O primeiro semestre de 2020 foi sinónimo de um volume de apostas desportivas à cota de 239,9 milhões de euros, em Portugal, o que representa uma quebra de 3,6 milhões de euros face ao mesmo período de 2019. O número é avançado pelo Gabinete do Ministro de Estado, da Economia e Transição Digital, segundo o qual a pandemia de COVID-19 teve um impacto na actividade e comportamento dos jogadores.
“Efectivamente, a partir de meados de Março e até ao início de Junho, a maioria das competições desportivas sobre as quais incidiam apostas online foi suspensa e, por outro lado, foram encerrados os casinos (onde se praticam jogos e apostas de base territorial)”, explica o gabinete em comunicado, acrescentando que estas restrições também tiveram um efeito nos jogos de fortuna ou azar online.
Tendo em conta as circunstâncias especiais a que o novo coronavírus deu vida, o relatório onde são divulgados os dados, disponibilizado hoje na página do Serviço de Regulação e Inspecção de Jogos, não deve ser comparado de igual forma com o primeiro semestre de 2019.
Ainda assim, segundo o mesmo documento, o valor das apostas desportivas à cota manteve-se, em Janeiro e Fevereiro, próximo da média registada nos meses anteriores (59,2 milhões de euros face a 61,7 milhões no último trimestre de 2019). A partir de Março, nota-se uma quebra acentuada, atingindo o seu valor mínimo em Abril (7,7 milhões de euros).
Em Maio, o retorno de algumas competições desportivas permitiu também um regresso do valor das apostas, notando-se especial relevância em Junho: no sexto mês do ano, registaram-se mais 28,2 milhões de euros face a Maio, atingindo níveis próximos dos apurados em Fevereiro de 2020.
Relativamente aos jogos de fortuna ou azar, indica o relatório, o volume de apostas atingiu 2,3 mil milhões de euros, no total do primeiro semestre. Este é um valor 1,7 vezes superior ao registado no período homólogo de 2019.
Neste caso, o crescimento mais expressivo ocorreu a partir de meados de Março, sendo que Abril foi o mês mais forte. A partir de Maio, a tendência de crescimento abrandou e, no final do semestre, verificaram-se valores mais próximos daqueles registados no pré-pandemia.
“Esta evolução poderá ser explicada, parcialmente, não só pelo encerramento, a 14 de Março, por força da COVID-19, de todos os casinos, (onde são explorados os jogos de fortuna ou azar de base territorial), tendo estes retomado a sua actividade a 1 de Junho, mas eventualmente devida também à redução de oferta verificada nas apostas desportivas online nesse período”, refere o Gabinete do Ministro de Estado, da Economia e Transição Digital.




