A Comissão Europeia de Ursula von der Leyen está a meio do seu mandato de cinco anos. Estes dois anos e meio de mandato foram marcados por adversidades inesperadas e de grande nível de dificuldade.
O executivo comunitário liderado por Ursula von der Leyen teve de enfrentar a pandemia de coronavírus que, embora numa fase de maior alívio, continua a ser fonte de problemas e agora está a lidar com a invasão russa da Ucrânia e as suas consequências.
Como refere o Politico, quando iniciou funções em dezembro de 2019, o executivo comunitário de Von der Leyen imaginou um cenário no qual até podia adiantar-se face à China e aos Estados Unidos na concretização de certos objetivos. A equipa de Bruxelas pretendia concentrar-se nas políticas digital e verde que forçariam os seus rivais geopolíticos a jogar nos seus termos.
Mas essa pretensão caiu por terra meses depois quando surgiram os primeiros casos de Covid-19 no bloco europeu.
A pandemia forçou Von der Leyen a repensar o seu plano e a adaptar-se para responder às circunstâncias.
Inicialmente, a resposta da Comissão Europeia à pandemia foi lenta e alvo de críticas – o plano para adquirir as primeiras vacinas foi contestado pela demora no processo. Mas isso foi ultrapassado e a União Europeia recuperou dos obstáculos criados pela pandemia.
Mas a equipa de Von der Leyen não teve muito tempo para descansar. Com a pandemia a dar sinais de abrandamento, eclodiu um conflito no continente europeu quando a Rússia invadiu a Ucrânia no final de fevereiro deste ano.
Von der Leyen foi bem sucedida em manter a união entre os Estados-membros e na imposição de sanções à Rússia, com exceção da questão energética. A dependência que muitos países têm face aos bens energéticos russos e a sua renitência ao embargo ao petróleo russo – com destaque para a Hungria – tem sido uma barreira ao esforço coordenado do bloco europeu.
O Politico avaliou o desempenho de Ursula von der Leyen nesta primeira metade do seu mandato. Até agora a análise tem sido positiva. Apesar de ter lidado com crise atrás de crise, a presidente da Comissão Europeia tem tido um bom desempenho.
As crises permitiram a Von der Leyen reforçar os seus poderes e, se a segunda metade do seu mandato for mais calma, pode encarar novos desafios com outra capacidade, como por exemplo a aprovação das medidas que constam no Pacto Ecológico Europeu.













