Pandemia afunda grandes fortunas mundiais em 4%

As maiores fortunas de todo o Mundo deverão perder o equivalente a mais de um ano de crescimento.

Executive Digest

As maiores fortunas de todo o Mundo deverão perder o equivalente a mais de um ano de crescimento em relação às previsões elaboradas antes da pandemia Segundo o relatório “Wealth Management: After The Storm”, da Oliver Wyman em parceria com a Morgan Stanley, é esperada uma quebra de 4% este ano.

Isto significa que as maiores fortunas globais, indicador também conhecido como riqueza high net worth (HNW), cairão para 3,1 biliões de dólares (cerca de 2,7 biliões de euros). Contudo, em 2021, a trajectória deverá voltar a ser de crescimento, em linha com o que tem acontecido até agora. O mesmo relatório dá conta de uma subida potencial de 5% já no próximo ano.

Pensada para gestores de fortunas, a análise mostra ainda qual o caminho a seguir para estes profissionais. Para impulsionar desempenhos positivos nos próximos cinco anos, ou mais, as empresas dedicadas a este tipo de serviços devem duplicar os investimentos em tecnologia, cortar custos de forma estratégica, construir ofertas de produto diferenciadoras e considerar oportunidades que não sejam orgânicas.

“O impacto completo da COVID-19 na economia dos gestores de fortunas ainda está por se descobrir”, sublinham ainda a Oliver Wyman e a Morgan Stanley. De acordo com o relatório, os gestores têm beneficiado de um crescimento forte da riqueza dos seus clientes, o que disfarçou algumas ineficiências do modelo de negócio. Importa, agora, perceber o que está errado e corrigir as falhas detectadas.

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