas aplicadas pelos restantes países (não produtores de azeite) irão refletir uma quebra de 9% do consumo, com a diminuição de importação de azeite pelos países não produtores.

Para a campanha de 2020, o INE prevê uma subida de produção de azeitona para azeite e uma consequente diminuição de preços. A campanha de 2019 superou, pelo terceiro ano consecutivo, os 3 milhões de toneladas de azeite, ainda que
destes três últimos anos, 2019 tenha sido o ano com menor produção.

Da produção não europeia, o Outlook destaca a Tunísia e a Turquia, com níveis de produção muito superiores aos de Portugal. Só em 2019, prevê-se que a Tunísia atinja 300 mil toneladas e a Turquia a rondar as 200 mil.

A produção de azeite europeu, que representa mais de 60% da produção mundial, registou uma quebra de 15%, tendo na sua totalidade rondado os 2 milhões de toneladas de azeite. Esta queda deve-se ao maior produtor, Espanha, que atingiu o nível mais baixo de produção nos últimos 5 anos, com uma queda de 35% do total de azeite produzido. Esta queda não foi compensada pelo aumento de produção registada nos restantes países europeus: Itália, Grécia e Portugal.

Esta análise destaca ainda que, apesar do excedente de stock ter efeitos imediatos sobre o preço praticado, com uma
queda de quase 40% face à média dos últimos 5 anos, os preços têm vindo a estabilizar.

Também, em termos de exportações, a Europa continua a crescer em volume, mas a decrescer em valor. Sendo os EUA o maior importador de azeite europeu, e mediante as tarifas impostas face à pandemia da covid-19,  o Outlook prevê uma diminuição da procura.

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