O impacto negativo da COVID-19 é superior ao da crise financeira de 2008/2009 e as empresas devem estar atentar aos riscos da pandemia para a sua rentabilidade. Segundo a Crédito y Caución, a contenção de custos e a queda da procura constituem os maiores desafios à rentabilidade das companhias europeias para o próximo ano.
Tudo isto num cenário de diminuição estimada do PIB mundial de 4,3% já este ano. «O comércio mundial deverá ter uma redução de 15% este ano. Sem excepção, todos os países da Europa abrangidos por este estudo relatam um aumento dos pagamentos em atraso, que corresponde a um incremento médio de dois terços face aos números anteriores à pandemia em toda a região.», adianta ainda Andreas Tesch, Chief Market Officer da Atradius.
Citado pela Crédito y Caución, o especialista sublinha que os efeitos da crise económica provocada pela pandemia serão sentidos durante vários anos e que, provavelmente, se registará um impacto substancial na insolvência empresarial.
Há, ainda assim, alguns sinais positivos. «As empresas de toda a região estão a reagir com firmeza às difíceis condições económicas e a proteger as suas contas por cobrar do risco de insolvência de forma estratégica», aponta Andreas Tesch.
Parte das empresas opta por usar o seguro de crédito, prevendo dar continuidade a esta solução também no próximo ano. «Esta é uma mensagem clara de que as empresas estão a defender-se, construindo laços comerciais quando isso é possível. Para 2021, é encorajador ver o número de empresas que permanecem optimistas em relação ao futuro», acrescenta.
A Crédito y Caución reitera que, além das medidas tomadas pelas próprias empresas, são cruciais as soluções implementadas pelos países e respectivos governos. E a sua continuidade será de vital importância em 2021, especialmente para os sectores mais afectados, como é o caso das viagens, turismo e hotelaria.








