O novo coronavírus fez saltar as vendas da rede de supermercados Mercadona, que registou um recorde de 2.331 milhões de euros, no passado mês de Março. No entanto, a subida significativa não compensa a redução que se verifica no lucro: o resultado líquido terá afundado 95%, ficando-se pelos cinco milhões de euros. As previsões apontavam para 57 milhões.
A Mercadona justifica os resultados com o aumento nos custos na sequência da pandemia. Embora tenha levado mais pessoas às suas lojas (devido a algum nervosismo e receio de quebras nas cadeias de abastecimento), o COVID-19 implica também mais custos para a empresa, que ascenderam aos 100 milhões de euros.
Registam-se ainda 14 milhões de euros gastos em material de protecção para os trabalhadores, nomeadamente máscaras, gel desinfectante e divisórias. Considerando apenas equipamentos de protecção individual, a Mercadona dedica um milhão de euros por dia.
Somam-se também 12 milhões dirigidos à expansão da rede de transporte, seis milhões com destino à desinfecção das lojas e armazéns e um prémio de 20% para recompensar os esforços dos colaboradores (46 milhões de euros).
Em termos de operação, a Mercadona viu-se obrigada a alterar as rotinas do dia-a-dia e a concentrar o abastecimento em produtos essenciais para os clientes. Como resultado, secções inteiras das lojas foram fechadas.














