Os padrões democráticos caíram novamente a nível global em 2021, em consequência da pandemia e do crescente apoio ao autoritarismo, que deixou pouco mais de 45% da população mundial a viver numa democracia, segundo um relatório da Economist Intelligence Unit (EIU), citado pela ‘Reuters’.
À semelhança do que aconteceu em 2020, menos de metade da população mundial vive atualmente numa democracia, mas a tendência agravou-se ainda mais, de acordo com o grupo de análise com sede em Londres.
O seu índice anual de democracia “lança luz sobre os contínuos desafios à democracia em todo o mundo, sob pressão da pandemia de coronavírus e do crescente apoio a alternativas autoritárias”, afirmou.
Esse mesmo indicador – que oferece uma medida do estado da democracia global – registou a sua maior queda desde 2010 e estabeleceu “outro recorde sombrio” para a pior pontuação global, desde que foi produzido pela primeira vez em 2006.
Na Europa, Espanha caiu para uma classificação de “democracia com falhas”, refletindo uma deterioração na sua pontuação de independência judicial. Portugal mantém-se em democracia com falhas, tal como no ano passado, com uma pontuação de 7,82.
Menos da metade – 45,7% – da população mundial agora vive em algum tipo de democracia, um declínio significativo em relação a 2020, onde o número era de 49,4%.
Ainda menos – 6,4% – residem numa “democracia plena” depois do Chile e Espanha terem caído para “democracias com falhas”. Mais de um terço da população mundial vive sob regime autoritário, uma grande percentagem, na qual se inclui a China. O país “não se tornou mais democrático porque ficou mais rico”, disse a EIU.
Os três primeiros lugares do índice são ocupados pela Noruega , Nova Zelândia e Finlândia , enquanto os três últimos países são Coreia do Norte, Mianmar e Afeganistão. Portugal está na 28.ª posição.
Em conjunto com a Tunísia, Mianmar e Afeganistão registaram as maiores quedas no índice após o golpe militar e a tomada dos Talibã nesses países.












