As líderes femininas estão a lidar melhor com a crise do coronavírus do que os homens, disse Christine Lagarde, do Banco Central Europeu, elogiando as mulheres por uma comunicação honesta e por demonstrarem que se importam.
As diferenças de políticas e comunicação nos países liderados por mulheres são “bastante impressionantes”, disse Lagarde em entrevista ao Washington Post. “Eu vou ser extremamente tendenciosa, mas diria que aprendi que as mulheres tendem a fazer um trabalho melhor”, disse.
Lagarde, a primeira mulher presidente do BCE, destacou a chanceler alemã, Angela Merkel, com elogios especiais. Citou a abordagem científica de Merkel como um exemplo de como explicações “muito honestas e transparentes” dos dados de coronavírus e taxas de infecção ajudaram o público a entender por que eram necessárias máscaras, distanciamento social e medidas de confinamento.
“Tornou-se muito rapidamente uma espécie de lingua franca comum, um conhecimento comum de que as pessoas entenderiam esses elementos científicos”, disse Lagarde.
As líderes femininas de Taiwan, Bélgica e Nova Zelândia também “carregaram a água das más notícias, bem como a água de explicações claras e recomendações fortes”, acrescentou.
A Alemanha enfrentou a crise do coronavírus melhor do que muitos dos seus vizinhos europeus, enquanto Taiwan e Nova Zelândia são consideradas histórias de sucesso na luta contra a pandemia.
Por outro lado, líderes populistas masculinos, como Donald Trump, Jair Bolsonaro ou Boris Johnson, lutaram para conter os surtos nos seus países.
Lagarde, 64, ex-ministra das Finanças da França, disse que a liderança é “ser responsável e prestar contas”. Mas não só. “É sobre cuidar também … acho que a dimensão de cuidar é algo que [mulheres líderes] conseguiram expressar bem. E isso foi considerado pelos telespectadores e eleitores provavelmente como autêntico. ”













