A cidade chinesa de Xangai ultrapassou a inglesa, Londres, para se tornar naquela com maior conetividade do mundo, numa altura em que a pandemia do novo coronavírus agita o mercado de viagens internacionais, segundo a ‘BBC’.
Londres registou uma quebra de 67% na conectividade em viagens aéreas, de acordo com a Associação Internacional de Transportes Aéreos (IATA, na sigla em inglês), órgão do setor de aviação civil. Por sua vez, Xangai subiu na classificação, o que faz com que as quatro cidades com maior conetividade do mundo estejam agora todas localizadas na China: Xangai, Pequim, Guangzhou e Chengdu.
A IATA revela que a pandemia «desfez um século de progresso» na área da conectividade entre cidades. «A mudança dramática demonstra a escala em que a conectividade do mundo foi reorganizada nos últimos meses», afirma Sebastian Mikosz, porta-voz do organismo, citado pela ‘BBC’.
Grandes centros de transporte, incluindo Londres, Nova Iorque e Tóquio, foram duramente atingidos pela redução dramática nos voos de entrada e saída das suas cidades.
«Não há vencedores, apenas alguns jogadores que sofreram menos lesões. Num curto espaço de tempo, desfizemos um século de progresso na aproximação das pessoas e na conexão dos mercados», acrescentou Mikosz.
As viagens aéreas dentro da China recuperaram amplamente e, durante a Golden Week, a junção de quatro feriados nacionais entre os dias 29 de abril e 5 de maio, 425 milhões de pessoas viajaram pelo país, de acordo com dados do ministério do turismo chinês, citados pela cadeia televisiva britânica.
A China também está também a abrir gradualmente corredores de viagens, bem como a discutir acordos de viagens sem quarentena com vários países, incluindo Japão e Singapura. No início desta semana, o presidente chinês Xi Jinping pediu um «mecanismo global» que usaria códigos QR para facilitar as viagens internacionais.




